quinta-feira, 23 de agosto de 2018

OS FANTASMAS DA REALIDADE: O POVO DA RUA OU OS REFUGIADOS URBANOS SEM VOZ E SEM VEZ ESTÃO POR AQUI OU AÍ E EM QUALQUER LUGAR


Resumo da tragédia humana que mais cresce no país e em quase todo o planeta na era da violência se trata também da falta de ecologia humana e cultura da vida: no Brasil os refugiados venezuelanos hoje colocam esse sofrimento em manchete

ONU alerta sobre o povo da rua, os refugiados urbanos


Nem em fase eleitoral eles são ouvidos ou procurados, não votam, não são perguntados em pesquisas, são esquecidos das estatísticas como fantasmas da realidade socioambiental por aqui e em todas as cidades vistos como marginais ou vítimas. Segundo a Agência Brasil esta população aumentou 150% em 3 anos. Apenas pessoas humanitárias (a maioria gente ligada a alguma religião) são as únicas pontes entre e o povo da rua e a população normal: sem teto, sem emprego, sem família, drogados ou nóias, de acordo com um levantamento da ONU são 150 milhões apenas de crianças no planeta, em meio a essa falta de condição: em São Paulo, 1 milhão pelos dados da Pastoral do Menor, em Franca (cidade do interior com 400 mil habitantes), perambulam 2 mil refugiados de variadas idades e lugares ou histórias na rua da amargura, estes números exemplificam o tamanho do problema no Brasil que mal entra no mapa das políticas públicas, é o povo do nunca. A gente está divulgando hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News este extraordinário vídeo da Usina da Imagem. Confira. E apenas lembrando, esse povo da rua existe e está à espera da morte, como disse um garoto num programa da série Profissão Repórter. Não vamos fazer discurso aqui, apenas mostrar algumas fotos (como de Tânia Rego, EBC), imagens daqui, de outras cidades do Brasil, fotos do mundo da rua que é um desespero só. Vamos aqui dar apenas um alerta: de repente entre estas pessoas, menores e maiores abandonados, pode estar alguém tipo um grande cientista, um poeta fora do comum, um novo Charlie Chaplin, quem sabe um ET, um avatar ou até o filho ou a filha de Deus. A vida de todos e de qualquer um é tão importante demais, tanto quanto a sua, você que ainda perde tempo de ler um texto emocionado e triste como este em busca da ecologia perdida na realidade em 2018, aqui ou em qualquer lugar onde não existe a paz. (Antônio de Pádua Silva Padinha, ecologista, editor deste blog)

 Por aqui ou em qualquer lugar do mundo



Relatorias especiais em direitos humanos da ONU têm cobrado mais investimentos dos governos para garantir direitos básicos do povo das ruas, em especial, das crianças, como moradia, saúde, alimento, educação e cultura da vida.“São pessoas que vivem pensando em morrer”, comentou num destes documentos Leilani Farha, relatora especial da Organização das Nações Unidas sobre o direito à moradia.  Especialistas em todo tipo de direitos humanos desta organização já se cansaram de falar sobre a situação que atinge atualmente mais de 150 milhões de crianças de rua no mundo. Já lembraram aos governos dos países por exemplo que é uma violência ver um ser humano criança ou adulto ou idoso como alguém descartável. Relatórios cobram todo ano mais investimentos para garantir o total acesso dessas crianças a direitos e serviços fundamentais à vida e à dignidade humana. “Abandonados, descartados, rejeitados e jogados fora: milhões de seres humanos em situação de rua em todo o mundo sofrem grandes privações e violações de direitos, além da pouca ou nenhuma consideração que quase ninguém dá a eles”, argumentou Maud Boer-Buquicchio, relatora especial da ONU sobre a questão da venda e exploração sexual de crianças. “Esse círculo vicioso de abuso e de variadas formas de violência tem que acabar através de uma abordagem efetiva na prevenção dos maus tratos em quase todos os países”. Essas crianças estão fugindo da pobreza, de moradias inadequadas, famílias desestruturadas, violência doméstica, desalojamento, desastres naturais, conflitos e guerras. Elas tomam as ruas porque não há outro lugar para onde ir. Uma vez nas ruas,  sofrem discriminação e preconceito. Marcadas para morrer precocemente".

 As crianças são as maiores vítimas da pobreza extrema

Muita criança entre refugiados venezuelanos no Brasil



Um outro relatório recente da ONU ressaltou o impacto da crise econômica global na qualidade e quantidade de recursos disponíveis em nível local e nacional. E advertiu que "os estados devem adotar estratégias de longo prazo para a moradia baseadas nos direitos do povo da rua, estratégias que integrem políticas econômicas para as famílias, para ajudar a prevenir que as crianças não acabem nas ruas”. Além disso, especialistas em ecologia humana estão convocando autoridades públicas a abolir qualquer lei que criminalize moradores de rua, por exemplo, através de proibição de mendicância e vadiagem. Para eles, a adoção de qualquer lei neste sentido deve ser fortemente desencorajada. A chave para mudar as vidas das crianças em situação de rua é assegurar acima de tudo seu acesso à educação. “Pessoas de rua são detentoras duma cidadania estabelecida na ONU como a Convenção sobre os Direitos da Criança (e demais cidadãos ou cidadãs que sofrem esta situação extrema de pobreza), pessoas que devem ser, portanto, reconhecidas, valorizadas e tratadas ao menos como seres humanos.


Refugiados na Europa: aumenta o povo da rua



Já são 1 milhão de refugiados da Venezuela no Brasil

Médicos sem Fronteiras na emoção do amor


Fantasmas nas ruas

Hora de mudar essa realidade





Fontes: ONU - Profissão Repórter - Projeto Quixote - Agência Brasil - Pastoral do Menor - El Pais - folhaverdenews.blogspot.com.br          
          

9 comentários:

  1. Assim como tem o trabalho conhecido internacionalmente do Padre Júlio Lancelotti na Praça da Sé em São Paulo, existem unidades da Pastoral do Menor em várias cidades, por exemplo, em Fraca (SP), uma ação de vários anos do Padre Ovídeo: aliás, pessoas de várias religiões são as que mais atuam por todos os lados nesta causa humanitária.

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  2. A gente estava postando esta matéria aqui no blog no momento em que o Jornal Hoje (Rede Globo) dava uma notícia: já passa de 1 milhão o número de refugiados da Venezuela no norte do Brasil. Muitos deles estão engrossando a massa do povo da rua.

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  3. Logo mais, mais informações por aqui nesta seção, aguarde a edição de novos comentários logo mais, venha conferir.

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  4. Você pode participar desta edição, coloque aqui sua opinião ou se preferir mande a sua mensagem pro e-mail da redação do blog: navepad@netsite.com.br

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  5. Vídeos como este antológico, feito pela equipe da Usina de Imagem, material de fotografia ou de informação, você pode mandar também diretamente pro e-mail do editor deste blog: padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Concordo que se trata dum problema dentro da crise de violência e então vejo também como uma questão humanitária, social e também de ecologia humana": comentário de Elizabeth Oliveira, educadora ambiental em Sorocaba (SP).

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  7. "A falta da família ou da escola e de um sistema de saúde eficaz contribui, e muito, para o aumento do consumo de drogas nas ruas das capitais brasileiras. O 5º Levantamento sobre o Uso de Álcool e Drogas entre Crianças e Adolescentes em Situação de Rua, é numa palavra, contundente. Tanto os governos municipais, estaduais e federais como a sociedade em geral ainda não conseguiram oferecer soluções adequadas para a diminuir o consumo de cigarro, álcool e drogas ilícitas. A pesquisa desenvolvida pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo, financiada pela Secretaria Nacional Antidrogas com a Organização dos Estados Americanos, revela novos números de um velho problema. Siga conferindo": comentário extraído de um levantamento da Agência FAPESP sobre povo de rua e jovens drogados.

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  8. "Dos 2.807 jovens entre 10 a 18 anos entrevistados – alguns estão sendo atendidos por algum tipo de programa de auxílio e, portanto, consomem drogas em menor ou maior grau – grande parte (68,7%) ainda mora com suas famílias ou vai à escola (55,8%) apesar de viverem na rua. Dentro desse universo de jovens com algum tipo de laço familiar, o consumo freqüente de drogas é bem mais baixo (19%) que no grupo que já abandonou a casa e os estudos (72,5%). A maioria dos entrevistados admite que o álcool e o cigarro já faziam parte da vida deles antes mesmo de irem para as ruas. Em alguns casos, o consumo de drogas foi o motivo que levaram essas pessoas a abandonarem a família. Muitos atribuem à violência dos pais e de parentes, o motivo de começaram a se drogar": comentário da pesquisa da Unifesp que deixa claro que todos os jovens de rua usuários de algum tipo de droga estão conscientes dos riscos que esse ato pode trazer para a saúde. Dos entrevistados, 54% disseram estar preocupados com a saúde e 19% admitiram medo de se viciar. Um pouco menos da metade da mostra (44,3%) tentou parar pelo menos uma vez. Menos de 1% dos entrevistados se sentem seguros em procurar o sistema público de saúde.

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  9. "O levantamento mostrou que das 70 instituições não-governamentais cadastradas desde 1997 para trabalhar com a questão do consumo de droga entre os jovens que vivem na rua, apenas 11 continuavam atuantes em 2003. Agora, talvez meia dúzia. O investimento em políticas públicas contínuas é uma das saídas para que o problema possa ser melhor enfrentado": comentário de Ana Regina Noto, professora da Unifesp e coordenadora do levantamento.

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