terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PAIS QUER ACABAR COM CARROS MOVIDOS A GASOLINA E A DIESEL EM CERCA DE 20 ANOS: CLARO QUE NÃO É O BRASIL

França quer somente carros elétricos e só energia limpa até 2040 (ao contrário de Trump) o plano é atingir os objetivos do Acordo do Clima da ONU avançando a meta de um futuro sustentável que equilibra a economia com a ecologia



Nicolas Hulot criticado como utópico por uns e elogiado por outros como futurista


"Anunciamos o fim da venda de veículos a gasolina e diesel para 2040 ", foi a declaração explícita e ousada do Ministro de Ecologia, Nicolas Hulot, ao apresentar o "plano clima" do governo francês: o plano precisaria ser acompanhado de uma série de ações e de fatos para não virar apenas propaganda ou utopia, analisaram alguns técnicos ambientalistas, porém, muita gente na Europa e em todos os países estão elogiando e tentando viabilizar um programa deste tipo que poderá acabar com a poluição do ar (drama também de saúde na vida urbana atual, gerando várias doenças, inclusive cânceres) e abrir espaço maior para a implantação de energias limpas e renováveis, como a Eólica e a Solar, bem como toda a economia verde. O ministro Hulot planeja fechar todas as centrais de usina nuclear mas não indiciou como enfrentará o lobby das indústrias mundiais de petróleo que reduzem as chances desta revolução ambiental em praticamente todo lugar da Terra, inclusive aqui no Brasil, onde matéria do site NexoJornal deixa claro que estamos mal nesse ranking de evolução científica, cultural, econômica e ecológica. 



Chevrolet Bolt (Foto: Divulgação)

Revista AutoEsporte detalha importância dos carros elétricos



A França anunciou há quase 5 meses o plano fantástico, contudo, até agora, o projeto está tendo dificuldades de ser implementado na realidade, por se tratar duma ousadia muito grande e avançada, segundo comentários na grande mídia da UE. O projeto é implantar o mais rapidamente possível a meta de não produzir nem vender mais veículos movidos a diesel ou a gasolina em 23 anos, até 2040, colocado como um ano marco duma nova era.  Como parte do plano para atingir os objetivos do acordo internacional de Paris contra as mudanças do clima e do ambiente (assumidos por 195 países em Paris há 2 anos em evento mundial das Nações Unidas), Nicolas Hulot tenta ainda viabilizar o plano clima do governo francês, "para dar exemplo positivo às nações e avançar aqui nossa qualidade de vida". Hulot admitiu que a meta anunciada será, numa palavra, árdua, especialmente para os fabricantes. Trata-se de uma verdadeira revolução, mas as condições para isso "estão ao alcance de todo país atualmente, no caso da França, nossos fabricantes de automóveis têm como desenvolver e implantar esta promessa, que é também uma questão de saúde pública e portanto urgente". Atualmente, os franceses fabricam o carro 100% elétrico mais vendido na Europa, o Renault Zoe, que já ultrapassa ainda que por pouco as vendas de dois concorrentes orientais, produzidos pela Mitsubisshi e e pela Nissan.

O carro elétrico mais vendido hoje na Europa é francês



Por sua vez, a fabricante sueca Volvo Cars anunciou também que planeja a partir de 2019 lançar apenas modelos elétricos ou híbridos, sendo a primeira a prever o final histórico dos veículos equipados apenas com motor de combustão. Nicolas Hulot citou esta meta da Volvo ao anunciar seu programa energético revolucionário, que faz parte de um plano para que a França venha a ser um país neutro em emissões de dióxido de carbono ao menso em 2050. 
Hulot é um ativista ambiental já há muitos anos e sua nomeação pelo presidente Emmanuel Macron foi interpretada como um sinal animador para a luta contra as mudanças climáticas que hoje é um fator de desenvolvimento de verdade para os cientistas.



Hulot está sendo apoiado por vários jovens ativistas ambientais


"Vários países anunciaram querer reduzir drasticamente o número de carros hoje altamente poluentes nas estradas em favor de híbridos e elétricos, mas até agora poucos elaboraram metas concretas", comentou o ambientalista francês Pascal Canfin: "Nos interessa muito avançar e estar entre os pioneiros, quanto antes investirmos, antes contaremos com a tecnologia adequada e estaremos melhor situados na sustentabilidade que todos precisamos realmente alcançar", disse ainda Pascal Canfin à rádio francesa France Info, ele que dirige o WWF França (o fundo mundial da natureza). Assim como Pascal Canfin, muitos ecologistas têm procurado apoiar o plano de Nicolas Hulot e argumentar sobre as vantagens que esta ousadia terá também para a indústria automobilística e a própria economia (finalmente, começa a se enfocar a ecologia como um fator de avanço na vida).



 Na velha França nova realidade em 20 anos?


Hoje os carros elétricos são ainda exóticos...


(Porque o carro elétrico não avança no Brasil? Confira informações neste tema aqui na seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania para completar este post) 



3 mil mortes por ano em SP devido à poluição do ar


Fontes: Autoesporte - France Press
             www.nexojornal.com.br
             www.folhaverdenews.com


7 comentários:

  1. Somente na cidade de São Paulo, de acordo com estudo do instituto feito a pedido do Greenpeace, mais de 3 mil mortes serão causadas por ano por problemas de saúde agravados especificamente pelas emissões de poluentes da frota de ônibus a diesel ou gasolina. Se os coletivos não forem substituídos por outros com combustíveis renováveis, a estimativa é que sejam 7 mil mortes em 2050. Esta situação contrasta com a estagnação dos carros elétricos no Brasil...


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  2. "França, China, Alemanha, Reino Unido evoluem no plano de extinguir o carro com motor a combustão nas próximas décadas. Enquanto isso o Brasil não planeja qualquer ação consistente pelo veículo elétrico. O Rota 2030, conjunto de regras que está em formulação e vai guiar a indústria automotiva a partir de 2018, não deve trazer nenhuma novidade nessa área": comentário de com motor a combustão nas próximas décadas. Enquanto isso o Brasil não planeja qualquer ação consistente pelo veículo elétrico. O Rota 2030, conjunto de regras que está em formulação e vai guiar a indústria automotiva a partir de 2018, não deve trazer nenhuma novidade nessa área": comentário de Luiz Miguel Falcão, coordenador da secretaria de desenvolvimento e competitividade industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

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  3. Aconteceu o Simea, simpósio de engenharia da AEA (Associação de Engenharia Automotiva) entre 12 e 13 de setembro em São Paulo: “Vamos manter o desconto no Imposto de Importação para estes modelos e queremos estimular o desenvolvimento dos carros elétricos no Brasil, mas por enquanto não há medidas definidas para isso”: comentário ainda de Luiz Miguel Falcão em jornais por esta ocasião, há 3 meses.

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  4. O foco da questão é que o carro elétrico depende no primeiro momento de incentivos para tornar interessante o preço mais alto da tecnologia, além da implementação de uma boa estrutura de recarga, entre outras ações e medidas que precisam ser estruturais no Brasil que não tem gestão ambiental sustentável": comentário de Carlos Alvarez, engenheiro eletrônico, no Rio de Janeiro.

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  5. Logo mais, mais informações e comentários, você pode por aqui a sua opinião, se preferir, envie a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e cidadania navepad@netsite.com.br

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  6. Você pode enviar também vídeos, fotos, informações opu sugestão de matérias diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  7. "É urgente e viável a definição do posicionamento do Brasil em relação ao carro elétrico, que tende a ganhar amplo espaço globalmente nos próximos anos, até também para ser exportado, mas por enquanto a legislação nacional coloca foco apenas no etanol e nos veículos flex fuel, tecnologia ambientalmente amigável e que hoje é amplamente difundida por aqui, porém, o carro elétrico é algo que ainda avança mais": comentário de Lala Mend, que estuda Jornalismo na Unesp de Bauru.

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