domingo, 9 de setembro de 2018

PROBLEMA BRASILEIRO INVADE O CHILE: SATÉLITE MOSTRA QUEIMADAS DA AMAZÔNIA E DO CERRADO CHEGANDO AOS ANDES

Climatempo mostra que Queimadas que agora estão complicando o meio ambiente e a saúde da população atingem áreas muito distantes do local onde acontecem


GOES-16 detectou mais este problema das queimadas

"A fumaça é transportada por grande parte da América do Sul", informa o instituto meteorológico Climatempo, com base na análise de queimadas na Amazônia e no Cerrado com dados do satélite Goes-16. Por sua vez, estudos avançados divulgados no site Scielo demonstram efeitos deste problema no meio ambiente e na saúde da população, comprovando consequências e sequelas das queimadas e também sugerindo aos governos, além de gestão ambiental, mais pesquisas para determinar com precisão o alcance deste drama do tempo seco que pode ser mais grave do que em geral se fala na mídia. Confira a seguir aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News mais informações que são de grande importância neste final de inverno: a natureza e as pessoas pedem que venham logo a primavera e as chuvas. Se bem que um dos efeitos das queimadas é que elas alteram o ciclo normal das chuvas e portanto de todos os ecossistemas. O problema já virou drama e poderá ser uma tragédia. Cientistas precisam de verbas para mais pesquisas que podem orientar soluções de verdade.


 Nessa época aumentam demais as queimadas sem controle e sem gestão ambiental dos governos

ESTA SITUAÇÃO está levando o centro de pesquisas meteorológicas e climáticas da Unicamp (Cepagri) a fazer uma advertência que inserimos aqui nesta postagem:

UMIDADE RELATIVA DO AR significa, em termos simplificados, quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento com relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. A umidade do ar é mais baixa principalmente agora no final do inverno e inicio da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta:
§  Sempre que chove devido à evaporação que ocorre posteriormente,
§  Em áreas florestadas ou próximas aos rios ou represa,
§  Quando a temperatura diminui (orvalho).
PROBLEMAS DECORRENTES DA BAIXA UMIDADE DO AR
§  Complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;
§  Sangramento pelo nariz;
§  Ressecamento da pele;
§  Irritação dos olhos;
§  Eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos;
§  Aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas
CUIDADOS A SEREM TOMADOS
Entre 20 e 30% - Estado de Atenção
§  Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
§  Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
§  Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
§  Consumir água à vontade.


Entre 12 e 20% - Estado de Alerta
§  Observar as recomendações do estado de atenção
§  Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
§  Evitar aglomerações em ambientes fechados
§  Usar soro fisiológico para olhos e narinas


Abaixo de 12% - Estado de emergência
§  Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
§  Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
§  Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10 e 16 horas
§  Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais,salas de aulas, empresas, apartamentos, todos os ambientes.


Nesta época do ano, o ambiente fica mais seco e mais propício a queimadas no Cerrado e na Amazônia, também nas regiões canavieiras como por aqui, isso, além do fumacê urbano, que já criou o smog, neblina (fog) mais a fumaça (small) dos escapamentos, das chaminés, do fogo em matas em torno das cidades e das estradas. As queimadas são muito comuns no Brasil por diversos motivos: desmatamento para retirada de madeira; práticas primitivas na agricultura; vandalismo e disputas de terra, isso no meio rural, fora as situações que citamos no início deste texto e que ocorrem na áreas urbanas. Isso tudo e não há uma gestão ambiental nem solução sustentável por parte das autoridades que fazem política mas se esquecem da sua função pública. 


 Urgente mais ciência e gestão na solução do problema que já é drama e pode virar tragédia


As queimadas possuem papéis bem distintos e controversos na natureza. Por exemplo, existem diversos estudos que associam essas partículas emitidas pela combustão do solo a diversas doenças respiratórias. Um outro exemplo é a destruição e a alteração de ecossistemas,  que causa impacto na fauna, na flora, na circulação de águas subterrâneas e no microclima da região. Apesar disso, também existem estudos que mostram que algumas das queimadas podem transferir nutrientes entre biomas, como por exemplo, o transporte de nitrogênio e fósforo do Cerrado para a Amazônia, o que é vital para a floresta. Agora vem mais esta constatação negativa: as partículas emitidas em queimadas viajam longas distâncias na atmosfera, atingindo outras regiões, como na imagem do satélite GOES-16 que detecta fumaça originada na Amazônia nos Andes do Chile, imagem captada com apoio da tecnologia da Nasa. Esta imagem, capturada às 9h no horário de Brasília, retrata a fumaça originada nos biomas do norte do Brasil viajando à leste da cordilheira dos Andes, sendo transportada pelos chamados Jatos de Baixos Níveis.


 Um dos efeitos mais nocivos (saúde humana)


Urgente mas pesquisas sobre os efeitos das queimadas - Por sua vez, o site Scielo levanta o fato que já se faz essencial um apoio grande a pesquisadores para dimensionar melhor o problema, não podemos ficar reduzidos às pesquisas realizadas por Radojevic e Hassan (1999) em Brunei Darussalam, nas ilhas Bornéo. Os fatos indicam alguns dos efeitos que as queimadas de florestas desencadeiam além da drástica redução da visibilidade, fechamento de aeroportos e escolas, aumento de acidentes de tráfego, destruição da biota pelo fogo, aumento na incidência de doenças, diminuição da produtividade na população que trabalha em locais poluídos, restrição das atividades de lazer e de trabalho ao ar livre, efeitos psicológicos, danos ecológicos e custos econômicos. Dentre os sintomas de doenças e doenças já observados, infecções do sistema respiratório superior, asma, conjuntivite, bronquite, irritação dos olhos e garganta, tosse, falta de ar, nariz entupido, vermelhidão e alergia na pele, até mesmo maior gravidade detectada por pesquisa pioneira de Radojevic, levando a desordens cardiovasculare, que podem desencadear doenças que levam à morte das vítimas.


 Poluição urbana complica mais o quadro


A escassez de chuvas e o aumento cada vez maior da seca, outra sequela grave demais


Outro efeito grave demais é em termos climáticos porque as partículas em suspensão acabam por interferir no processo de formação de núcleos de condensação, alterando os mecanismos de formação de nuvens e o albedo, algo que altera os processos radiativos e os ciclos hidrológicos nas regiões tropicais. Pesquisas realizadas dentro do projeto SCAR-B indicaram que o raio dos aerossóis emitidos por queimadas teve um aumento de 60% na atmosfera nos três primeiros dias devido à condensação e à coagulação, indicando uma correlação entre núcleos de condensação e as concentrações de fumaça que afetam as propriedades das nuvens. O mesmo experimento demonstrou que as partículas em suspensão da fumaça, abaixo de 4km, faziam uma trajetória que ia da Amazônia para Sul, e em seguida para Leste, deixando o continente nas latitudes 25o S-30o S. Cálculos de transferência de radiação mostraram um decréscimo da absorção da radiação solar  em todo sistema atmosférico de superfície devido aos aerossóis da fumaça. As reduções na incidência da radiação fotossinteticamente ativa na ordem de 20 a 45% foram observadas durante dois meses de queimadas, em comparação a períodos fora da época de queimadas, em várias localidades na parte sul da bacia amazônica. Essas significativas reduções na radiação incidente na superfície devido à grande carga de aerossóis tem ação primária nos ecossistemas sensíveis, em virtude de mudanças no clima, havendo também um risco potencial de alterações na presença de vetores de doenças infecciosas e alterações nas atividades de fotossíntese de cultivos agrícolas que eventualmente podem desencadear efeitos na própria nutrição humana. Isso e mais a questão da escassez de chuvas e de secas crescentes ano a ano. Sem dúvida, um campo muito amplo de efeitos que precisam ser pesquisados com urgência, com certeza, esta deveria ser uma prioridade dos governos, investir em pesquisas e na solução sustentável da questão das queimadas no Brasil. 


A situação já é de emergência socioambiental e também de saúde pública



Fontes: climatempo.com.br - scielo.br
              folhaverdenews.blogspot.com

9 comentários:

  1. Para complementar as informações, abrimos aqui nesta seção, comentários e dados do site de ciência Scielo, enfocando a necessidade de solução deste problema que afeta a saúde da população, o meio ambiente e o ciclo das chuvas, agravando a seca desta época do ano.

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  2. "Os estudos dos efeitos das queimadas para a saúde humana são muito escassos, tanto no Brasil quanto no exterior, em que pese quase toda a literatura que trata das emissões atmosféricas produzidas por queima de biomassa mencionar que elas causam efeitos deletérios à saúde. Tal fato se deve em grande parte à variedade de aspectos envolvidos e à dificuldade em se separar causas isoladas de um determinado efeito. Pesquisas em saúde ambiental são bastante complexas à medida em que a saúde humana depende de uma teia de fatores interligados: exógenos (bióticos e abióticos), endógenos (fisiológicos e anatômicos), comportamentais (psicológicos, sociais e culturais) e da densidade demográfica": comentário de Helena Ribeiro, jornalista do site Scielo.





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  3. "Alguns autores, como Dubos (1961) e Audy (1971), vêm a saúde como um processo contínuo de reação e adaptação, diferentemente da definição adotada pela Organização Mundial da Saúde: "Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças". Para Dubos (1961), "estados de saúde ou doença são a expressão do sucesso ou fracasso experimentado pelo organismo no seu esforço de resposta adaptável aos desafios do meio ambiente". Para Audy (1971) "saúde é a propriedade contínua, potencialmente mensurável, da habilidade de um indivíduo reagir a insultos químicos, ou físicos, ou infecciosos, ou psicológicos, ou sociais".
    No caso das queimadas, estaríamos analisando a influência de fatores exógenos abióticos que poderiam ter um ou mais efeitos diretos, além de desencadear efeitos indiretos, tais como alterações macro e microclimáticas com conseqüências sobre elementos bióticos que, por sua vez, poderiam alterar o equilíbrio saúde/doença numa dada região. Muitos efeitos potenciais para a saúde humana podem resultar direta ou indiretamente das mudanças climáticas. Alterações na prevalência e disseminação de doenças infecciosas, mediadas por processos biológicos, ecológicos, sociais interligados poderiam ter significativo impacto na saúde pública e na sociedade": comentário de um outro repórter do site científico Scielo, João Vicente de Assunção, em matéria que mostra mais verbas para pesquisadores dimensionarem os efeitos das queimadas e a administração pública buscar soluções.

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  4. Logo mais, mais comentários aqui nesta seção, aguarde nossa próxima edição, venha conferir aqui. Você pode também colocar aqui a sua opinião, se preferir ou precisar, mande a sua mensagem pro e-mail da nossa redação do blog que aí postamos para você, mande então para navepad@netsite.com.br

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  6. "Realmente, mais pesquisa, mais informações para que seja possível maior gestão ambiental deste problema que concordo com vocês, já é um drama e poderá virar uma tragédia ainda": comentário de Rita Helena dos Santos Morais, de São Paulo, que faz residência médica após se formar na USP e pretende atuar na área de broncopneumonia, "porque será uma forma também de lutar contra os efeitos da poluição do ar".

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  7. "O Cepagri-Unicamp está alertando sobre o recorde de baixa umidade do ar no centro do país, em várias regiões do interior, o excessivo ar seco deveria levar a um decreto de estado de emergência, isso tem a ver com desmatamento, queimadas, seca, com essa matéria de vocês": comentário de Lúcia Mendes, de Campinas, professora da Matemática na rede pública.

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  8. "Por aqui entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro a umidade relativa do ar não está tão baixa, abaixa mais hoje no norte de Minas, não chega aos índices de Mato Grosso e de Goiás, que são de emergência, de toda forma temos que alertar sobre a situação": comentário do nosso editor de conteúdo deste blog, após verificar advertência do Cepagri Unicamp e os índices de umidade no Climatemnpo.

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  9. "Níveis de umidade do ar extremamente baixos, menores do que 20%, voltaram a ser observados em área do oeste e norte de São Paulo e de Minas Gerais na tarde desta segunda-feira, 10 de setembro. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 11% em Votuporanga (SP), 12% em Jales (SP), Uberlândia (MG) e em Ituiutaba (MG), 13% em Valparaíso (SP), Pirapora (MG) e Conceição das Alagoas (MG)": comentário sobre a baixa umidade do site Terra, sobre macrorregião do interior.

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