segunda-feira, 20 de agosto de 2018

UMA NOTÍCIA RARA E BOA PARA COMEÇAR ESTA SEMANA COM ÂNIMO E ENCARAR O DESAFIO MONSTRO QUE TEM SIDO DIRETO A LUTA AMBIENTAL NA REALIDADE BRASILEIRA

Segundo a ABEEólica (a associação brasileira deste setor) a energia dos ventos poderá vir a ser a segunda maior fonte energética do Brasil e já a partir de 2019 



Energia Eólica a boa notícia rara nesses últimos tempos


Bons ventos trazendo boas notícias, a energia eólica já abastece cerca de 22 milhões de residências por mês no país, com algo em torno de 13 GW de capacidade instalada. São mais de 520 parques eólicos no país, 80% deles na região nordeste. O melhor é que é uma opção sustentável, ao mesmo tempo econômica e ecológica.  Os dados otimistas estão sendo divulgados pela ABEEólica, indicando que já no ano que vem  a energia produzida a partir da força dos ventos deverá ser a segunda maior fonte brasileira, com o índice de 8,5%, ficando atrás somente das Hidrelétricas e superando a produção conjunta das Termelétricas e usinas de Biomassa. O crescimento do setor está se aproximando dos 30% e este avanço poderá ser maior ainda se houver mudanças de foco e mais investimentos do próximo Governo, atualmente as energias limpas e renováveis (como a Eólica e a Solar) são um fator de desenvolvimento sustentável, um consenso em todo o planeta.


Desde 2017 até agora houve um crescimento no setor eólico de 26,2%, em comparação ao ano anterior, havendo um investimento de 11,4 bilhões de reais. Isso hoje significa que 67 milhões de brasileiros já estão recebendo em suas casas energia limpa e sustentável. Cálculos de especialistas apontam que o total de emissões evitadas pela produção eólica neste período foi de 20,97 milhões de toneladas de CO2, isso equivale à emissão anual de cerca de 16 milhões de automóveis, um pouco menos do que polui a frota total de veículos do estado de São Paulo.


O pico da geração eólica acontece agora entre os meses de agosto e setembro, chamado de safra dos ventos. Nesta época, 10% da matriz energética do país é abastecida por turbinas eólicas. No Nordeste, ela representa 70% da geração neste período. "Hoje a energia eólica é uma fonte consolidada no Brasil, o que estimula a indústria, que passa a ter melhores perspectivas de crescimento e investimento", comenta Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.  Por sinal, no início de 2018, o país subiu mais uma posição no ranking mundial do GWEC (Global Wind Energy Council) chegando à oitava posição. Em 2012, nosso país estava na 15º posição, ou seja, o setor está avançando. Não é mais apenas um mercado alternativo mas uma das principais fontes energéticas brasileiras que se tornou em vários países a maior prioridade.

Brasil passou o Canadá e está em 8º lugar no ranking mundial GWEC da Energia Eólica

De acordo com a entidade nacional, até 2023, serão instalados pelo menos mais 4,7 GW e construídos 200 novos parques eólicos, aumentando a geração de Energia Eólica, capacidade que pode ser até ser triplicada nos próximos anos, dependendo também da nova gestão governamental e da pressão do movimento ecológico, científico e de cidadania para que se priorizem os recursos naturais do país e as soluções sustentáveis para um desenvolvimento de verdade. Há também muito potencial de avanço em Energia Solar, o Brasil é privilegiado pela natureza e precisa realmente mudar o enfoque do seu planejamento. Na avaliação do principal mestre do curso de agronomia na história da Universidade de Brasília (UnB) engenheiro Juan Verdésio, as fontes Solar e Eólica poderão proporcionar segurança energética ao país e mais ainda ao Nordeste, que sofre com déficit na geração de energia hidrelétrica, dependente dos recursos hídricos do Rio São Francisco, hoje com poucas chuvas e águas escassas: enfim, diante do desafio brasileiro já agora, são urgentes os novos rumos da economia ecológica e as novas tecnologias, o atalho para criar o futuro brasileiro.  

Na região com mais seca e chuvas escassas podem avançar as energias mais limpas como a Eólica e a Solar


Fontes: Instituto de Engenharia -  Conexão Planeta
              folhaverdenews.blogspot.com


8 comentários:

  1. De acordo com o Instituto de Engeharia, até 2023, serão instalados mais 4,7 GW e construídos 200 novos parques eólicos, aumentando a geração de energia, capacidade que pode ser até ser triplicada nos próximos anos, dependendo também de uma nova gestão governamental, levando o setor à marca de 17,8 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, este número poderá ser ainda maior. Esperamos que isso realmente se concretize.

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  2. Segundo a ABEEólica, o potencial brasileiro é imenso e sua capacidade pode ser triplicada nos próximos anos. O que até então era considerado um mercado alternativo, hoje se mostra como o melhor dos investimentos em energia, como tem mostrado a virada energética de diversos países. (Vídeo hoje aqui no blog, mostra isso na Alemanha e em Portugal).




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  3. "No Brasil, a água é ainda o principal recurso de geração de eletricidade, mas os ventos já hoje têm capacidade de produção semelhante à usina de Itaipu. A energia gerada pelos ventos tem ganhado força no Brasil. Considerada complementar na matriz de produção elétrica nacional, que conta principalmente com a hidroeletricidade, a geração a partir da fonte eólica já é suficiente para abastecer cerca de 22 milhões de casas por mês no país": comentário feito em um levantamento no site metropoles.com


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  4. "Os prejuízos da estiagem e a morosidade dos governos ampliaram os desafios energéticos brasileiros. Basta ver que a China, fazendo esta opção por energias limpas, está se transformando de maior poluidor em líder em investimentos em energia Eólica e Solar, este precisa ser o novo rumo do Brasil": comentário de Marcos Pereira, economista, que critica por outro lado "a submissão absurda ao petróleo em nosso país com tanto potencial de avanço devido aos recursos da natureza brasileira".



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  5. "A água é o principal recurso utilizado para produzir a eletricidade fornecida para residências, comércios e setor industrial. A energia gerada por recursos hídricos, assim como por outras fontes (eólica, solar, biomassa, gás natural etc.), é transmitida de norte a sul do país": comentário na Agência Brasil sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN).

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  6. "O crescimento da geração elétrica por meio dos ventos conseguiu abastecer 11% de todo o território nacional no mês de setembro de 2017. Esse resultado foi um recorde, efeito do desempenho de 518 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores em operação. Esta deveria ser a prioridade no Brasil, energias limpas e renováveis como a Eólica"; comentário de Ana Duprá, engenheira elétrica, analisando os novos dados da ABEEólica, que estamos divulgando hoje também aqui no blog da ecologia.

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  7. "As fontes eólica e fotovoltaica podem proporcionar segurança energética de forma complementar ao país, principalmente ao Nordeste, que atualmente sofre com déficit na geração de energia hidrelétrica, pois depende dos recursos hídricos do Rio São Francisco": comentário de Juan Verdésio. engenheiro ligado à Universidade de Brasília (UnB) Juan Verdésio, especialista em energias renováveis,

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  8. “O Nordeste é deficitário. Só tem usina no Rio São Francisco e, daqui a algum tempo, não será possível extrair água de lá para gerar energia. Ocorre, atualmente, o encaminhamento da eletricidade da Amazônia e da Região Sul para o Nordeste. Então, a produção Eólica realmente poderá ajudar nesse sentido de dar segurança energética, esta precisa ser a prioridade nos próximos anos": João Batista Santos, de São Paulo, engenheiro pela USP, analisando os novos dados sendo divulgados pela ABEEólica.

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