quarta-feira, 29 de agosto de 2018

MINISTRO FRANCÊS DO MEIO AMBIENTE PREFERE VOLTAR À LUTA DE ECOLOGISTA ABANDONANDO O GOVERNO MACRON QUE FICA ARANHADO NA SUA IMAGEM

Nicolas Hulot prefere o movimento ecológico e de cidadania do que o cargo de ministro do Meio Ambiente para continuar indo à luta pelo avanço sustentável da França


Nicolas Hulot abandona o Governo e volta pro movimento ecológico



Em Paris, o ministro do Meio Ambiente o ecologista Nicolas Hulot, anunciou sua renúncia publicamente, alegando frustração com o avanço lento das metas contra as mudanças climáticas e ao mesmo tempo a continuidade da política de energia nuclear, o que representa um golpe para o futuro da França e para os objetivos iniciais do programa de governo do presidente Emmanuel Macron. Hulot, ex-apresentador de televisão e ativista ambiental que costuma ter uma alta taxa de aprovação em pesquisas de opinião, anunciou a sua saída durante uma entrevista à rádio France Inter, devido ao que chamou de um "acúmulo de decepções de um ecologista".

Nicolas Hulot  destaca seu compromisso contra...

 ...a continuidade da Energia Nuclear e....

 ...a liberação de agrotóxico agressivo da Monsanto

"Não quero mais mentir para mim mesmo ou criar a ilusão de que estamos enfrentando os grandes desafios ambientais de hoje e então decidi deixar o governo mas seguir na luta como um ativista pelo desenvolvimento duma economia mais ecológica" (Nicolas Hulot)




 Assim como aqui lá na França ecologistas não querem Energia Nuclear, Monsanto, liberação de caça e outros retrocessos


Hulot foi um dos primeiros cidadãos escolhidos por Macron para seu gabinete após a vitória nas eleições de maio de 2017, sendo encarregado de comandar a França no combate ao aquecimento global, em busca de concretizar o Acordo de Paris, pacto climático assinado em dezembro de 2015 por 195 países, depois, negado somente pelos Estados Unidos, por decisão de Donald Trump. Devido a pressões, o presidente da França se viu obrigado a atenuar uma série de promessas e de propostas da sua campanha sobre o meio ambiente, incluindo o compromisso de reduzir a parcela de Energia Nuclear na eletricidade francesa para 50% até 2025, além de fomentar a energia renovável. Isso e mais concessões à indústria de agrotóxicos. As mudanças de rumo, segundo Hulot, foram motivo de frustração contínua não só dele mas de todos os franceses que votaram em Emmanuel Macron com uma perspectiva de implantar uma gestão de desenvolvimento sustentável, capaz de assim equilibrar os interesses econômicos com os ecológicos. Ele afirmou no momento de sua renúncia que não tinha informado ainda o Presidente de sua saída, "estou fazendo a minha renúncia publicamente porque se trata dum tema de interesse público". 

Mídia critica recaída do Governo Macron


"Esse tipo de ato pode não ser o que é protocolar entre políticos, mas se eu tivesse avisado, eles poderiam ter me convencido de mudar a decisão novamente, com todo respeito a Marcon e alguns amigos do governo, quero mesmo sair": respondeu Hulot ao repórter da rádio France Inter. O agora ex Ministro também manifestou desapontamento depois que Macron hesitou na proibição do herbicida Glifosato, vendido sob a marca Roundup, da Monsanto. O governo francês também não conseguiu impedir que uma refinaria da petroquímica francesa Total parasse de produzir biocombustível com matéria prima ligada ao desmatamento, ao que Nicolas Hulot também se opôs. A renúncia vem um dia depois de Emmanuel Macron anunciar leis mais brandas para a caça, em uma atitude vista como uma tentativa de aumentar sua popularidade na zona rural, mas algo muito criticado pelo movimento ambientalista, segundo está informando também a BFM Television. 


Emmanuel Macron ainda tenta segurar no governo Hulot


(Confira na seção de comentários do blog da gente mais informações e mensagens, OK?)



 Mas o ecologista prefere a liberdade do movimento  pelo futuro da vida


Fontes: Jornal O Globo - Reuters - BBC
                 folhaverdenews.blogspot.com.br




9 comentários:

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  3. "Aí de Franca você fez uma matéria da França? A diferença está na cedilha. E no conjunto de informações que você tem, maiores do que a grande mídia": comentário de Alberto Ferreira, de São paulo, do movimento Não Nuclear: a gente agradece o elogio, vamos à luta, com informações e paz.

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  4. "Já o Primeiro Ministro da França Edouard Phillipe afirmou que, após a saída de Hulot, iria discutir a composição do governo com Macron, deixando aberta a possibilidade de novas mudanças e alianças Em resposta, a Presidência tentou atribuir a renúncia do ecologista à "frustração e a exaustão" do ministro novato, que se confrontou com a lentidão da máquina pública": comentário em reportagem da rádio France Inter.

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  5. "Os prazos políticos e administrativos não são necessariamente como se espera, vindos do ativismo dos que lutam nos movimentos da sociedade civil": comentário de Emmanuell Macron, tentando explicar à France Press a renúncia do Ministro do Meio Ambiente.

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  6. ..."o profundo comprometimento de Macron com o ambientalismo era evidenciado pelo histórico de políticas do governo": comentário a partir do texto de nota oficial sobre esta situação embaraçosa.



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  7. "Destaco a ineficácia de "pequenos passos" para deter a mudança climática, expressando esperança de que minha saída possa provocar reflexão profunda em nossa sociedade sobre a realidade ambiental do mundo": comentário de Nicolas Hulot Em sua entrevista de rádio France Inter.

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  8. "Manifestamos nossa surpresa com a partida de Hulot, algo que, foi motivo de lamentação em toda Paris. Não entendo por que ele está saindo, se tivemos tantos sucessos no primeiro ano que são mérito dele. Ele não venceu todas as batalhas, mas te, sido assim com todos os ministros. Porém, este é um golpe do qual nos recuperaremos": comentário de Benjamin Griveaux, portavoz do Governo Macron à BFM Television.

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  9. "É mesmo muito difícil na atualidade um governo, qualquer um, assimilar as propostas de um ecologista ou de um cientista, os interesses políticos acabam poluindo a relação entre o cidadão e o estado": comentário de Mariana Luíza, Psicóloga pela PUC, do Rio de Janeiro: "Esse fato chama a atenção da gente aqui no Brasil, onde a distância entre o Governo e a cidadania é ainda um abismo ainda maior".

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