quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

LA NIÑA PODE CAUSAR IMPACTOS NO CLIMA E PORTANTO TAMBÉM NO AMBIENTE EM 2018 MAS TALVEZ ESTE NÃO VENHA A SER O MAIOR PROBLEMA NO SETOR

O fenômeno Enos (El Niño - Oscilação Sul) um dos fatores climáticos para o ano que vem: meteorologistas e ecologistas fizeram um levantamento da questão pela BBC


Os efeitos do fenômeno oceânico La Niña serão fortes em 2018?

Fenômeno climático responsável por invernos pesados e grandes secas ao redor do mundo, o La Niña está de volta: seus efeitos serão sentidos por vários meses. E, segundo especialistas ouvidos em debate pela BBC, trará também riscos de formação de novos furacões no oceano Atlântico. A versão deste fenômeno neste ano parece que será bastante atípica: "Desta vez o La Niña chegou muito tarde, no outono (do Hemisfério Norte), e não está claro se continuará se intensificando ou se irá se enfraquecer ainda mais, como aconteceu no inverno passado", argumenta William Patzert, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, a agência espacial americana. Segundo Patzert, o fenômeno costuma aparecer no verão do hemisfério norte, intensificando-se no outono e no inverno. Neste ano, porém, os primeiros efeitos começaram a ser notados apenas em novembro. Isso muda a situação, outro ponto que desperta debate é como será La Niña em 2018, nos dois hemisférios do planeta, ele vai voltar a ser novamente ativo? 


Um dos meteorologistas que analisam aqui é Cárdenas é do movimento Ecocéanos

 

De acordo com Juan Carlos Cárdenas, meteorologista da empresa de prognósticos climáticos The Weather Company, para entender o alcance deste fenômeno é preciso explicar o Enos (El Niño - Oscilação Sul), do qual La Niña faz parte: "O El Niño é uma oscilação atmosférica que causa o enfraquecimento dos ventos alísios (que ocorrem nas regiões subtropicais) no hemisfério sul do Pacífico. Esses ventos, quando são normais, arrastam as águas superficiais desde a costa até o oceano, e isso faz com que as águas geladas das profundidades surjam ali". Cárdenas explica que essa água gelada é normal na zona equatorial da costa da América do Sul: "Quando esses ventos alísios se enfraquecem, esse processo cessa, a água quente se acumula e se produz um aumento da superfície do mar, principalmente na costa do Peru e do Equador". Quando esses ventos alísios são muito fortes e a subida das águas geladas é reforçada na zona equatorial, acompanhada de uma temperatura do mar abaixo do normal, aí começa a então a se manifestar o La Niña. Cárdenas comenta que também há a zona neutra, na qual nos encontrávamos todos há pouco tempo, em que nenhum dos dois eventos estão notavelmente ativos e aí as temperaturas permanecem na média. Ele acrescenta que, geralmente, os centros meteorológicos podem determinar com antecipação quando a oscilação do sul mudará de sinal. Um dos sintomas é a diferença da pressão atmosférica e os ventos que estão associados a ela. É o primeiro sinal que aparece antes da mudança de temperatura do mar: "Quando esses sinais começam a ser detectados, só aí se sabe que o La Niña ou o El Niño podem ou não produzir seus efeitos sobre o clima, o ambiente e nossa vida".

 
La Niña e El Niño são fenômenos oceânicos associados um ao outro


Dá para se montar um histórico mas a situação agora está imprevisível



Os efeitos do La Niña ou do El Niño, um e outro acabam por ser os mesmos, efeitos vão desde secas a inundações, de chuvas a furacões, depende sempre da zona da oscilação: podem produzir secas na América Latina ou na Austrália e ilhas do Pacífico, também causam nevascas intensas no norte dos Estados Unidos. Mas quais são as previsões para essa nova ativação agora do La Niña?


Estes fenômenos naturais tanto poderão produzir secas...

... como enchentes, furacões e/ou outras anomalias...


O meteorologista Patzert afirmou que ainda é muito cedo para fazer previsões, mas, segundo ele, tudo indica que o La Niña será muito tranquilo ou até mesmo neutro neste próximo ano: "Mesmo que tenha sido incomum sua aparição nessa época, ele tem se mostrado enfraquecido e não há sinais de que seus efeitos mais intensos possam se intensificar".Algo similar aconteceu no ano passado, em que um tardio La Niña se manifestou por alguns meses e logo desapareceu, sem grandes consequências no clima mundial: "Temos que esperar. O inverno deste ano na região norte dos Estados Unidos, por exemplo, parece ter se adiantado de forma irregular e isso é algo que costuma estar associado a esse fenômeno", alerta o especialista.




  Meteorologistas brasileiros também já tentam fazer previsões


"Também são previsíveis secas no início do ano na zona sul dos Estados Unidos e na zona equatorial da América Latina",prognostica Patzert. Ele acredita que mesmo que o La Niña se intensifique nos próximos meses, seus impactos sobre o clima mundial ao que tudo indica não serão em 2018 tão intensos como já aconteceu com o El Niño entre 1997 e 1998: "Ali houve uma ativação ao mesmo tempo muito intensa também do La Niña. Entretanto, seu comportamento nos últimos tempos tem sido muito incomum. Após a nova ativação do El Niño em 2015 e 2016, o La Niña tem se mostrado especialmente enfraquecido". Este fenômeno está se comportando de uma forma muito atípica, então tem que haver cuidado em prever qual será o impacto neste ano. Por enquanto, o La Niña começou tarde e muito fraco". Nos bastidores do debate, os meteorologistas e ecologistas além dos fenômenos oceânicos e climáticos El Niño e La Niña discutiram circunstâncias do momento que não são fatores naturais, como os retrocessos ambientais dos Estados Unidos de Trump, um aumento das mudanças do clima e do ambiente, gerando efeitos tanto a nível local em alguns países como globalmente em toda a Terra. O que incomoda é que os políticos nem sempre tomam as decisões necessárias e aí as consequências poderão ser piores do que as provocadas pelos fenômenos da natureza. 


Muito mais intensos são os efeitos de maus políticos ou de falta de gestão ambiental 


  Atualmente os meteorologistas têm que analisar também as condições políticas


(Confira na seção de comentários aqui nesse nosso blog outras informações e opiniões)


La Niña e El Niño são menos imprevisíveis do que os políticos...


... que podem causar efeitos muito piores no clima e no ambiente


Fontes: www.bbc.com
             folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. O clima e o meio ambiente são fundamentais para a nossa vida, em todos os países, fenômenos oceânicos e naturais como El Niño e La Niña precisam então ser analisados para uma previsão do que poderá acontecer em 2018. O problema maior não é a natureza mas os efeitos negativos de falta de gestão ambiental de políticos e de governos em alguns país (como por aqui no Brasil) podendo vir a ser até catastróficos como os gerados pelas decisões equivocadas por mau exemplo por Donald Trump dos Estados Unidos, onde hoje a situação climática já preocupa cientistas e ecologistas.

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  2. Logo mais, aqui nesta seção, outros comentários e informações neste tema de importância para todos os que precisam "agendar 2018": você pode por aqui a sua opinião, se preferir, envie um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia que nós mesmos postamos a sua mensagem, envie então para o nosso webendereço navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, fotos, mapas, charges relacionados aos efeitos políticos ou naturais no ambiente e no clima você pode enviar direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Este tipo de pauta deveria ser mais debatida em geral pela grande mídia brasileira, normalmente, a gente só encontra informações na BBC ou em agências como a AFP ou em sites de meteorologia": comentário de Everaldo Gusmão, de Porto Alegre (RGS) que nos manda fotos de secas e enchentes no sul do país.

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  5. "Tem tudo a ver as previsões de meteorologistas com as do Nostradamus para 2018, aliás, o site JB postou uma noticia nesse sentido, confiram. "Com a aproximação do ano de 2018 muitas pessoas começam a se lembrar do famoso vidente francês Nostradamus que previu uma guerra mundial e o desaparecimento de Israel para este ano. De acordo com o portal Liban 24, que publica algumas das profecias, esperam-se terríveis acontecimentos que podem mudar o mundo. Haverá desastres naturais e muitas nações do mundo enfrentarão mudanças, indicou o portal, acrescentando que as profecias de Nostradamus se referem à chegada ao poder de Trump, à sua política de imigração e à sua relação com a destruição de Israel": comentário de Joel Nascimento, do Rio de Janeiro, empresário no setor de Turismo.

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  6. "Então, amigos e amigas, é preciso mudar e melhorar toda nossa realidade, também como gestão ambiental. Aliás, na matéria do nosso blog tem as previsões da meteorologia para 2018, analisando o contexto planetário e regional que pode levar a secas ou enchentes ou outras turbulências do clima e do ambiente, abraço aí, confira no blog da ecologia previsões meteoroliga para 2018": comentário do nosso editor respondendo a postagens no Facebook sobre chuva desastrosa nesta quinta feira em Franca (SP).

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  7. "Sinal dos tempos, as pessoas e os governos precisam acordar para uma gestão do clima e do ambiente antes que seja o caos": comentário de Luiz Helena, economista, de São José do Rio Preto (SP): "As chuvas têm sido temporais em várias regiões e isso nos assusta e nos alerta".

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