terça-feira, 11 de setembro de 2018

O INDIANO JADAY PAYENG DEDICOU TODA A SUA VIDA A TRANSFORMAR UM DESERTO EM FLORESTA E CONSEGUIU

O Homem Floresta plantou uma árvore por dia durante 40 anos virando tema do site Ciclo Vivo e personagem de documentário mundial onde ele personifica todos nós que amamos a ecologia da vida nesta era de violência ambiental

 Onde há 40 anos era só um deserto...

...hoje é a floresta Molai’s Woods


A jornalista Débora Spitzcovsky da revista Superinteressante escreveu com propriedade que "todo homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, mas o indiano Jadav Payeng, apelidado de Molai, caprichou tanto na primeira tarefa que, talvez, tenha permissão para abrir mão das outras duas". É assim que ela começou a contar no Brasil a história do homem que plantou sozinho uma floresta de cerca de 1.400 acres, medida que equivale a 560 hectares ou à área de 800 campos de futebol oficiais. A fantástica história do ecologista que sozinho criou uma florestado tamanho de 800 campos de futebol onde havia só deserto e erosão no nordeste da Índia. Ele virou o documentário Forest Man, dirigido por Will McMaster, que, além de mostrar a saga do indiano para plantar a floresta (hoje batizada de Molai’s Woods), retrata os impactos das mudanças climáticas em outras regiões do planeta, como uma sina da violência da humanidade. (Você já pode acompanhar aqui em nosso blog também este vídeo, OK?)



Molai mostra a grandeza que qualquer um de nós pode ter


Molai nos dá ânimo para ir à luta pela natureza por aqui também no país do desmatamento


Molai virou o Homem Floresta


O plantio começou com um grande objetivo: salvar a Ilha de Majuli, localizada no nordeste da Índia, onde Jaday Molai Payeng morava desde criança. O local estava fadado a desaparecer: considerada a maior ilha fluvial do mundo, Majuli sofria com a erosão do solo, provocada por inundações causadas pelo aquecimento global e desmatamento, chegou a ter mais de 70% de seu território “engolido” pelo rio Brahmaputra. Casas e fazendas tiveram que ser abandonadas e os animais da região começaram a morrer por não ter onde se abrigar do calor excessivo. Diante da situação, Jaday Payeng foi pedir ajuda ao Governo, mas como resposta ouviu que o máximo que cresceria na região seriam bambus. Sem ajuda, ele resolveu salvar a ilha por conta própria. Payeng plantou mudas de diversas espécies em Majuli e, 34 anos depois, já havia uma floresta na Ilha, hoje, 40 anos depois, é lar de animais como elefantes, tigres, rinocerontes e várias espécies de aves que haviam sumido e voltaram, com o reequilíbrio da ecologia que foi conseguido com as árvores e as chuvas. 


Ecologista e tipo um índio contemporâneo


Hoje Payeng vive por ali numa pequena casa que ele mesmo construiu por conta própria tipo uma bioconstrução. Realizado como ser humano, ele tem uma pequena fazenda, onde cultiva alimentos para a sua subsistência. Depois que virou protagonista de cinema, tem sido chamado para dar palestras e é um ídolo das crianças e dos adoilescentes nas escolas indianas desde que foi personagem do vídeo documentário Forest Man, dirigido por Will McMaster, com muito esforço, o fotógrafo e cineasta independente, amante da natureza, conseguiu os recursos graças a um financiamento coletivo na Internet, na plataforma KickStarter. Produzido assim por meio de crowdfunding, o documentário estreou ainda em 2013 e é hoje um clássico na história da ecologia e na cultura da vida. “Payeng é um exemplo fora do comum do que um homem determinado pode fazer pelo meio ambiente mesmo quando os políticos nada fazem”, comentou McMaster numa das reportagens do site Ciclo Vivo. Hoje aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, esta informação chega em boa hora, num país onde os recursos naturais estão sendo cada vez mais destruídos, o que pode acabar com toda nossa vida.


Molai’s Woods


Fontes: ciclovivo.com.br  -  Super.abril.com.br
              folhaverdenews.blogspot.com


8 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção, outras informações sobre este fato e personagem de valor extraordinário, bem como, o contrário disso, o desmatamento que no Brasil cresceu 40% em apenas 12 meses, segundo a recente pesquisa do instituto Amazon.

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  2. Você pode por direto aqui a sua opinião ou se preferir ou precisar, envie a mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania, que aí postamos nesta seção para você participar desta matéria em homenagem a Jaday Payeng, o Molai.

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  3. Vídeos, fotos, material de informação, sugestão de pauta, críticas, você pode também mandar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Eu vi uma projeção deste documentário numa festa do movimento ecológico em São Paulo, onde era o restaurante natural Espade, agora fico feliz de ver esta maravilhosa atitude divulgada pros jovens na web": comentário de Carlos Carvalho, engenheiro de empresa eletrônica.

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  5. "É um exemplo maravilhoso este caso do Homem Folresta mas trazendo pro Brasil o assunto, aqui, não poderemos recuperar áreas desmatadas por este método natural que levou 30, 40, 50 anos, aqui é rombo é muito grande e precisará de investimentos, tecnologia, para reequilibrar regiões inteiras": comentário de Pedro Afonso, engenheiro agrônomo, do Rio de Janeiro, onde atua na região serrana. Eles nos envia um artigo de Roberto Naime neste tema.

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  6. "Os modelos de recuperação de áreas degradadas por desmatamentos ainda não são consensuais entre pesquisadores, autoridades de órgãos ambientais e proprietários. As dificuldades econômicas desse desafio fazem com que algumas recuperações de áreas degradadas sejam complexas": comentário extraído do artigo de Roberto Naime no site se assuntos ambientais brasileiros, EcoDebate.

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  7. "Precisa haver pesquisa científica no desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis para se recuperar as grandes áreas desmatadas. Em geral, os maiores projetos são custeados por concessionárias de água, energia ou rodovias, obrigadas pela legislação ambiental a reparar os danos decorrentes de sua atividade. Existem vários métodos desde a hidrossemeadura, até a dispersão de sementes por aviação agrícola e uma grande quantidade de variações. A SABESP implantou um modelo de módulos bi-específicos, com plantios em sulcos, procurando alias os conceitos de sucessão secundária com a disponibilidade de mudas e incremento contínuo da biodiversidade nos reflorestamentos. Esta metodologia procura facilitar a implantação de recuperações florestais em campo, com redução de custos e aplicabilidade em diferentes sítios e situações sócio-econômicas, enfim, precisamos de mais pesquisa, mais investimentos": comentário extraído de outro trecho do artigo de Roberto Naime, EcoDebate.

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  8. "Quero elogiar aqui o video documentário sobre Malai, o Homem Floresta precisa ser difundido ao máximo num país como o nosso, onde se perdeu certa sensibilidade com a natureza e onde a ecologia está cada vez mais perdida": comentário de Mariana Ferreira Pontes, que é lojista em São Paulo e explica que veio do interior e duma experiência de agricultura familiar de três gerações da sua família.

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