quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

DESCOBERTA UMA ALTERNATIVA PARA A VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA: ESTÁ SENDO DESENVOLVIDO PELA USP UM TRATAMENTO QUE JÁ REDUZ A INFECÇÃO HOJE EM MAIS DE 50%



O Instituto de Ciências Biomédicas da USP testou 1.280 moléculas e 88 reduziram a infecção pelo vírus em 50% ou mais e assim cientistas descobrem tratamento para a febre amarela e outras doenças deste mesmo tipo que são um dos maiores dramas da saúde pública no Brasil hoje
 
 
Aqui, três dos pesquisadores da USP deste tratamento

 A jornalista Valéria Dias, do Jornal da USP,  relata que os pesquisadores Rafaela Boneto, Lúcio Freitas-Júnior e Denise Pilger estão em fase avançada neste trabalho no Instituto de Ciências Biomédicas da USP: o estudo pode representar uma economia brutal de tempo e recursos na descoberta de um tratamento para a febre amarela. Confira a seguir aqui no blog da ecologia e da cidadania todos os detalhes desta informação de grande importância.
O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do ICB Carolina B. Moraes e Denise Pilger; professor Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia; Sabrina Queiroz e Laura Gil, da Fiocruz; além de Lúcio Freitas-Júnior. O artigo Drug repurposing for yellow fever using high content screening descreve a pesquisa e foi publicado na repositório Biorxiv.

Eletromicrografia do vírus da febre amarela

Os pesquisadores identificaram compostos (moléculas) já testados e que são todos farmacologicamente ativos para outras doenças, apresentando potencial para tratar a febre amarela. Os testes foram realizados em culturas de células humanas de fígado infectadas pelo vírus causador da doença. Os cientistas testaram 1.280 compostos e 88 deles (6,9%) reduziram a infecção em 50% ou mais. A estratégia é conhecida como “reposicionamento de fármacos” e pode encurtar em vários anos a chegada de medicamentos do laboratório até as farmácias. Das moléculas mais promissoras, duas delas também tiveram eficácia contra o vírus da dengue. O estudo traz resultados inéditos ao localizar compostos de amplo espectro de funções farmacológicas, mas não descritos como anti-febre amarela, o que oferece uma oportunidade para a desenvolvimento de fármacos específicos para o tratamento dessa doença que se configura como um problema de saúde pública brasileira e alarma a comunidade internacional. 


O mosquito silvestre que transmite a febre amarela


No meio urbano o Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela

De acordo com o pesquisador Lúcio Freitas-Júnior, um dos autores da pesquisa, para desenvolver uma droga desde o começo, ou seja, descobrindo uma molécula, vai se levar de 10 a 12 anos, a um custo de até alguns bilhões de reais. Isso porque os processos de desenvolvimento de fármacos seguem fases de teste in vitro ou in vivo em modelos experimentais, além de testes de segurança, para que depois sejam iniciadas as fases de teste clínico, em humanos. Esse processo leva muito tempo e dinheiro: "A partir da estratégia de reposicionamento de fármacos, quando você começa a partir de algo que já foi testado e que já existe uma indicação boa, você está encurtando esse tempo para 2 a 4 anos, a um custo muito mais reduzido". 


População agora sabe que os macacos são vítimas e não transmissores...



(Confira na seção de comentários deste blog de ecologia e de cidadania mais alguns dados e detalhes, bem como mensagens e opiniões sobre a descoberta de tratamento para a febra amarela na USP)

...da febre amarela que já causou centenas de mortes no país


Fontes: jornal.usp.br
            folhaverdenews.blogspot.com

11 comentários:

  1. A instituição, pesquisador, paciente ou algum repórter que precisar mais informações sobre esta pesquisa, deve procurar contato com Juliane Duarte, do Serviço de Comunicação Institucional do ICB – e-mail comunicacao@icb.usp.br

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  2. "Essa pesquisa pode representar uma economia brutal de tempo e recursos na descoberta de um tratamento para a febre amarela”: comentário de um dos pesquisadores do ICB da USP, Freitas-Júnior.

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  3. O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do ICB Carolina B. Moraes e Denise Pilger; professor Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia; Sabrina Queiroz e Laura Gil, da Fiocruz; além de Lúcio Freitas-Júnior. O artigo Drug repurposing for yellow fever using high content screening descreve a pesquisa e foi publicado na repositório Biorxiv.

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  4. "São os mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes que transmitem o vírus da febre amarela para macacos e humanos nas áreas de floresta": comentário da Revista Fapesp para deixar claro que não são os Macacos que transmitem a doença, eles são as primeiras vítimas.

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  5. "Desinformados estão perseguindo e matando Macacos como se eles fossem os culpados pela transmissão da febre amarela, isso além de crime ambiental vai agravar a chegada do vírus até a população humana,a culpa é falta de gestão das autoridades, por exemplo, controle dos criadouros dos mosquitos silvestres e isso, sem destruir nas últimas matas a biodiversidade": comentário de Rafael Marques, formado em Biologia e ecologista em São Carlos, "onde felizmente está mudando a mentalidade".

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  6. "A ideia é desenvolver uma alternativa para a vacina da febre amarela. É muito relevante que a pesquisa tenha sido feita no Brasil e 100% na USP. Agora, o próximo passo é reunir outros cientistas em um consórcio de diferentes grupos de pesquisa para trabalhar com os dados obtidos, que são inéditos. Temos excelentes moléculas e trabalhando dessa forma diferenciada vamos conseguir agregar valor ao que fazemos. O foco é o produto final, fazer algo que, de fato, seja diferenciado para o paciente, resolvendo o problema": comentário de De Freitas-Júnior, um dos pesquisadores do tratamento para febre amarela no ICB da USP.

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  7. "O trabalho é também importante que proporcionou uma grande quantidade de moléculas já utilizadas para outros propósitos terapêuticos e, portanto, já testadas e aprovadas em humanos por demorados e rigorosos ensaios clínicos": comentario do professor Paolo Zanotto, microbiólogo integrante do grupo de cientistas desta pesquisa.

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  8. "Pelo visto hoje aqui nesta matéria e em outras que esse blog tem feito nesse assunto da febre amarela e de outros problemas socioambientais, bastaria aos governantes ouvirem os cientistas antes de fazerem leis ou tomarem atitudes, assim também, para poderem criar uma gestão sustentável nas áreas do ambiente, da saúde, na realidade enfim da nossa vida no país": comentário de Marcosd Abulquerque, engenheiro, que atua na região entre Belo Horizonte e Juiz de Fora em Minas Gerais.

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  9. “O estudo permitiu encontrar compostos com atividade antiviral para febre amarela e este sucesso implica a possibilidade de termos pela primeira vez a capacidade de interferir no processo infeccioso e salvar vidas”, afirma o virologista Freitas-Júniorm que coordenou esta pesquisa, que foi realizada a partir da estratégia High Content Screening (Triagem de Alto Conteúdo).

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  10. "Este é o primeiro trabalho voltado para febre amarela que utiliza esta tecnologia. Os pesquisadores infectaram células humanas de fígado com o vírus da febre amarela. Eles testaram cada um dos 1.280 compostos para verificar quais matavam o agente causador da doença sem danificar as células. Após os testes, eles conseguiram identificar as moléculas com potencial terapêutico para combater o vírus": comentário ainda do pesquisador da USP, Lúcio Freitas-Junior.

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  11. "Curti este post sobre esta pesquisa superimportante e gostei também aqui do vídeo da Abril, dando todas as informações sobre febre amarela que as pessoas em geral precisam saber hoje": comentário de Maria Helena Bastos, de São Paulo, agente de saúde.

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