terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SEM INVESTIMENTOS NA ECOLOGIA E SEM GESTÃO DO AMBIENTE E DO CLIMA QUALQUER PAÍS PODE TER MEGAS DESASTRES NATURAIS COMO OS STATES

Os americanos estão sentindo no bolso o custo dos desastres naturais que só poderiam ser previstos e até evitados com gestão ambiental mas Donald Trump não acredita nisso e então paga prá ver: não se trata dum castigo mas da reação natural pelo desgoverno do clima e do ambiente num dos países mais ricos do mundo com problemas similares aos dum país pobre do chamado terceiro mundo


Sem gestão do clima e do ambiente States vira "terceiro mundo"

A tecnologia da Nasa e o alerta dos cientistas precisam ser levados em conta


Segundo a Deutsche Welle emissora e site internacional da Alemanha que produz jornalismo independente em 30 idiomas, 2017 foi o ano em que os Estados Unidos mais gastaram com desastres naturais. Fenômenos como incêndios florestais e furacões geraram despesas recordes de US$ 306 bilhões para os cofres públicos americanos. Um total de 16 desastres custou US$ 1 bilhão ou mais, deixando mais de 360 mortos.O ano de 2017 foi o mais caro na história do EUA em relação aos custos gerados por desastres naturais e 2018 poderá ser pior ainda se não houver investimentos e gestão pública da questão ambiental e climática. Fenômenos como incêndios florestais, inundações e furacões custaram 306 bilhões de dólares aos cofres públicos, de acordo com um relatório emitido pelo governo americano. O ano superou o recorde anterior, de 2005, com prejuízos de 215 bilhões de dólares devido aos furacões Katrina, Wilma e Rita. O furacão Harvey foi o segundo mais caro desastre natural já registrado ali, atrás apenas do Katrina, ainda um marco na história da ecologia (ou falta dela) nos States. 


O furacão Harvey foi o segundo mais caro desastre natural já registrado nos EUA, atrás apenas do Katrina de 2005
O furacão Harvey foi um dos mais caros desastres naturais da história dos USA






Enchentes e incêndios se revezaram no dia a dia dos desastres naturais



Em 2017, um total de 16 desastres naturais custou um bilhão de dólares ou mais e causou ao menos 362 mortes, segundo o relatório oficial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) que setores governamentais tentaram esconder da mídia O número de mortos pode ser maior, uma vez que Porto Rico ainda não concluiu a revisão das mortes provocadas pelo furacão Maria, de acordo com especialistas que foram ouvidos pela Deutsche Welle que tem feito uma série de notícias sobre fatos extremos do clima, como agora, neve em pleno deserto do Saara, na África. 


Não é somente nos States, desequilíbrios até na África (neve no deserto de Saara)



Informações que rolam nos Estados Unidos nesta pauta



Contabilizando apenas os danos causados por furacões, 2017 também foi financeiramente o pior da história americana, com um custo final de 265 bilhões de dólares - quase a metade, 125 bilhões de dólares, foram gastos somente com o furacão Harvey, que atingiu o Texas. O furacão Maria, que assolou grande parte de Porto Rico, custou 90 bilhões de dólares aos cofres públicos, enquanto o furacão Irma, que atingiu a Flórida e algumas ilhas caribenhas, custou 50 bilhões de dólares. O furacão Maria ocupa agora a terceira colocação no ranking dos mais caros desastres climáticos já registrados, enquanto o furacão Irma é o quinto mais dispendioso, segundo o relatório que vazou na imprensa. 


Os incêndios florestais aumentaram o terror ambiental americano

Já a temporada de incêndios florestais no oeste americano, que assolou grandes partes da Califórnia, custou 18 bilhões de dólares, triplicando o recorde anual anterior de gastos com incêndios florestais nos Estados Unidos, estes custos incluem perdas asseguradas e sem seguro, mas provavelmente estão abaixo dos custos reais, porque os dados não incluem despesas com cuidados médicos e caos social. Em cômputo geral, a NOOA reportou que o número de desastres naturais que superaram a marca de um bilhão de dólares em custos - 16, no total - igualou o recorde estabelecido no ano de 2011. Os 16 casos incluem duas inundações, um congelamento, oito tempestades severas, três ciclones tropicais, uma seca e um incêndio. Num contexto histórico, os desastres naturais de alto custo estão se tornando mais comuns. A média anual de tempestades com custos acima de um bilhão de dólares de 1980 até 2017 é de 5,8 por ano, segundo a NOAA mas nos últimos cinco anos, a média já atingiu a marca de 11,6, extrapolando a situação que a continuar nesse ritmo crescente em 2018 se transformará numa tragédia da natureza desgovernada no país mais rico do planeta, dirigido por um líder político que não tem visão ecológica da realidade.  




(Confira na seção de comentários deste blog mais alguns dados da Deutsche Welle, também outras informações e mensagens)


Alertas de cientistas pedem gestão ambiental e também...


...gestão mínima do clima e do ambiente nos USA



Fontes: Deutsche Welle - AFP - Terra
             folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Já em 2010 e em 2012 cientistas e ecologistas também nos Estados Unidos informavam e alertavam sobre a urgência de se investir em energias limpas (como a Solar e a Eólica), fugir do domínio do petróleo na economia, implantar gestão ambiental do clima e do ambiente...

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  2. Exatamente no ano em que o presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo de Paris e minimizou a ameaça do aquecimento global, os EUA receberam um duro lembrete dos perigos do aumento da temperatura no planeta: uma série arrasadora de furacões, incêndios e enchentes.

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  3. "O país de Trump registrou 15 eventos meteorológicos que custaram US$ 1 bilhão ou mais cada até o começo de outubro, um a menos que o recorde de 16 em 2011, segundo os Centros Nacionais de Informação Ambiental em Asheville, Carolina do Norte. E a conta não inclui os recentes incêndios no sul da Califórnia. Em muitos casos, o clima bateu recordes. Em outros, foi simplesmente estranho, como a onda de calor em fevereiro que elevou as temperaturas ao recorde de 22 graus Celsius em Burlington, Vermont, e gerou um tornado no Massachusetts. “No fim das contas, este ano será um dos piores anos da história em termos de estragos para os EUA": comentário de Antonio Busalacchi, presidente da University Corporation for Atmospheric Research em Boulder, Colorado.

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  4. "Alguns dos acontecimentos mais devastadores foram os furacões Harvey, Irma e Maria e os incêndios no norte da Califórnia. As tempestades devastadoras provocaram mais de US$ 210 bilhões em perdas econômicas nos EUA e no Caribe e cerca de US$ 100 bilhões em sinistros, segundo Mark Bove, pesquisador sênior da Munich Reinsurance America em Princeton, Nova Jersey. A lista não termina aí: caiu granizo destruidor no Colorado e em Minnesota, houve tornados no Centro-Oeste e no Sul, enchentes estragaram uma barragem enorme na Califórnia e provocaram evacuações rio abaixo. Muitos desses acontecimentos podem ser explicados por padrões meteorológicos históricos. Contudo, os mais calamitosos evidenciaram sinais do aquecimento climático, como o furacão Harvey, que chegou a provocar 983 mililitros de chuva quando passou pelo litoral do Texas após ter chegado ao continente como a primeira das três tempestades de categoria 4 que atingiram os EUA neste ano. São efeitos do aquecimento, algo em que o Presidente dos Estados Unidos não acredita": comentário em matéria da revista e site Exame.

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  5. "O aquecimento piorou o impacto do Harvey ao aumentar a umidade na atmosfera e enfraquecer os ventos de altitude elevada, que normalmente empurrariam esse sistema, segundo Kerry Emanuel, professor de física atmosférica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge. O Harvey marcou o terceiro ano com grandes enchentes em Houston. No Texas e em outros estados, “com certeza há indícios de que essas precipitações extremas estão ocorrendo com mais frequência”, disse Greg Carbin, chefe de divisão do Centro de Projeções Meteorológicas dos EUA em College Park, Maryland. Outros países também sofreram com um clima intenso e sem precedentes em 2017, mas a quantidade e a variedade de incidentes registrados nos EUA não se comparam às de nenhum outro país": comentário de Bob Henson, meteorologista da Weather Underground em Boulder, Colorado. “Os EUA foram atingidos de modo desproporcional".

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  7. "O mais impressionante é que exatamente no ano em que o presidente Donald Trump retirou os States do acordo de Paris e minimizou a ameaça do aquecimento global, estes fatos aconteceram": comentário de Josué Mendes, que é de São Paulo, engenheiro civil.

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