sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O BRASIL ESTÁ HOJE NA RABEIRA MUNDIAL EM TERMOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA SEGUNDO ESTUDOS DO MOVIMENTO ECOLOGIA E AÇÃO (ECOA) EM CIMA DE DADOS CIENTÍFICOS E LEVANTAMENTOS GLOBAIS

Ranking de 2018 mostra que entre 25 países o Brasil é apenas o vigésimo mesmo com tantos recursos naturais


Brasil somente em 20º lugar


É uma classificação medíocre e triste, mesmo porque o potencial de  economia neste setor em nosso país é de mais de 52 bilhões de reais, informa Alcides Faria, da Ecoa, que ao divulgar esta pesquisa independente, argumenta que a eficiência energética é um conceito essencial atualmente para um país ser competitivo e sustentável. Confira por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News um resumo destes dados e levantamentos, informação fundamental agora neste momento de eleições no Brasil, esta é uma das áreas mais urgentes para mudar e avançar. 






O Brasil está, para usar uma linguagem do futebol, na zona do rebaixamento, nos últimos lugares dos rankings globais mais recentes sobre eficiência energética. Em 2016, o Conselho Americano para uma Economia Energeticamente Eficiente (ACEEE) analisou as políticas e o desempenho dos 23 países que mais consomem energia em quatro tópicos principais: esforços nacionais (governo); edificações; indústria e transporte – o país foi o 22º da lista. Já no ranking publicado agora em junho de 2018 (The 2018 International Energy Efficiency Scorecard), o país aparece em 20º dentre um grupo de 25 países analisados, tendo atrás somente a Tailândia (22), África do Sul (23) e grandes produtores de petróleo como a Rússia (21), os Emirados Árabes (24) e a Arábia Saudita (25), considerado energia suja


Energias limpas ampliam a eficiência

No quesito indústria ocorreu agora uma leve melhora com relação a 2016, mas o país permanece bem abaixo da média global, como demonstram os levantamentos. Este desempenho talvez possa ser explicado, pelo menos em parte, por uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco): de cada dez gestores industriais, apenas um está realmente aberto à implantação de projetos de eficiência energética. O conselho americano de de eficiência, ACEEE sugere foco na implementação de uma política de gestão de energia com auditorias e a contratação de gerentes para o setor para grandes instalações industriais. No ranking, o Brasil caiu também em relação aos esforços nacionais: os gastos governamentais em eficiência energética continuam em queda em comparação com outros países analisados.



Hidrovia e trens elétricos bons caminhos


No ranking 2018, a Alemanha ficou em primeiro lugar. O texto de apresentação do resultado afirma que o país implementa uma estratégia energética abrangente, conhecida como Energiewende. Estabeleceu-se uma meta de 20% para redução do consumo de energia primária até 2020 e 50% até 2050 com relação a 2008. O governo alemão aumentou suas despesas em eficiência energética e P&D (pesquisa e desenvolvimento) relacionado à eficiência. Além disso, a Alemanha desenvolveu programas de empréstimos multissetoriais e créditos destinados a aumentar a implantação de tecnologias energeticamente eficientes.



Urge revalorizar os recursos naturais 


(Confira na seção de comentários aqui no blog da gente mais dados e informações sobre esta pauta fundamental nesse momento do Brasil)





Fontes: ecoa.org.br
             folhaverdenews.blogspot.com.br


9 comentários:

  1. É muito respeitada a entidade do sociedade civil Ecoa, Ecologia e Ação, por todos os trabalhos ao longo de um bom tempo de atuação no Brasil. Agora, mais um serviço positivo.

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  2. "O valor da eficiência energética traz ganhos sob vários aspectos, dentre eles permitir que o país se desenvolva, reduzindo a necessidade de altos investimentos, por exemplo, nas destrutivas represas da Amazônia e em outras regiões ou ainda na construção e operação de usinas térmicas poluidoras. Os investimentos em eficiência são geradores de empregos e desenvolvimento tecnológico": comentário extraído da conclusão destes novos estudos da Ancoa.

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  3. "Para as empresas, a eficiência energética apresenta muitas vantagens, aumento da produtividade e, consequentemente, dos resultados econômicos, até à diminuição da exposição às variações nos preços da energia. Isso é fundamental para a competitividade dum país": comentários nas conclusões do levantamento feito pela Ancoa.

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  4. "Em 2015, a Abesco publicou levantamento sobre o potencial de economia de energia no Brasil: a poupança, àquela altura, poderia ser de 52 mil GW/hora, o que equivaleria em termos de demanda a 17 mil MW, ou seja, mais do que toda a carga nova proveniente de usinas hidrelétricas no ano de 2014, que somou o total de 14 mil MW. Isso significaria uma economia de R$ 13,6 bilhões aos consumidores finais (indústria, comércio, serviço e consumidor residencial). Novo levantamento para o período de 2015 a 2017 mostrou que o potencial de economia de energia seria da ordem de 142.820,69 GWh, com potencial de economia de R$ 52,17 bilhões": comentário também que integra os estudos de eficiência energética da Ancoa em seu site.

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  5. "Em 2016, o custo de investir em eficiência energética era de R$ 50 o megawatt-hora, o que equivale a 1/3 do investimento necessário para gerar a mesma quantidade de energia através da construção de hidrelétricas e um sexto do necessário para usinas termoelétricas. Na média, o investimento em eficiência seria de um ¼ do necessário para energia nova": comentário de Alcides Faria sobre esta pesquisa da Ecoa.

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  6. Nossa equipe aqui deste blog se desculpa com a entidade Ecoa, tão repeitada no Brasil e no exterior, por ter trocado o seu nome alguns dos comentários por Ancoa. Nos desculpamos também com os internautas pelo erro de digitação.

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  7. Em 2016, a Ecoa publicou o estudo “BNDES e eficiência energética: a trágica cena brasileira na área de energia”, que trata dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para o setor. O trabalho identificou que 66% dos recursos da Linha Eficiência, entre 2006 e 11/05/2016, foram destinados às gigantes Tractebel e Light e que apenas 12 empresas buscaram financiamentos nos 10 anos. Os desembolsos foram aproximadamente 0,04% do total contratado no período: mais de 1,5 trilhão.

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  8. "Segundo relatório do Banco Mundial, nos últimos 20 anos os investimentos no Brasil ficaram bem abaixo do necessário (pelo menos 3% do PIB) para substituir ou reparar a infraestrutura já existente. No setor de energia os investimentos caíram de 2,13% do Produto Interno Bruto na década de 1970 para 0,7% em 2016": comentário sobre o tema de hoje extraído de postagem no site jornalístico da Espanha, El Pais.

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  9. "Uma revalorização dos recursos naturais, da nossa natureza tão desprezada e agredida no Brasil, lado a lado com o uso maior de energias limpas como a solar e a eólica, esta mudança de rumo avançará o Brasil em mais de 50% em poucos anos": comentário de Humberto Morais, de Salvador, que fez engenharia na Universidade Federal da Bahia e está hoje se especializando em Energia Solar.

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