segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

FIM DA ERA DO PETRÓLEO JÁ ESTÁ SENDO ANUNCIADO AGORA E DESTA VEZ NÃO SÓ ECOLOGISTAS OS PROFETAS SÃO CIENTISTAS E ATÉ GRANDES EMPRESAS

Até grandes empresas já começam a adotar medidas para substituir o petróleo por outras fontes de energia menos agressivas ao meio ambiente: os mais atrasados são governos dominados por lobbies que não têm nada a ver com o desenvolvimento sustentável que pode recuperar todo o equilíbrio

 
 Esta situação de caos ambiental está com os dias contados?

 

Esta tendência reflete a gravidade da situação e um destes cientistas é Reinaldo Dias, doutor pela Unicamp e autor de livros relacionados à busca de novas soluções sustentáveis, atuando como editor no site Pensamento Verde. Esta busca de novas alternativas energéticas é tão mais importam se a gente levar em conta que a poluição atmosférica vem sendo um drama silencioso, que gera consequências gravíssimas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os poluentes presentes no ar ocasionam a morte de 8 milhões de pessoas ao ano, em todo o mundo. Um ranking feito nesta pesquisa colocou São Paulo na 6ª posição entre as cidades com os piores índices de poluição do ar, sendo que 92% dos poluentes são provenientes dos automóveis, que emitem NOx durante a combustão. O cenário não é muito diferente em outras metrópoles nacionais e internacionais, como Pequim (China), Las Vegas (EUA) e Rio de Janeiro. Como esta situação vem crescendo demais ultimamente, informadas por cientistas, algumas das maiores  empresas do planeta estão um pouco  mais conscientes e criando novas tecnologias que ajudam a reduzir a poluição, assim tentando minimizar os seus efeitos na saúde ambiental e humana. Os materiais fotocalíticos estão entre essas soluções práticas, eficientes e ideais para as grandes cidades que sofrem com o ar poluído.

 
Ilustração da nova tecnologia Denox citada aqui no texto


No Brasil este sistema ganhou o nome de Denox e se trata duma tecnologia produzida ainda por uma única empresa especializada em pisos e revestimentos de concreto arquitetônico, consegue aplicar a técnica em seus produtos para que os NOx sejam transformados em um agente sustentável, sem alterar a estética do produto, unindo a funcionalidade com a beleza da arquitetura. O carro elétrico é uma outra alternativa assim como fontes renováveis de energia como o sol e o vento. 

 

 Já há uma tendência de mudar o sistema energético radicalmente


Há uma crescente preocupação mundial sobre os efeitos nocivos dos combustíveis fósseis na geração dos gases de efeito estufa (GEE) que contribuem para o aumento do aquecimento global e das mudanças climáticas. Além disso seus efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas contribuem para a condenação generalizada e o aumento da pressão para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia limpa. Nesse sentido, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou na reunião da COP22, realizada no Marrocos há um ano um documento intitulado Mobilidade elétrica: Oportunidade para a América Latina, em que afirma que se a totalidade da frota atual de ônibus e táxis de 22 cidades em 12 países latino-americanos fosse substituída por veículos elétricos a partir de 2018, até 2030 seriam economizados quase 64 bilhões de dólares em combustíveis, seria reduzida a emissão de 300 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) e seriam evitadas a morte prematura de mais de 36.500 pessoas devido a doenças respiratórias associadas à qualidade do ar. Mas, este avanço realmente será feito ou vai se esperar a concretização dum caos do clima e do ambiente?
 

China está sendo hoje exemplo do caos do ambiente, do clima e da saúde


Automóveis, ônibus e caminhões consomem 45% de todo petróleo utilizado no planeta. Se ocorrer simultaneamente um avanço na utilização de energias renováveis e se os atuais veículos forem substituídos por elétricos, o fim da era do petróleo então pode estar realmente próximo. Já existem sinais claros das mudanças a unanimidade global que vai se formando em torno da necessidade da substituição dos combustíveis fósseis como fonte de energia, o que tem provocado um rápido envolvimento até das multinacionais petrolíferas e das grandes montadoras de veículos na fabricação de carros elétricos. As grandes companhias de petróleo estão se preparando para a mudança de paradigma. Para exemplicar esta tendência, a BP, companhia de petróleo inglesa, há vários anos vem mudando sua imagem e inclusive seu nome. Antes BP representava simplesmente British Petroleum, mas atualmente prefere ser conhecida como Beyond Petroleum, ou seja: “além do petróleo”. Um novo conceito já existe, ele entrará em prática?
 

Cientistas e agora até grandes empresas já buscam novas alternativas


A Shell abriu seu primeiro posto de abastecimento de hidrogênio para veículos nos Estados Unidos, na capital Washington e o está utilizando como modelo para o futuro, quando estes locais comercializarão múltiplos combustíveis. A multinacional petrolífera francesa Total comprou a maior companhia norte-americana de painéis solares, a Sunpower. Outra companhia de petróleo a ExxonMobil desenvolve pesquisas com biocombustíveis e outras fontes renováveis. Algumas empresas automobilísticas vêm adotando medidas visando a crescente substituição da forma tradicional de produção energética por outras menos poluentes. A multinacional sueca Volvo já anunciou que, a partir de 2019, todos os veículos de modelo novo que produzirá serão 100% elétricos ou híbridos. A Toyota começará as vendas de seu carro elétrico em 2022. A Renault-Nissan, a Ford e a Volkswagen anunciaram planos para produzir carros elétricos em parceria com empresas chinesas. A empresa britânica Jaguar Land Rover informou que, a partir de 2020, toda a sua linha terá motores híbridos — combinando combustão e eletricidade — ou 100% elétricos. E a alemã BMW produzirá carros elétricos em massa a partir de 2020. 
 

Na China poluição atmosférica já mata 4 mil pessoas por dia!


Os governos, em todos os níveis, estão buscando soluções regulatórias para a solução de problemas ambientais. Regulamentação do governo chinês que entrará em vigor no próximo ano, estabelece que todas as montadoras produzam uma cota de veículos elétricos. França e Reino Unido já se decidiram que proibirão a venda de veículos a gasolina e a diesel a partir de 2040. A Noruega só permitirá a venda de automóveis elétricos e híbridos a partir de 2025.  Dando continuidade a um acordo assinado em 2016 por inúmeros prefeitos, as prefeituras municipais alemãs de Berlim, Bremen, Dresde, Essen, Frankfurt, Hamburgo, Hannover e outras cidades passaram a proibir a entrada de veículos a diesel em 2017. Barcelona fará o mesmo em 2019, Paris em 2020 e Madri e a capital mexicana, em 2015.




O problema do petróleo não é o seu esgotamento. O combustível se tornou uma fonte de energia prejudicial ao meio ambiente e o seu uso pode acarretar sérios danos ao planeta, ameaçando seus ecossistemas, agravando a saúde humana e aumentando o aquecimento global. Nesse sentido, torna-se oportuna a frase dita por um dos líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Ahmed Zaki Yamani: “A Idade do Petróleo irá acabar muito antes que o mundo fique sem petróleo”. Parece ser uma tendência que fica cada vez mais irreversível. O mundo avançará para além do petróleo? "Países que insistem em aumentar sua dependência do petróleo apostam no passado e não enxergam o futuro, o que pode ser desastroso para seu desenvolvimento. Investir em energias limpas e na substituição dos combustíveis fósseis como força motora dos veículos é abrir portas para o desenvolvimento em padrões sustentáveis", comentou Reinaldo Dias, da Unicamp.
 
 

 Por enquanto no Brasil e em São Paulo ainda está assim


(Logo mais mais informações e opiniões na seção de comentários aqui no blog, confira)


Fontes: www.pensamentoverde,com.br
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Estamos pesquisando mais informações e até já recebemos algumas mensagens e opiniões, aguarde a próxima edição desta seção, venha conferir e participe você também deste debate e desta luta para mudar radicalmente a estrutura energética para se evitar o caos do ambiente, do clima e da saúde pública.




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  2. Você pode nos enviar vídeos, fotos ou outro material de informação, faça isso, mande direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui deste blog, mande para padinhafranca603@gmail.com



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  3. Aqui você pode postar direto a sua opinião ou a sua informação nesta seção de comentários, se preferir ou precisar, envie sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br


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  4. "Os ecologistas vinham alertando há uns 30 anos sovre esta nececcidade de mudar o paradigma, cada vez mais cientistas e pesquisas assumem esta postura transformadora, agora vejo que até grandes empresas, talvez por necessidade de se manterem vivas no mercado em mutação, estão investindo em fontes limpas e novas alternativas, esta tendência sinto como a força da criação do futuro": comentário de Geraldo Santos, economista, que nos envia esta mensagem desde Vitória, Espírito Santo.


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  5. "Ecologistas, cientistas e até executivos de algumas grandes empresas, mas a maior parte dos governos e dos países são submissos ao lobby do petróleo e aí é que a coisa pega, temo pelo pior": comentário de Danusa Ribeiro, de São Paulo, professora que atua em três faculdades na área de Ciências.

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  6. Em entrevista ao prinmcipal site de notícias da Alemanha, DW, o presidente da Fundação Rockefeller explica a coerência de deixar investimentos em petróleo e partir para desde já as energias limpas, não pelo esgotamento do "ouro negro" mas para evitar um caos do ambiente, do clima e da saúde das pessoas.

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  7. Fundado em 1940 pelos filhos de John D. Rockefeller Jr., o Rockefeller Brothers Fund é uma fundação internacional dotada com 860 milhões de dólares. Com o anúncio de que sairia do mercado de petróleo e carvão, o fundo de investimentos tirou quase 1 bilhão de dólares do mercado de combustíveis fósseis e investiu-os na economia verde – tornando-se um destaque no movimento do desinvestimento. Ou seja, da criação dum futuro sustentável, matéria do site DW.

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  8. O Rockefeller Brothers Fund é uma fundação internacional dotada com bilhões de dólares. Com o anúncio de que sairia do mercado de petróleo e carvão, o fundo de investimentos tirou quase 1 bilhão de dólares do mercado de combustíveis fósseis e investiu-os na economia verde, se tornando figura de destaque no movimento do desinvestimento, explica ainda o site alemão de notícias DW. Stephen Heintz preside esta fundação desde 2001. Ele fala sobre o que está por trás dessa ação, porque é coerente uma empresa que cresceu às custas do petróleo deixar de investir em combustíveis fósseis. Dentro do tema do nosso blog hoje.

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  9. "Nós temos a esperança de ajudar a encerrar a era do petróleo. É hora de se afastar dos combustíveis fósseis e se mover o mais rápido possível em direção a energias limpas e renováveis, a fim de salvar o planeta. A era do petróleo está agora encontrando o próprio fim": comentário de Stephen Heintz, do Rockefeller Brothers Fund, que ainda conclui, "Só energias limpas são o nosso futuro".

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