domingo, 26 de agosto de 2018

AO INVÉS DE JOGAR FORA ALIMENTOS FARTURA PARA TODOS: ATÉ A ONU DEBATE FORMAS DE SE EVITAR O DESPERDÍCIO QUE AUMENTA 30% AO ANO POR AQUI E EM TODO LUGAR DO MUNDO


2,1 bilhões de toneladas de alimentos não chegam ao seu destino final (a alimentação das pessoas), o desperdício chega a 66 toneladas por segundo em todo o planeta: no Brasil, o Ceagesp perde quase 1 tonelada por dia de alimentos e por aqui no interior o desperdício é maior com as frutas e com as hortaliças em varejões, feiras, supermercados e restaurantes

Urgente se criar uma alternativa ao desperdício


Frutas e legumes estão entre os alimentos que mais são jogados fora, porém, essa realidade precisa mudar porque o  desperdício de comida também é perda de recursos naturais, segundo uma visão de desenvolvimento sustentável e de vida humanitária. Por isso mesmo, até o órgão das Nações Unidas para o meio ambiente (Pnuma) está entrando nesta luta. Hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, informações e comentários sobre esta situação, estamos fazendo esta matéria inspirados na reportagem de Vanessa Barbosa, da Exame e também nas propostas de aproximação entre os pequenos agricultores familiares ou produtores orgânicos com os supermercados e varejões. Um proprietário de varejão na região Franca (SP) não tem os dados totais da cidade e municípios vizinhos mas nos informou por telefone que as perdas diárias podem chegar até a 10% das mercadorias que são perecíveis e sujeitas à podridão: "É preciso que se monte um esquema rápido de aproveitamento destes produtos, será bom para todos, poderíamos ter uma vida com mais fartura para todos desde que o poder público e a sociedade civil usassem a cabeça, mas esta bomba não pode ficar só na mão dos comerciantes", comentou Pedro Ignácio, jovem economista pela USP, que é duma família que se dedica a este setor de comércio há vários anos em três cidades do Nordeste Paulista. Confira mais dados a seguir aqui neste post, OK? 



 Nos restaurantes o volume de perdas é gigantesco


Em São Paulo, enquanto uma em cada sete pessoas no mundo sofre com desnutrição, um terço de toda a comida produzida pelo sistema agrícola global é perdida a cada ano, segundo dados do Programa Ambiental das Nações Unidas (Pnuma). Um novo estudo do Boston Consulting Group (conhecido pela sigla BCG) alerta sobre um fato que é uma projeção dos pesquisadores: o desperdício global de alimentos aumentará em mais de 30% ou 40% conforme a região ou país até 2030, se nenhuma ação for tomada. Na ponta do lápis, os números impressionam: um total de 2,1 bilhões de toneladas de alimentos não estão chegando a seu destino final (a mesa das pessoas), o equivalente ao desperdício colossal de 66 toneladas por segundo. Jogar fora comida significa também segundo especialistas perda de recursos naturais, contribuindo assim para impactos ambientais negativos. Atualmente, cerca de 1,6 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas a cada ano em todo o planeta, o que representa 1,2 trilhão de dólares perdidos e 8% das emissões globais anuais de gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global.

Comerciantes não se sentem responsáveis


Frutas e hortaliças alimentos mais desperdiçados



Em entrevista ao jornal e site The Guardian, Shalini Unnikrishnan, diretor do BCG, afirmou que as soluções para lidar com o problema são em geral “fragmentadas, limitadas e insuficientes levando em conta a dimensão do problema”. "Esta é uma situação que só deve piorar a medida que mais países se industrializam e o mercado consumidor aumenta", argumentou ainda o diretor do Boston Consulting Group. 



Em Ribeirão Preto esquema de distribuição de sobras

Buscar onde sobra e levar onde falta - Este  é o slogan dum movimento de luta contra o desperdício de alimentos e tenta criar um esquema de entrega rápida dos produtos antes que se deteriorem. Para exemplificar, na região de Ribeirão Preto (SP) já existe um grupo de pessoas ligadas a esta iniciativa. O que informam coincide com a reportagem do SBTInterior que hoje vamos postar aqui em nosso blog, 20% do desperdício de todo o Brasil está no estado de São Paulo, também por ser a região brasileira com mais empresas que vendem todo tipo de alimentos como varejões, supermercados e restaurantes. Outro número que The Guardian divulga: 30% da comida na América Latina é desperdiçada, por sinal, numa região planetária onde todos os tipos de alimentos básicos mais fazem falta às populações mais carentes ou na periferia das cidades.


Resolver essa questão pode gerar fartura e saúde

 
(Mais dados, informações e mensagens aqui no blog hoje na seção de comentários, por exemplo, 1/3 dos alimentos que são atualmente produzidos segundo a ONU acabam não sendo consumidos, o que representa 1,3 bilhão de toneladas por ano de produtos desperdiçados em toda a Terra, eles que fazem muita falta para tanta gente hoje no mundo)


Alimentos que vão pro lixo fazem falta à muita gente
Sociedade de consumo tem conteúdo de luxúria



Fontes: exame.abril.com - Pnuma - The Guardian
              folhaverdenews.blogspot.com.br

10 comentários:

  1. Segundo a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) o desperdício neste setor equivale a 4 bilhões de reais por ano perdidos. Além deste lado econômico, tem o sentido humanitário...


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  2. "As perdas diárias no Ceagesp depois de muito esforço da administração não caem menos do que 2% podendo chegar em alguns alimentos a 10%. Esta central de distribuição recebe alimentos de 1.500 municípios e de 14 outros países, um montante que fica entre 10 e 12 toneladas por dia. O desperdício já chegou a atingir 1 tonelada/dia": comentário de José Portho, que trabalhou em unidade do Ceagesp na região sorocabana.


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  3. "Fatores como produtos perecíveis, temperatura, podridão natural e em especial falta de uma esquema alternativo para se evitar o desperdício explicam a situação que de toda forma não se justifica num país cpm déficit aimentar": comentário de Isabel Rocha, que é nutricionista e engenheira de alimentos pela Unesp.


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  4. "Poderia se aproximar mais os supermercados ou varejões ou feiras livres ou restaurantes da agricultura familiar ou de produtores orgânicos em busca de se reduzir o volume dramático do desperdício de alimentos. Pode ser uma saída, se lembrarmos que existem hoje 3,5 milhões de famílias atuando como pequenos agricultores (600 mil em cooperativas), a reposição direta do produtor pode vir a ser mais rápida e assim se conseguir menores perdas de alimentos e melhor qualidade ao consumidor": comentário de Rafael Oliveira, de Campinas (SP), que atua como feirante na área central da cidade e se prepara para vestibular de Medicina.


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  5. Entre os alimentos que mais sofrem desperdício, de acordo com pesquisa da ABRAS, são frutas e hortaliças (55%), raízes e tubérculos (40%), pescado (35%) e cereais (25%).



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  6. "Os alimentos desperdiçados poderiam ser encaminhados, antes de se deteriorarem, a entidades que atuam com pessoas mais carentes. Alguns tipos, para enriquecerem a dieta de animais de canis municipais ou zoológicos. Há no interior do país o costume de se aproveitar restos de comida para a chamada lavagem de porcos. Mas havendo um controle maior, alimentos nobres poderiam em vez de desperdício ou lixo se tornarem fontes de lucro ou de atendimento social": comentário de Geraldo Campos, que estuda Comunicação na Unesp de Bauru e prepara TCC neste assunto, eles nos enviou um resumo de notícias nesta pauta. Obrigado, Geraldo, um abraço e boa sorte no seu trabalho universitário, paz aí.


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  7. "Ao invés de desperdício, renda para grupos de comunidades carentes comercializarem a preço mais barato alimentos tipo X, que não estejam deteriorados, mas que são recusados na reposição de mercadorias por problemas na aparência": comentário também de Geraldo Campos, Bauru (SP).







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  8. "A menos que medidas urgentes sejam tomadas pelos governos, empresas e consumidores, há poucas chances do mundo atingir a meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODSs) de reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030": comentário extraído de documento do Pnuma, analisando o problema.

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  9. "As soluções para lidar com o problema são em geral fragmentadas, limitadas e insuficientes dada a magnitude dessa questão, o problema do desperdício só deve piorar a medida que mais países se industrializam e o mercado consumidor aumenta": comentário de Shalini Unnikrishnan, diretor do BCG, em entrevista ao The Guardian.

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  10. "O desperdício de alimentos ocorre em todas as etapas da cadeia de valor, mas é mais pronunciado no início (produção) e no final (consumo). Uma ação global e coordenada para abordar a questão pode reduzir as perdas anuais em quase US$ 700 bilhões. Mas para isso é preciso compromisso e colaboração entre vários atores. O Governo deve apoiar e, em alguns casos, subsidiar oportunidades para reduzir a perda e o desperdício de alimentos e incentivar o reaproveitamento": comentário extraído do texto da matéria da revista Exame.

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