segunda-feira, 27 de agosto de 2018

GUERRA PELA VIDA AQUI AGORA: A VIOLÊNCIA CONTRA OS ANIMAIS SILVESTRES E À NOSSA ÚLTIMA NATUREZA MOSTRAM BEM COMO É URGENTE O BRASIL MUDAR E AVANÇAR (E VOCÊ PODE AJUDAR ESTA VIRADA)

Em Jundiaí na Serra do Japi ou nas florestas que restam da Mata Atlântica e em todas as regiões do Brasil seja na Amazônia, no centro, no sudeste, no sul, no Pantanal ou em todas as fronteiras na América do Sul traficantes de animais continuam dizimando a fauna nativa e com isso ameaçando a biodiversidade que resta no país: isso está também desequilibrando a vida planeta e exemplifica a guerra pela natureza que já precisamos encarar urgente



Estamos na pré história duma realidade ecológica...

...e o ser humano de verdade existirá quando fizer esta grande virada


Tráfico de animais, comércio ilegal de espécies nativas e raras da fauna e da flora, este é um dos problemas para a conservação das espécies da natureza brasileira, acossada também pelos agrotóxicos, queimadas, por um aumento de 40% no desmatamento em um ano (pelos dados do Imazon), crescente cada vez mais o garimpo ou a mineração ilegal, o processo de desertificação, de destruição de nossas águas, da urbanização e a poluição ou toda a violência que vêm junto, todos estes fatores conjugados (além da falta duma gestão ambiental e governamental básica no Brasil) estas estão entre as principais causas do desaparecimento de espécies animais e vegetais, algo que sacrifica a última ecologia que ainda sobrevive no país que tempos atrás foi da natureza, hoje é de ameaça ao futuro da vida.

A liberdade e a sobrevivência dos animais...

...só é possível com o controle da violência ambiental

No Brasil, o tráfico de animais silvestres é crime ambiental conforme legislação em vigor e apesar da existência da lei esta prática continua, mesmo porque o Ibama e todas as formas de fiscalização estão sofrendo a pior época da história do meio ambiente brasileiro. No caso do tráfico de animais, ele põe em perigo a biodiversidade do até do próprio planeta, que precisa dum equilíbrio mínimo da natureza brasileira, segundo alertam mais uma vez especialistas, citando como exemplo o impacto desta violência sobre grandes mamíferos e aves. A associação ecologista internacional World Wide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza - WWF) se manifesta mais uma vez que o mercado ilegal de espécies nativas gera 15 bilhões de euros, só no caso da Amazônia, a participação deste contrabando ultrapassa 1 bilhão de euros por ano. Estes valores dimensionam o tamanho do rombo e da necessidade de um controle desta situação.
O Brasil pode ser o líder mundial duma nova realidade

Exemplo positivo - Falta a mais básica gestão dos governos, ainda bem que na sociedade civil algumas entidades lutam muito, como são o caso do Greenpeace, do SOS Mata Atlântica, como também de ecologistas, ativistas da não violência ou pesquisadores de universidades e fundações. Um belo trabalho exemplar vem sendo desenvolvido, em Jundiaí no interior de São Paulo. Ali a Associação Mata Ciliar, uma entidade civil sem fins lucrativos, funciona desde 1987 com o objetivo de preservar os mananciais através do estudo das espécies nativas e produção de mudas florestais. Hoje a iniciativa conta com a produção anual de aproximadamente dois milhões de mudas de 200 espécies diferentes de plantas características da Mata Atlântica e do Cerrado, produzidas em três viveiros localizados nas cidades de Pedreira, Jundiaí e Águas de Lindóia. Há 20 anos, a Mata Ciliar fundou um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) na cidade de Jundiaí (bem perto de São Paulo), com o intuito de prestar atendimento médico veterinário aos animais da fauna silvestre vítimas da caça, da poluição ou do trânsito das rodovias, espécies que sobrevivem na Serra do Japi e região. Chegam ao centro de reabilitação em consequência do tráfico, caça, queimadas, desmatamento, aqueles mesmos motivos citados no início desta postagem, mas nessa região pelo menos são encaminhados à Mata Ciliar pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Guardas Municipais, que têm onde pedir socorro. A Mata Ciliar conta também com o Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais que tem o objetivo de implementar estratégias para a conservação das oito espécies de felinos selvagens que ainda sobrevivem no país mas cada vez mais ameaçadas de extinção, de acordo com advertência dos advogados e advogadas ou militantes da UIPA, União Internacional Protetora de Animais, que ainda se deparam com o crescimento das festas de rodeio, onde a crueldade contra os touros é um fato já detectado e denunciado por análises já históricas da Faculdade de Medicina da USP. Trata-se na prática de uma guerra contra os animais no meio rural, urbano, nas últimas matas, em torno das rodovias, o Brasil precisa avançar esta defesa ecológica para voltar a ser um oásis da biodiversidade. Nestas eleições agora esta questão precisa entrar nos debates para o Brasil voltar a ser uma referencia internacional em termos de natureza, conquistando mercado, atraindo verbas de entidades globais e o ecoturismo que trazem recursos para a pesquisa (hoje com verbas cortadas) e uma chance de vida para toda a fauna silvestre. enfim, um potencial de reequilíbrio da ecologia do meio ambiente. Com a recuperação ecológica, que hoje é um fator vital para um desenvolvimento de verdade, o Brasil poderá evoluir na sua economia (atualmente em grande crise), criando uma estrutura capaz de estimular a criação coletiva do nosso futuro, ganhando força no mercado mundial por esta liderança e o que é melhor, protegendo a biodiversidade e a própria vida do país e do planeta. Parece uma utopia mas a economia ecológica poderá ser uma realidade no Brasil, que hoje à beira do caos do clima e do meio ambiente, agora precisa com toda urgência mudar e avançar para uma gestão governamental que consiga uma forma de desenvolvimento sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ambientais. A mudança e o avanço podem começar com o seu voto dia 5 de outubro.



 A cidadania e o seu voto podem mudar o país


(Confira o vídeo sobre a biodiversidade da floresta tropical e na seção de comentários mais informações e mensagens)


A natureza na base da nova economia sustentável e mais feliz para todos


Fontes: G1 – Mata Ciliar - WWF - BBC Earth
              folhaverdenews.blogspot.com.br


8 comentários:

  1. "Qual ser vivo domina a Terra? Formigas são capazes de modificar o ambiente para seu próprio benefício, ao contrário do que andamos fazendo. Nós, humanos, temos a tendência de achar que mandamos na Terra. Com nossas habilidades físicas, linguísticas e cognitivas avançadas e com nosso status de superpredadores, estamos convencidos de que somos a forma de vida dominante no planeta. Mas será verdade? Existem seres vivos que são muito mais numerosos, estão mais espalhados pela superfície da Terra e representam uma parcela maior da biomassa do planeta do que nós": comentário de Nic Fleming, jornalista da BBC Earth.

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  2. "Será que existem seres vivos com uma influência maior e mais significativa do que nossa espécie? Quem, afinal, domina o planeta? Se a resposta for apenas uma questão numérica, nenhuma espécie pode se comparar aos colêmbolos (Collembola), criaturas de seis patas que mais parecem com minúsculos camarões, medindo entre 0,25 e 10 milímetros. Em cada metro quadrado de terra há cerca de 10 mil desses animais, mas em alguns lugares essa concentração pode chegar a 200 mil por metro quadrado": comentário também de Nic Fleming, jornalista da BBC Earth.


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  3. Logo mais aqui nesta seção mais comentários e opiniões sobre a mudança de foco e de sistema, para criarmos um futuro sustentável, a bem de todas as espécies, da biodiversidade e da vida: coloque aqui sua visão ou mande uma mensagem pro e-mail da nossa redação que a gente posta aqui para você, mande então para navepad@netsite.com.br

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  4. Vídeos, fotos, material de informação, você pode mandar também diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo, mande então para padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Bem oportuna esta matéria, acredito que o mais importante para mudar a realidade do país é controlar a violência contra as pessoas, contra os animais, contra a própria vida, só assim vamos mostrar nossa inteligência, acredito que o Brasil está mesmo ainda numa pré história da ecologia humana": comentário de José Ribamar Mendes, de São José dos Campos (SP), economista doutorado na FGV.

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  6. "Quando vi esta manchete, pensei que se tratasse do livro Guarra Pela Vida, que resume uma campánha contra o uso de drogas, que foi feita pela Rádio Jovem Pan em São Paulo, mas o conteúdo desta matéria é super válido, ecologia tem tudo a ver hoje em dia": comentário de José Ramon, que nos manda informações sobre o livro de Izilda Alves.

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  7. "O objetivo deste livro – reportagem é contar a história da campanha Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas, criada pelo diretor da Jovem Pan, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, em 2002. Durante 12 anos, esta campanha de prevenção atendeu pedidos de 700 escolas públicas e particulares, Rotarys, Lions, clubes, hospitais e empresas em 39 cidades de São Paulo. Conquistou 26 prêmios e ganhou o reconhecimento de todas as câmaras municipais paulistas. Alcançou um público de cerca de meio milhão de pessoas de 10 a 70 anos, entre pais, alunos e professores": comentário de José Ramon, que diz ter tido problemas na família com jovem drogado, "o livro e a luta da Jovem Pan nos ajudou muito, compramos o livro e ajudamos muito a campanha que deveria voltar".

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  8. "Pelo visto este livro e esta campanha tem benefícios sociais e humanos indiscutíveis. Mas o problema das drogas continua imperando, é do interesse de traficantes, não adianta só a repressão policial também, sugiro que esse blog faça uma reportagem em busca duma solução para este drama de muitas e muitas famílias": comentário de José Ramon, que é mecânico de carros e de caminhões. OK, Ramon, vamos buscar mais dados e fazer sim matéria sobre a luta contra as drogas, que afinal se trata também de ecologia humana.

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