segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

FAKE NEWS: QUEM MENTE MAIS? A MÍDIA TRADICIONAL OU A INTERNET? QUEM TÊM MAIOR LIBERDADE DE INFORMAÇÃO? CONFIRA UMA PESQUISA NESTE TEMA DA HORA



Estudo da USP embasa lista dos 10 maiores sites de falsas notícias no Brasil e Carta Capítal questiona jornais, rádios e TVs também por causa das chamadas fake news


Jornalistas e pessoas em geral cada vez mais buscam a verdade dos fatos


A revista Veja nesta semana tem como matéria de capa esta pauta, com a manchete O golpe das notícias falsas, acrescentando que 83% dos brasileiros são hoje preocupados com este problema, também por causa de suas implicações políticas. Segundo nos informa Alexandre Aprá, jornalista que dirige o blog Isso É Notícia, um levantamento feito pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP), com base em critérios de um grupo de estudo da Universidade de São Paulo (USP), identificou as maiores fontes de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não checadas e também boatos pelas redes sociais, as chamadas pós-verdades. Cá entre nós, o movimento da cidadania e da ecologia nos preocupamos tanto com a Internet como também e até mais ainda com a grande mídia (rádios, jornais, TVs). parafraseando Aldous Huxley, o problema não é o meio mas a mensagem


A busca da verdade um movimento mundial



Não se trata de blogs alternativos como o nosso - O estudo da AEPPSP utilizou os critérios do "Monitor do Debate Político no Meio Digital" - criado por pesquisadores da USP (uma ferramenta que contabiliza compartilhamentos de notícias no Facebook e dá uma dimensão do alcance de notícias publicadas por sites que se prestam ao serviço de construir conteúdo político não verdadeiro para a opinião pública). A pesquisa esclarece que não são sites de empresas da grande mídia comercial, tampouco veículos de mídia alternativa com corpo editorial transparente, jornalistas que se responsabilizam pela integridade das reportagens que assinam, ou articulistas que assinam artigos de opinião, o problema são tipos de sites que fabricam falsas notícias, não têm autoria, são anônimos e estão bombando nas bolhas sociais criadas nas redes sociais e proliferam boatos, calúnias, difamações, usando também até correntes de WhatsApp. Na realidade, falsos sites são os que fabricam informações falsas. 1. Foram registrados com domínio .com ou .org (sem o .br no final), o que dificulta a identificação de seus responsáveis com a mesma transparência que os domínios registados no Brasil. 2. Não possuem qualquer página identificando seus administradores, corpo editorial ou jornalistas. Quando existe, a página 'Quem Somos' não diz nada que permita identificar as pessoas responsáveis pelo site e seu conteúdo. 3. As "notícias" não são assinadas. 4. As "notícias" são cheias de opiniões — cujos autores também não são identificados — e discursos de ódio (haters). 5. Intensiva publicação de novas "notícias" a cada poucos minutos ou horas. 6. Possuem nomes parecidos com os de outros sites jornalísticos ou blogs autorais já bastante difundidos. 7. Seus layouts deliberadamente poluídos e confusos fazem com que pareçam grandes sites de notícias, o que lhes confere credibilidade para usuários mais leigos. 8. São repletas de propagandas (ads do Google), o que significa que a cada nova visualização o dono do site recebe alguns centavos (estamos falando de páginas cujos conteúdos são compartilhados dezenas ou centenas de milhares de vezes por dia também pelo Facebook).





Pela pesquisa da USP aqui estão alguns dos principais p0rodutores de Fake News  Os produtores de falsas notícias, segundo o estudo finalizado nestes dias agora, estão entre os mais compartilhados nas timelines dos brasileiros e são os seguintes:
* Ceticismo Político: http://www.ceticismopolitico.com/
* Correio do Poder: http://www.correiodopoder.com/ 
* Crítica Política: http://www.criticapolitica.org/ 
* Diário do Brasil: http://www.diariodobrasil.org/ 
* Folha do Povo: http://www.folhadopovo.com/ 
* Folha Política: http://www.folhapolitica.org/ 
* Gazeta Social: http://www.gazetasocial.com/ 
* JornaLivre: https://jornalivre.com/ 
* Pensa Brasil: https://pensabrasil.com/

 
 Mídia tradicional atrelada a muitos outros interesses


Mídia tradicional é a mãe das fake news comenta a revista e site Carta Capital   Matéria de Sérgio Lírio questiona a suposição de que a Internet que fabrica com exclusividade as fake news, talvez por perceber nesta acsação uma forma da mídia tradicional sobreviver ao avanço da digital. Este jornalista entrevista Gabriel Priolli, diretor de TV e estudioso dos meios de comunicação, que sentencia "notícias falsas são tão antigas como a própria imprensa". Segundo Priolli, a mídia tradicional tenta jogar a culpa nas redes sociais no debate sobre as falsas notícias e defende a imposição de regras à atuação dos gigantes de tecnologia que consideraria “censura” se aplicadas contra ela. O papel da Internet não deve, porém, ser menosprezado embora a mídia tradicional esteja há centenas de anos à frente nesta indústria de escândalos e de fake news. Há como combater esta indústria? Esta é uma das buscas mais intensas no setor da comunicação hoje em dia, para que o cidadão ou cidadã possa separar o joio do trigo ou a a mentira da verdade na informação. 

 
A web ao menos tem maior liberdade de informação


Em toda mídia precisamos nos cuidar com as fake news


Fontes: AEPPSP - Carta Capital - Veja
             issoenoticia.com.br
             folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. Difícil resumir todos os conteúdos desta polêmica que enfocamos hoje em nosso site de cidadania, ecologia e não violência, de toda forma, é um tema que urgentemente precisa ser debatido, bem como, precisam ser encontradas alternativas para conter a onda de notícias falsas em todos os tipos de mídia.

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  2. Logo mais, estaremos postando aqui mais informações e comentários, aguarde, venha conferir, desde já você pode colocar a sua opinião aqui ou se preferir nos envie pro e-mail da redação deste blog que nós postamos para você, mande a sua informação ou o seu comentário para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, fotos, material de informação ou tão somente a sua opinião você pode também enviar diretamente para o editor de conteúdo deste nosso blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Existe até uma disciplina científica dedicada a este assunto das fake news, a agnatologia, o estudo da ignorância intencional. O entendimento mais geral é de que as instituições que se encarregavam de formar consensos na sociedade, como escolas, ciência, justiça e mídia, foram abaladas pelas novas dinâmicas sociais da era digital e enfrentam uma desconfiança crescente. De outro lado, os algoritmos da Internet não expõem mais os indivíduos ao contraditório, soterrando-as em versões sempre coincidentes dos fatos. Tudo isso, somado, produz incerteza e angústia no cidadão comum, que o levariam a se aferrar às convicções mais arraigadas, em busca de chão firme para pisar nesse mundo cada vez mais líquido ou incerto": comentário de Robert Proctor, historiador da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

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  5. "Olha, via matéria da veja nas bancas sobre o Fake News, falam no golpe das falas notícias, tem um teste interessante, dicas para não se deixar enganar por noticiário enganoso ou manipulado. Mas este blog aqui dá uma visão de contexto muito boa nesse assunto que deveria ser mais debatido por toda a mídia, por envolver direto o interesse da nossa população, buscando a verdade, como você dizem aqui": comentário de Fabrício Batista, de São Paulo, ele atua em criação e redação em agência de publicidade.

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  6. "O mais interessante na matéria de capa da veja foi a entrevista com Shyan Sunder, diretor de pesquisas em mídia da Universidade da Pensilvânia, ele enfoca a psicologia dos que acreditam nas fake news. Eles não têm o enfoque de cientista pesquisando ou de um jornalista trabalhando, querem confirmar as suas próprias expectativas ou desejos nas notícias falsas": comentário também de Fabrício Batista, redator de agência de publicidade em SP.

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  7. "Há algumas iniciativas em curso, mundo afora, para combater a proliferação de notícias falsas. Os gigantes digitais, como o Google, o Facebook e o Twitter, investem na checagem dos conteúdos publicados e alteram em parte os seus famosos "algoritmos". A ideia é que o público seja exposto a um conjunto mais variado de informações sobre os temas compartilhados na Internet e tenha chance de discernir entre o que é verdade e mentira. O mais irônico nesse tema do combate às fake news é que a grande mídia privada, mundial e brasileira, cobra regulamentação dura das empresas de tecnologia, que ela entende como empresas de mídia. Quer acabar com o monopólio do Google e do Facebook. Ou seja: se a regulação da mídia envolver os "jornalões" e as tevês privadas, é censura. Mas se afetar apenas seus maiores concorrentes, deve ser adotada": comentário do pesquisador especializado em mídia, Gabriel Prioli, questionando a campanha das mídias tradicionais contra a digital.

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  8. Excelentes comentários do editor completando o teor da matéria. Parabéns e abraços verdes.

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