quarta-feira, 12 de setembro de 2018

EÓLICAS JÁ AVANÇAM MUITO NA ALEMANHA MAS NO BRASIL NEM TANTO APESAR DAS PROMESSAS E DO POTENCIAL MUITO GRANDE NESTE SETOR POR AQUI

As turbinas eólicas já cobrem 40% do consumo atual de eletricidade na Alemanha: no Brasil respondem só por 8,5% da potência instalada no território nacional mesmo com um potencial muito grande por aqui o que também é o caso da energia solar (hoje duas fontes vitais para um desenvolvimento sustentável brasileiro) 



Eólicas: boas para a economia e para a ecologia


Segundo um estudo da Universitat Freiburg, as eólicas vêm sendo fundamentais na política energética alemã, a expectativa lá agora é que essa fonte energética limpa deverá cobrir 65% das necessidades de eletricidade da Alemanha até 2030, lado a lado com um avanço também da energia solar, das hidrelétricas e da biomassa. Em pesquisa que está também sendo divulgada agora aqui em nosso país no site EcoDebate, dois pesquisadores que atuam em parceria, doutores Christopher Jung e Dirk Schindler, ambos da Universitat Freiburg, mostram que será possível cobrir 40% do consumo total de eletricidade por lá apenas com a energia eólica em cerca de uma década, pelo menos até 2030. A realidade no Brasil é outra, apesar dum crescimento nesta década (nesse meio tempo nosso país subiu para o 8º lugar no ranking mundial das eólicas),  esta fonte energética responde só por 8,5% da potência instalada em território nacional e as possibilidades de crescer mais são bem mais modestas, a não ser que a partir de 2019 haja mudanças e e avanços no setor com uma nova gestão  governamental. Neste momento, agora nos meses de agosto e setembro, período que já passou a ser conhecido como a “safra dos ventos”, as usinas eólicas deveriam estar batendo recordes. Agora entre o inverno e a primavera, a ventania ganha ainda mais força nas regiões Nordeste e Sul do país, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos. "Com a expansão de projetos já contratada, as eólicas devem ultrapassar a poluente geração térmica e a biomassa em 2019 ou, no máximo, em 2020”, nos informa Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas, que causam sequelas ambientais e têm acusado uma série de apagões, também devido às secas que aumentam ano a ano. As usinas à biomassa representam fatia de 9,2%, as eólicas hoje são 8,5% da matriz nacional mas com um detalhe: a energia eólica cresce a um ritmo superior em até 20% ao ano, um índice muito acima das demais fontes de energia, inclusive a solar, que também é sustentável e carece também de maiores investimentos ou de prioridade por parte do Governo.  Enfim, a matriz energética ensaia um avanço no Brasil, porém ainda pequeno em relação ao que ocorre por exemplo na Alemanha, onde faz parte das prioridades do planejamento governamental.


Eólicas estão tendo um boom na Alemanha hoje


(Confira na seção de comentários aqui no blog da gente mais informações nesta pauta, tanto em relação ao boom das eólicas na Alemanha, como também a situação crescente desta alternativa energética limpa e renovável no Brasil, que já ensaia o que poderá um dia vir a ser um desenvolvimento sustentável, bom para a economia, para os consumidores também e para a recuperação da ecologia brasileira)




No Brasil a natureza ajuda mas a política atrapalha


Na UE já existem turbinas eólicas de madeira


Fontes: EcoDebate – Universitat Freiburg – EM
            folhaverdenews.blogspot.com


7 comentários:

  1. Temos mais algumas informações sobre as Eólicas tanto na realidade fantástica da Alemanha hoje nesse setor, como detalhes do que ocorre no Brasil, bom de ventos mas mal de gestão política da matriz energética.

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  2. Logo mais, vamos editar comentários sobre este tema de hoje aqui no blog da gente, aguarde e venha conferir: você pode participar, coloque aqui a sua opinião ou se preferir ou precisar mande uma mensagem pro e-mail da redação do nosso blog, mande para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos (como este videoclip ecológico de Vinicius Del Bianco que postamos aqui hoje) ou fotos ou material de informação ou sugestão de matérias você pode enviar diretamente por e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Na Alemanha, para estimar a energia eólica utilizável, os pesquisadores desenvolveram um novo modelo tridimensional. Como base para o seu cálculo, usaram o número de novas instalações em 2017. Se permanecer constante até 2030, a Alemanha pode atingir o valor calculado. A equipe publicou recentemente suas descobertas na revista Energy Conversion and Management. Uma ideia fundamental dos pesquisadores ao desenvolver o modelo foi aumentar a eficiência com a qual a energia eólica é usada. Os cientistas mostram que, em particular, a repotenciação – ou seja, a substituição de plantas velhas e pequenas por outras maiores e mais novas – permite enormes aumentos nos rendimentos de até várias centenas de por cento. Como resultado, o custo de geração de eletricidade, que é criado quando a energia é convertida em eletricidade, pode ser reduzido significativamente a bem também dos consumidores": comentário extraído da matéria do site EcoDebate sobre a expansão das eólicas na Alemanha.

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  5. Jung, C., Schindler, D., Grau, L. 2018. Achieving Germany’s wind energy expansion target with an improved wind turbine siting approach. Energy Conversion and Management 173. DOI: https://doi.org/10.1016/j.enconman.2018.07.090
    Aqui está a fonte de informação para os que quiserem consultar na íntegra a pesquisa desenvolvida agora na Universitat Freiburg.



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  6. "A capacidade instalada no Brasil hoje é suficiente para atender a 22 milhões de residências por mês. Os ventos sopram forte para se transformar na segunda maior fonte geradora de energia do Brasil já a partir do próximo ano, somente atrás da eletricidade que é retirada das turbinas de hidrelétricas. As usinas eólicas, que até meados de 2010 eram vistas como “experimentos” do setor elétrico, entraram de vez para a base de sustentação de abastecimento do país, e menos de uma década depois respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional": comentário sobre o momento da Energia Eólica no Brasil extraído de matéria feita pelo jornal Estado de Minas, site EM.

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  7. "Importantíssima esta postagem por estamos perto duma eleição que pode definir até novos rumos sustentáveis pro Brasil, inclusive em termos de energia, só que concordo com vocês, em nosso país a natureza ajuda mas a política vem atrapalhando o desenvolvimento de verdade": comentário de Pedro Paulo dos Santos, de São Paulo, engenheiro elétrico.

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