sexta-feira, 31 de agosto de 2018

UM ANO ANTES DO CONGRESSO INTERNACIONAL DE ECONOMIA ECOLÓGICA (QUE SERÁ EM SETEMBRO NO MÉXICO) ENCONTRO EM MINAS GERAIS ANTECIPOU OS DEBATES

Pesquisadores participaram de encontro em Uberlândia  sobre economia ecológica num evento organizado pela Embrapa: o conteúdo antecipou alguns dos temas e dos problemas do congresso mundial sobre o que um dia virá a ser a nova realidade sustentável (algo que é um movimento coletivo que depende da nossa geração)



Economia Ecológica para fazer caminhar o desenvolvimento sustentável

Em breve, em setembro, acontecerá no México um evento internacional  de economia ecológica e quase exatamente há um ano, por aqui na macrorregião entre 19 e 22 de setembro em Uberlândia (MG) a Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECO-ECO) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizaram um encontro nacional (foi o 12º com este conteúdo), para analisar a questão e a institucionalidade ambiental em tempos de crise. A pesquisadora da Embrapa, Vera Maria Gouveia participou com o tema Gestão do uso dos recursos naturais renováveis e não renováveis, a partir duma pesquisa que ela realizou sobre a produção e o mercado de amêndoas de babaçu no Maranhão. Este foi um dos estudos para alimentar os debates do XII Encontro Nacional de Economia Ecológica apresentando propostas e temas bastante oportunos para o atual momento em que vive o Brasil. Desde o desastre ambiental ocorrido em Mariana-MG (novembro de 2015) e seus perversos impactos socioambientais, ficou mais urgente a necessidade de discussão mais aprofundada sobre as instituições ambientais que se conectam às atividades produtivas. Se de, um lado, o Brasil precisa avançar na contínua melhora dos negócios, promovendo condições mínimas para a realização de investimentos produtivos para o progresso econômico e social (geração de riquezas e de empregos), de outro, é preciso resguardar a capacidade de regulação das atividades econômicas de forma que elas não comprometam de maneira irreversível a capacidade do meio ambiente de suportar atividades econômicas, garantindo a sustentabilidade e um avanço da condição humana e social da vida no país. 



É todo um universo de temas atuais


A proposta do encontro nacional bate com a do congresso internacional, debatendo do ponto de vista do pluralismo teórico-metodológico, algumas soluções que promovam a recuperação da economia dum país em um nível qualitativamente superior, garantindo a prudência ecológica, a justiça social e a eficiência econômica num equilíbtio sustentável. 


Economia Ecológica um equilíbrio novo da realidade



Matéria da jornalista Flávia Bessa, da Embrapa, mostrou a relevância dos debates em Uberlândia, por aqui no interior no Brasil, antecipando alguns conteúdos do evento mundial no México que está aberto para últimas inscrições. Em busca da Economia Ecológica abordagens se utilizam de formulações e ferramentas da realidade ambiental e dos recursos naturais, valoração dos bens e serviços ambientais a partir das preferências e utilidades dos indivíduos, expressas em termos monetários. De outro lado, se buscam realizar análises do sistema econômico a partir de critérios ecológicos, para isso utilizando a energia como unidade geral de análise do sistema, o que levou autores como Odum e seus seguidores a proporem uma teoria do valor-energia. Por meio do enfoque bioeconômico, a Economia Ecológica vem se consolidando desde a década de 80, com a fundação da International Society for Ecological Economics (ISEE) em 1988 e com a criação da revista Ecological Economics em 1989. A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, a ECOECO, entidade da sociedade civil sem fins lucrativos, interdisciplinar, com objetivos educativos e científicos vem divulgando conceitos de Economia Ecológica e fortalecendo laços de cooperação e parcerias no país e no exterior. Funciona na prática como "Regional Chapter" (filial regional) da ISEE para o Brasil, criando um vínculo e uma via através da qual os participantes da ECOECO passaram a ser considerados automaticamente integrantes da ISEE. A  missão é difundir e construir a Economia Ecológica no Brasil, integrando as informações e estimulando a participação de brasileiros nos eventos da International Society for Ecological Economics (ISEE), também de entidades que são vinculadas à Rede Iberoamericana de Economia Ecológica (REDIBEC). Enfim, uma forma de aproximar o movimento dos pesquisadores e dos ecologistas de vários países em busca da criação coletiva do futuro sustentável, uma nova estrutura ou sistema capaz de fazer a vida mais feliz para todas populações e comunidades, equilibrando as necessidades dum avanço econômico com a proteção ou a recuperação da ecologia e do equilíbrio da própria vida em cada país e em todo o planeta. 





(Confira aqui neste blog um vídeo com Allan Savary, da Califórnia, sobre a recuperação de desertos, algo que mostra bem o alcance prático da economia ecológica, que é tema de outras informações e mensagens na seção de comentários também aqui nesta webpágina de ecologia e de cidadania)



  

Medir e usar a energia dos ventos e da natureza avança a Economia Ecológica



Fontes: Embrapa - WordPress - vdocuments.site
              folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção, comentários que aumentam as informações sobre o evento no México e sobre a própria Economia Ecológica, hoje fundamental para mudar e para avançar a realidade do país e do planeta. Aguarde, confira depois aqui e participe desta luta.

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  2. Você pode postar aqui sua informação ou se preferir ou precisar envie sua mensagem pro e-mail do nosso blog de ecologia e de cidadania, mande para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, material de informação, fotos, sugestão de pauta você pode também enviar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Pretendo fazer Engenharia Ambiental na Unicamp ou na USP e este assunto me interessa muito, não vou poder ir ao México nesse evento mas quero acompanhar as informações": comentário de Humberto Moreira Sousa, de São Paulo, atualmente faz preparação para vestibular e trabalha com Informática.

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  5. "Fiz uma pesquisa de conteúdo sobre Economia Ecológica para uma palestra para jovens aqui na minha região e estou lhes enviando alguns tópicos deste assunto, espero que ajude a divulgação de tema tão importante para todos nós, cada vez mais agora": comentário de Juliana Abreu Santos, de Vitória (ES), geógrafa, a quem agradecemos o envio e a seguir vamos resumir alguns destes conceitos: paz aí no seu trabalho de Educador Ambiental.

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  6. "A economia ecológica é um conjunto de atitudes que visam um aproveitamento mais consciente dos recursos naturais do país ou do planeta, tais como água, sol, ventos, petróleo, carvão, madeira. A economia ecológica pauta suas medidas na conscientização da população, que é justamente a parte consumidora que motiva todo o ciclo de extração, processamento e venda de bens manufaturados": comentário de Juliana Abreu Santos, de Vitória, Espírito Santo.



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  7. "Em síntese, a economia ecológica se baseia em atitudes que visam o aproveitamento consciente dos recursos ambientais, a ecologia a bem da população e da economia também": comentário também da geógrafa capixaba Juliana Abreu Santos, que nos enviou material sobre este tema.

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  8. "Vale ressaltar que as aplicações e os princípios que orientam a economia ecológica também objetivam o crescimento do comércio, da indústria, dos empregos, mas sempre respeitando a natureza e os recursos naturais. A meta é sempre aliar o crescimento da sociedade à conservação ambiental": comentário também das pesquisas da educadora Juliana Santos.

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  9. "A importância da economia ecológica para o futuro é algo essencial à própria vida. A economia ecológica define limites biofísicos que determinam uma escala positiva e sustentável da utilização dos recursos naturais. A ideia é evitar a exploração desenfreada e prejudicial ao meio ambiente, preservando ecossistemas e evitando a extinção de espécies animais e vegetais, bem como o empobrecimento do solo. Este tipo de visão na gestão pública assume um papel central e cada vez mais importante justamente por concretizar o conceito de desenvolvimento sustentável e equilibrado que todo país precisa ter hoje": comentário em uma das matérias da Embrapa sobre o encontro nacional na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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