quinta-feira, 30 de agosto de 2018

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO NO BRASIL NA LUTA PARA CRIAR O FUTURO SUSTENTÁVEL: AQUI AGORA A BOA NOTÍCIA DO TIJOLO ECOLÓGICO DO IMT


Estudantes paulistas criam produto ecológico para a construção civil: evita emissão de CO2 durante seu processo de fabricação e isso reafirma que a pesquisa é um atalho para a gente mudar e avançar a realidade do país e do planeta (jovens cientistas precisam ser apoiados pelos novos governantes do Brasil a partir de 2019 porque hoje o que há são cortes nas verbas do setor)


Este tijolo ecológico do IMT já foi premiado




No site do Instituto de Engenharia está o texto afirmando que a construção civil é uma das atividades humanas apontadas também por aqui como uma das principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, uma luta que precisa avançar contra o caos do clima e do ambiente da Terra. O setor não somente consome um volume enorme de recursos naturais e energia, como gera uma quantidade ainda maior de resíduos, a construção civil tão importante para a economia brasileira agora, pode vir a ser também uma forma de avançar a sustentabilidade: é o caso do bom exemplo da fabricação de tijolos ecológicos, o material usual hoje está entre os grandes problemas desse mercado e então esta novidade mais sustentável é muito benvinda: um grupo de estudantes do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Paulo, desenvolveu um tijolo ecológico. "Este tijolo é composto de menos cimento, solo arenoso e água, apenas”, explica Gabriel Cattaruzzi, que lidera o grupo Enactus Mauá, responsável pelo projeto: “Este tipo de tijolo é mais ecológico pois não vai para o forno como o convencional, evitando a emissão de gás carbônico para a atmosfera e a queima de lenha para sua cura”. Confira a seguir mais detalhes, OK? 



 Também na USP jovens se ligam no avanço da  Engenharia Ambiental


O tijolo tradicional e mais usual utiliza a argila, que é retirada de mananciais, algo que agrava impactos ao meio ambiente. Uma vantagem do produto inovador que agora está criado pelos jovens pesquisadores (todos estudantes na faixa dos 20 anos do IMT) será a redução do tempo da obra, já que este material facilita o nivelamento porque não necessita de argamassa para o assentamento. Uma das faces de maior valor do projeto é que contempla a inclusão de ex-moradores de rua para a sua produção. A ideia dos jovens, dar trabalho e oportunidade para pessoas  marginalizadas. Atualmente o grupo está realizando um treinamento de capacitação com gente assim para o processo de fabricação dum tijolo mais ecológico, desta forma, pode ser um avanço social também de cidadania:  "Ainda a gente não tem um local para alocar a fábrica. Estamos em busca de um galpão na região do ABC em São Paulo que atenda a legislação e também as nossas necessidades neste processo, no momento, produzimos este material no lugar onde alguns ex-moradores de rua residem, por enquanto, a produção tem este caráter educativo, algo que também é positivo", diz um dos jovens pesquisadores que integra a equipe Enactus.

O jovem líder deste projeto muito positivo do IMT



Gabriel Cattaruzzi, é estudante do curso de Engenharia Civil e ganhou agora o Prêmio Universitário do Ano KPMG, com este projeto coletivo do IMT após concorrer com mais de 50 candidatos de todo país: “Ganhar o prêmio foi muito, muito gratificante, pois ele sintetiza todo o esforço que depositei ao longo desses quase três anos, trabalhando muito para o desenvolvimento das comunidades que atendemos e ainda em especial buscando o crescimento da nossa equipe de pesquisa".  Num país assolado por más notícias e atos de corrupção, projetos como este são um alento e mostram como, apesar dos pesares e de tudo de ruim acontecendo, há ainda os que trabalham e lutam por um Brasil melhor. O movimento ecológico, científico e de cidadania cumprimenta esta pequisa exemplar destes jovens do IMT.


Cimento ecológico: uma outra alternativa de avançar a construção civil - Confira na seção de comentários desse blog mais detalhes sobre mais este projeto, a seguir aqui mesmo um primeiro resumo para você. 

Harrison criou o cimento ecológico na Austrália


"Existe uma maneira de tornar as ruas de nossas cidades verdes como a floresta amazônica", argumenta John Harrison: explicando que quase todos os aspectos de um ambiente construído, de pontes a fábricas ou a blocos de edifícios e de estradas a muros de arrimo, tudo poderia ser transformado em estruturas que acumulam menos dióxido de carbono, o principal gás responsável pelo efeito estufa e o aquecimento global. "Tudo que precisaríamos mudar é a maneira pela qual produzimos cimento", diz Harrison, especialista em tecnologia de Hobart, na Tasmânia (Austrália). Ele calcula que seu cimento alternativo, baseado em carbonato de magnésio em lugar de carbonato de cálcio, seja capaz de reduzir o ritmo de alteração climática sem sacrificar o estilo de vida moderno. Um projeto ambicioso e Harrison está decidido a tentar convencer o setor de construção do seu país e de outros países a adotar suas idéias desenvolvidas nesse tipo de material. Confira mais detalhes na seção de comentários: esta informação lado a lado com o tijolo do IMT estão propondo criar uma construção civil sustentável, ao mesmo tempo mais econômica e mais ecológica. 

Engenharia ambiental avança a construção sustentável



Fontes:  Conexão Planeta  - Instituto de Engenharia
               forumdaconstrucao.com.br
               folhaverdenews.blogspot.com.br

8 comentários:

  1. Aguarde, logo mais, aqui, a edição de comentários, já recebemos algumas mensagens, venha conferir depois: você pode passar a sua informação ou dar a sua opinião nesta seção, coloque aqui seu conteúdo ou então se precisar, envie pro e-mail da redação do blçog da gente, mande para navepad@netsite.com.br

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  2. Vídeos, material de informação, fotos, sugestão de pauta, você pode enviar também diretamente pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com

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  3. "Superinteressante este projeto dos jovens do IMT em São Caetano, estou enviando aí pro blog dentro deste sentido um projeto de cimento ecológico. desenvolvido por um especialista em tecnologia de Hobart, na Tasmânia, na Austrália, creio que tem a ver": comentário de Marcos Mendes Himmell, economista, de Curitiba, Paraná: a gente agradece a informação e vamos logo mais resumir aqui este conteúdo, já citamos no texto do blog hoje o projeto de John Harrison.

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  4. "Tudo que também precisaríamos mudar é a maneira pela qual produzimos cimento.John Harrison, especialista em tecnologia de Hobart, na Tasmânia (Austrália), calcula que seu cimento alternativo, baseado em carbonato de magnésio em lugar de carbonato de cálcio, seja capaz de reduzir o ritmo de alteração climática sem sacrificar o estilo de vida moderno. Trata-se de uma alegação ambiciosa, e Harrison está decidido a tentar convencer o setor de construção a adotar suas idéias. “O Protocolo de Kyoto foi um bom esforço”, diz Harrison. “Mas errou ao presumir que as árvores eram a única coisa capaz de absorver o carbono presente no ar”. Em lugar disso, o plano que ele propõe é substituir o ubíquo cimento Portland por uma substância que ele chama de “ecocimento”. Esse material é a base de magnésio, “pode ser mais barato de fabricar do que o cimento Portland, mais durável e além disso seria também capaz de acumular CO2″: comentário também de Marcos mendes Himmeil, que nos informou sobre esta outra alternativa sustentável para a construção contemporânea.

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  5. "As cidades e seus subúrbios poderiam se transformar em mecanismos de absorção de dióxido de carbono tão eficientes quanto, por exemplo, a grama e matas naturais que elas substituíram. Nosso mundo moderno é construído em grande parte com cimento Portland, um material inventado quase 180 anos atrás por um pedreiro do Yorkshire chamado Joseph Aspdin. Em 1824, ele obteve uma patente para “um aperfeiçoamento nos modos de produção de pedra artificial”, que envolvia o cozimento de cal e argila em um forno industrial, e a moagem do clínquer resultante na forma de um pó fino composto basicamente por silicatos de cálcio, a ser posteriormente misturado com água. A mistura deflagra uma complexa reação química que forma cristais de hidrato de silicato de cálcio, por exemplo, o que endurece a mistura.
    O século XIX era um período em que as grandes cidades do Reino Unido estavam permanentemente em construção, e muitos outros inventores trabalhavam na criação de pedras artificiais. Mas Aspdin resolveu o problema ao sujeitar os ingredientes às temperaturas extremamente elevadas do forno de um fabricante de vidros em sua cidade natal, Hunslet. Ele batizou seu produto de cimento Portland em homenagem à pedra natural mais usada em construção na sua era, que vinha da ilha de Portland, no condado de Dorset. O cimento Portland provou-se barato de fabricar e imensamente versátil, e não demorou muito para que se tornasse o ingrediente básico tanto do concreto quanto da argamassa, os materiais básicos de construção de todas as cidades do planeta. A cada ano, cerca de 1,7 bilhão de toneladas de cimento Portland são produzidas no mundo, um espantoso total de cerca de 250 quilos por habitante do planeta. Mas existe um problema ambiental neste fato, veja a seguir": comentário que extraímos do site forumdaconstrucao.com.br

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  6. "A produção de cimento Portland gera um volume imenso de dióxido de carbono. Isso se deve em parte à grande quantidade de energia necessária para elevar as temperaturas dentro dos fornos de cimento aos 1.450°C necessários tostar o carbonato de cálcio (oriundo do giz ou do calcário), e também ao fato de que o processo de conversão em si gera dióxido de carbono.
    Para cada tonelada de cimento Portland que emerge dos fornos, cerca de uma tonelada de CO2 escapa para a atmosfera. A produção de cimento é responsável por cerca de 7% das emissões artificiais totais de dióxido de carbono no mundo, um número que sobe para além dos 10% em países que se vêm desenvolvendo rapidamente, como a China, que atualmente produz uma em cada três toneladas de cimento empregadas no mundo. Se temos por objetivo controlar o aquecimento global, não podemos permitir que essa situação persista. E, de acordo com John Harrison, não é necessário que isso aconteça. A solução que ele propõe e que a pequena empresa que ele fundou, a TecEco, está levando ao mercado, envolve substituir o carbonato de cálcio, nos fornos de produção de cimento, por carbonato de magnésio -uma rocha que ocorre com freqüência elevada por conta própria, na forma do mineral magnesita, ou em misturas com o carbonato de cálcio, como a dolomita. Os cimentos com base em magnésio não são novidades. Foram desenvolvidos inicialmente em 1867, pelo francês Stanislas Sorel, que produziu cimento com uma combinação de óxido de magnésio e cloreto de magnésio. No entanto, as misturas que ele criou não resistiam a uma exposição longa à água sem perder a força. Se um bloco do material fosse instalado em Manchester ou Seattle, sob a garoa e chuva constantes, ele um dia desabaria": comentário também do site Forum da Construção, que tem mais uma sequência, confira.

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  7. "Os ecocimentos de Harrison, com base em carbonato de magnésio, por outro lado, têm estrutura química bastante similar à do cimento Portland, e são muito mais robustos do que o material criado por Sorel. E, de acordo com Harrison, o material que ele propõe oferece diversas vantagens ambientais. Para começar, os fornos de cimento não precisam funcionar a temperaturas tão elevadas. O carbonato de magnésio se converte facilmente em óxido de magnésio a temperaturas de cerca de 650°C. Isso significa que as emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia necessária para acionar os fornos são reduzidas mais ou menos à metade. O processo de cozimento para a produção dos ecocimentos produz mais CO2. Mas, durante a aplicação e o endurecimento do cimento, um processo conhecido como carbonação reabsorve do ar a maior parte desse excedente.
    Quando o concreto convencional produzido com cimento Portland está fresco, a água na mistura também absorve dióxido de carbono da atmosfera, lentamente. A solução formada reage, a seguir, com os componentes que contêm cálcio alcalino contidos na matriz de concreto para depositar cristais de carbonato de cálcio, os quais reduzem a força do concreto.
    Mas a carbonação é mais rápida e mais eficiente no ecocimento de Harrison. Os cristais de carbonato de magnésio são mais fortes do que os de carbonato de cálcio, de modo que eles aumentam a força do material. Se o ecocimento for usado para produzir material poroso como blocos de concretos, todo o material terminará funcionando como pólo de carbonação, diz Harrison. Assim, uma tonelada de concreto terminaria por absorver até 400 quilos de CO2, diz ele, o que equivale a cerca de 100 quilos de carbono. “As oportunidades de uso de processos de carbonação para seqüestrar carbono do ar são simplesmente imensas”, diz Harrison. “Seriam precisos alguns séculos, ou até mesmo milênios, para que os cimentos comuns absorvam tanto quanto os ecocimentos são capazes de absorver em apenas alguns meses”: comentário no sie Forum da Construção.

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  8. "Apesar de serem comentarios extremamente técnicos deu para mim perceber a importância ambiental deste cimento ecológico, que está sendo implantado na Austrális, creio que por aqui no Brasil, nossos pesquisadores poderiam entrar também por esta linha de trabalho": comentário de Paulo Fernando Gomes, que é redator de agência de publicidade em São Paulo.

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