terça-feira, 16 de janeiro de 2018

UMA NOVA DIREITA ESTÁ MAIS FORTE NO BRASIL POR CAUSA DO ENFRAQUECIMENTO DA VELHA ESQUERDA É O QUE DEBATE JOVEM LÍDER CRISTÃ DA CIDADANIA


Algumas das propostas destas novas lideranças (armar a população, pena de morte etc) realmente não resolvem o problema social da violência, na opinião de vários especialistas e também da líder cristã progressista e blogueira Simony dos Anjos

 


Simony Cristina dos Anjos  tem uma visão de dentro dos fatros que analisa


Johnny Bernardo fez uma entrevista no portal cristão de notícias e de música gospel com Simony Cristina dos Anjos que é formada em Ciências Sociais, mestranda em Educação, feminista e editora do blog Sim, Genuflexões. A seguir um resumo das informações e debates que esta matéria inspiram e que se destaca no site gospelmais pela sua atualidade nesses tempos de Bolsonaros e de apoios à Pena de Morte no Brasil. "Há um crescente sentimento de ódio e justiçamento no Brasil e em outros países de maioria cristã, dado ao fato de que o nível educacional e cultural brasileiro não é nem de longe comparável ao de países como Islândia e França, temas como porte de armas, linchamento e moralismo são amplamente aceitos pela população", afirma o jornalista Johnny Bernardo, que conclui logo de cara que "vai daí que é correto dizer que vivemos em um país conservador”. Mas não é um conservadorismo com base teórica clara, porém, pautado no senso comum. Boa parte destes ditos conservadores (ou nova direita) elegem o tema segurança pública como sua maior preocupação, maior até que saúde e educação ou meio ambiente e corrupção. É o individualismo o principal elemento por trás dos defensores do porte de armas e do endurecimento do Código Penal. Os conservadores não conseguem analisar a sociedade a partir do todo, de suas características gerais, precisamos compreender todo um conjunto de fatores por trás da violência para conseguir fazer com que ela diminua no Brasil. 





 
Embora os conservadores brasileiros não tenham um amplo fundamento teórico, eles sofrem influência de parlamentares evangélicos e de figuras como Bolsonaro e/ou Enéas. A Bancada da Bíblia é a parte mais visível do moralismo evangélico nacional e tem sido responsável pelos principais atritos com o Estatuto do Estado laico. "Há aí um conluio entre as bancadas da Bíblia, do Boi e da Bala", esclarece Simony Cristina dos Anjos: "A bancada do boi vota com a evangélica em troca do apoio no desmatamento da Amazônia e a da bala apoia as duas em troca de flexibilizar as políticas de segurança pública”, declara ao fazer uma análise do tema. Ela analisa também o atual cenário de acirramento ideológico no Brasil, esta jovem líder cristã reformada, inovadora, feminista e blogueira  Por ocasião da conferência “A Reforma Protestante na América Latina, a graça para os excluídos”, realizada em julho na Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Simony dos Anjos falou sobre violência doméstica e qual deve ser o papel da  Igreja frente a esta problemática social. Na entrevista, falou também sobre autoritarismo e exclusivismo evangélico, surgimento de uma nova direita, aborto, porte de armas, bancada evangélica etc e tal. Dos Anjos ainda ressalta a importância de os cristãos progressistas desenvolverem um método usado pelos pioneiros da esquerda nos anos 80: o trabalho de base. "Ultimamente, nos partidos em geral só se vê trabalho de cúpula", comenta por aqui o editor deste nosso blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "A velha política hoje só se renova e avança com a cidadania".




 A velha política só mudará com a nova cidadania



Segundo os mais recentes dados do IBGE, o Brasil é um país predominantemente cat[olico e cristão. Mesmo presentes no país desde a primeira metade do século XIX, os protestantes eram discriminados, não tendo acesso aos aparelhos públicos. Hoje é o movimento evangélico que se impõe à sociedade, o seu crescimento trouxe consigo a síndrome do autoritarismo e exclusivismo católico predominante no Brasil nos primeiros 400 anos, segundo análise do portal gospelmais. Aqui, um resumo da resposta a esta questão de Simony dos Anjos: "Em primeiro lugar, ser progressista hoje é algo que posso chamar de “cruel”, mesmo em uma igreja reformada, que é o meu caso. Para responder,  citarei Freire: “se o oprimido não tem uma educação libertadora o sonho dele é ser o opressor”. Claro que há algumas ressalvas. A Igreja Protestante possui uma raiz opressora: haja vista o massacre dos camponeses alemães apoiado por Lutero. Os protestantes foram oprimidos pelos católicos, mas sempre almejaram a hegemonia que a Igreja Católica detinha. Encaro isso como uma maneira belicosa de entender o Evangelho, uma vez que para alguns grupos protestantes a ação messiânica está atrelada à atitude de encarar outros grupos que tenham confissões de fé diferentes como inimigos. Existe uma ideologia de supremacia protestante, cujo objetivo é converter outros fieis, e isso estava no cerne da vinda dos protestantes ao Brasil..."Eu desconfio que somente tenha acesso ao verdadeiro conhecimento da Palavra uma pequena parcela estudiosa de teologia. Porém, ao comemorarmos os 500 anos da Reforma Protestante temos que nos questionar qual impacto, de fato, a reforma teve na América Latina e em outros países subdesenvolvidos. Segundo Antônio Gouveia Mendonça, houve dois tipos de protestantismo na América Latina: o protestantismo de imigração e o protestantismo de missão. Sendo que o protestantismo de imigração iniciou de forma doméstica nas primeiras décadas da colonização, o de conversão se alastrou com as missões, principalmente com a atuação de missionários originários dos Estados Unidos. De certa forma, a América do Norte se apoiou na catequização da América Latina para medir forças com a Europa, enviando missionários com pensamento liberal para catequizar. Assim, para Jean-Pierre Bastian, a expansão do capitalismo funcionou como um facilitador para a entrada e a permanência da fé reformada na América Latina. Além do capitalismo, o desenvolvimento de ideais liberais também foi um fator importante para a penetração protestante na América Latina".

Mumia Abu-Jamal hoje líder da não violência nos States foi também citado


Sobre o despertar da nova direita: "Ela está representada por setores historicamente contrários a políticas públicas de empoderamento das minorias, e que inclui oligarquias locais e nacionais e líderes religiosos que, nos últimos anos, estabeleceu um pacto de sangue com militares favoráveis a práticas condenadas internacionalmente. Outros movimentos, como o Movimento Brasil Livre (MBL) soma-se a esta nova onda de direita, um fenômeno político e social na visão de Simony dos Anjos: "Os movimentos progressistas precisam se mobilizar. Sabe àquela velha história da célebre frase de Martin Luther King? O problema não é o que a direita tosca está gritando, mas o silêncio que a esquerda tem feito. Vou definir melhor o nosso silêncio: uma infantil disputa de quem é mais à esquerda do que o outro. Assim, brigamos entre a gente e abafamos nossa voz diante da direita mobilizada. Acredito que a pergunta que temos que fazer é: eles estão ganhando espaço ou é a esquerda que está perdendo espaço por não fazer o trabalho de base?". Sobre esta questão houve agora a uma palestra do deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), em que ele disse com todas as letras: "A esquerda é muito chata”. "Desenvolvemos textão, disputamos intelectualidade e cara de conteúdo, mas não fazemos mais uma coisa que se fazia nos anos 1980, que era o trabalho de base. Claro que essa é uma percepção minha, pessoal", conclui Simony dos Anjos: "Cientistas políticos podem me rebater, mas não adianta ficar analisando a virada conservadora no Brasil sem botar em xeque o que a esquerda não tem feito para evitar isso". E qual é a sua opinião?

 
A elevação espiritual ou religiosa passa pela ética na vida



(Confira na seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania mais informações e debates nesta pauta ampla de hoje tanto religiosa como política)



Simony analisa o jogo político do país no momento

 
Fontes: gospelmais.com.br
             folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. Muitos do nosso movimento ecológico, científico e de cidadania hoije consideram que a briga entre direita e esquerda não tem mais sentido, o que importa é quem está ao lado da ética, da ecologia, da justiça e da paz.

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  2. Confira aqui logo mais, mais informações e outros comentários em temas relacionados ao debate com a jovem líder cristã Simony dos Anjos: você pode participar, envie sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog que a gente posta o seu conteúdo aqui, mande então sua msm para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, fotos, material de informação e até mesmo sugestão de pauta, de matérias, envie diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Creio que esse tipo de discussão é importante pro nosso movimento de cidadania ficar mais informado, mais politizado, mais atuante": comentário de Luís Antônio Alves, do Rio de Janeiro, advogado.

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  5. "Na dança de estatísticas sobre armas de fogo e criminalidade, cada um escolhe os dados que sustentam a própria opinião: o viés da confirmação (a tendência de valorizar e interpretar fatos e estatísticas de modo que confirmem a própria opinião) está atuando com toda a força nas discussões sobre mudanças por exemplo no Estatuto do Desarmamento. Quem defende ou se opõe à medida, que facilitará a compra e o porte de armas, usa dados dos mais diversos sobre armas de fogo e violência. O complicado é que há uma dose de verdade mesmo nas afirmações mais divergentes": comentário de Leandro Narloch, jornalistas, na revista Veja, sobre situação de violência no país e na vida.

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  6. "O que sei é que países mais pacíficos do mundo baniram armas para uso pessoal. É o caso do Japão, onde a taxa de homicídios é de 0,3 por 100 mil habitantes. (No Brasil, há oito armas a cada cem habitantes, e a taxa de homicídios é de 20 por 100 mil": comentário de Helkder Mendonça, de Belo Horizonte, que ainda comenta: "Curti muito as falas da Simony dos Anjos e o videoclip de cidadania também".

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  7. "Alemanha, Suécia e Áustria têm mais 30 armas de fogo por cem habitantes – e taxas baixíssimas de homicídio. Honduras, o país mais violento do mundo, tem proporcionalmente muito menos armas (seis a cada cem habitantes). Armar a população resulta em mais violência em um país?": comentário do economista Daniel Cerqueira, de São Paulo, que acredita que "O foco da violência ou da mudança política da realidade ainda não foi encontrado pelos governantes".

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  8. "Existe com certeza uma interrelação entre cultura, religião e até espiritualidade com a política, isso me dá um pouco de esperança em mudanças na terrível situação do Brasil dominado por maus políticos": comentário de Afrânio Moraes, de Salvador (Bahia).

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