quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ÁREAS DE CONSERVAÇÃO DESMATADAS NA AMAZÔNIA GERAM POLÊMICA CONTRAPONDO GOVERNO E PESQUISADORES AMERICANOS SEGUNDO A BBC


Reservas da Amazônia estão perdendo proteção governamental conforme estudo de pesquisadores de duas universidades dos Estados Unidos


 
Na região amazônica novo ângulo que explica desmatamento




A partir de dados oficiais sobre rebaixamentos, reduções ou extinções acontecendo em áreas de conservação na região amazônica, um grupo de seis pesquisadores de duas universidades americanas, com o apoio também do instituto Conservation International, da Virginia (USA), concluiu que as regiões em áreas de proteção já desmatadas costumam ser as escolhidas em negociações entre governos estaduais ou órgãos federais e empresários na Amazônia. Nesta última década, segundo Michael Mascia, um dos pesquisadores, essa situação faz a natureza amazônica sofrer uma onda de mudanças em regras ambientais, a dano da ecologia e das populações nativas. O levantamento avaliou 62 áreas protegidas (como parques estaduais e nacionais, áreas de proteção ambiental e reservas) situadas em Rondônia, um dos três estados com maior índice no histórico do desmatamento por lá. 

Um grande prejuízo para a ecologia na região amazônica


“Esse estudo foi o primeiro a nos permitir entender por que motivo algumas destas áreas protegidas estão em risco e outras não”, analisa ainda Michael Mascia, diretor de ciências sociais do instituto Conservation International, que nos últimos 30 anos atuou em atividades de preservação ecológica em 77 países: "A noção de que unidades de conservação que sofrem desmatamento foram mais vulneráveis que as que ainda não foram desmatadas nos últimos anos é nova".  Esta situação acaba por gerar sérias consequências para toda a sociedade brasileira e a a nossa natureza.  Para este cientista, esta pesquisa agora está constatando  um ciclo vicioso naquela região. A informação foi divulgada nestes dias na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, uma publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.


 Os prejuízos têm também um alcance socioambiental


(Governantes negam estes fatos e isso gerou uma polêmica, acompanhe um resumo desta situação na seção de comentários deste blog da ecologia e da cidadania)

Além da perda da biodiversidade e desrespeito às leis ambientais...

...esta situação cria dificuldades para fauna e moradores da região


 Em 2010, segundo este mesmo estudo que então já estava sendo feito, foram 10 unidades de conservação da floresta amazônica extintas em Rondônia, algo que foi abrindo espaço para a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. As perdas em áreas até então protegidas chegaram a quase 8 mil quilômetros quadrados ou cinco vezes a área total da cidade de São Paulo. Em 2014, outras 20 áreas de conservação foram reduzidas ou extintas para dar lugar, principalmente, à criação de gado, uma redução real de 19 mil quilômetros quadrados, ou mais de 12 vezes o tamanho da área da capital paulista. A mídia internacional ouviu o governo do esta de Rondônia que tentou explicar este problema de grande gravidade, afirmando que pelo menos 9 das 20 áreas de conservação qie haviam sido reduzidas e passaram a ter outra finalidade (nada ecológica) foram revertidas depois por meio de processos chamados de Adin, Ações Diretas de inconstitucionalidade. De toda forma, esta posição apenas confirmou que áreas nativas estavam sendo desrespeitadas e o professor Rodrigo Medeiros, que tua com ciências ambientais na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro argumentou que o estudo revela que estão ocorrendo no Brasil, hoje um país considerado de opção ruralista, muitos impactos socioambientais e também uma lógica perigosa de “barganha” entre políticos e empresários, a dano da ecologia e dos recursos naturais brasileiros na Amazônia, que deveriam ser a principal prioridade para uma gestão sustentável de desenvolvimento. 
Essencial a proteção dos recursos naturais na região amazônica

Fontes: BBC - AmbienteBrasil - France Press
              folhaverdenews.blogspot.com
            

6 comentários:

  1. O Governo de Rondônia, por meio da assessoria de imprensa, negou que alto índice de desmatamento seja critério para reduzir ou extinguir a proteção de uma área. “O Estado possui unidades de conservação com grau de antropismo elevados, porém não se cogita extinções e sim recuperação”, foi o que informou a nota oficial.

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  2. Segundo o Ministério de Meio Ambiente, que afirmou desconhecer este estudo, de acordo com o site Ambiente Brasil, a “redução do status de proteção ou a extinção de uma unidade de conservação é um acontecimento pouco usual e indesejado”. Mas técnicos do MMA admitiram que não há critérios pré-definidos para orientar o procedimento de alteração no grau de proteção de uma unidade federal de conservação, ainda que sejam levados em conta fatores como “a ocupação humana pré-existente ser incompatível com a categoria da unidade e a proposição de projetos de infraestrutura governamentais”...

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  3. "As áreas protegidas desmatadas acabam perdendo proteções do governo e o que sobra fica ainda mais vulnerável àqueles que desmataram no primeiro momento”: comentário do pesquisador Michael Mascia, do instituto Conservation International, da Virginia (USA), que participou do estudo.

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  6. "Descobri no Google esta blog, buscando informações sobre esta pesquisa em Rondônia e no Acre, fiquei surpreso que mais de 565 mil internautas já enrtraram nesta página, que vejo como importante para manter independência ou equilíbrio nos problemas do meio ambiente no país, que não são poucos": comentário de Geraldo Ribeiro Fernandes, de São Paulo, engenheiro agrônomo.

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