quinta-feira, 18 de outubro de 2018

ECONOMISTAS ELOGIAM PROGRAMA "CHILE CRESCE" E AO MESMO TEMPO CRITICAM FALTA DE INVESTIMENTOS NA FORMAÇÃO E NA EVOLUÇÃO DO TRABALHADOR NO BRASIL E EM QUASE TODA AMÉRICA LATINA

O jornal e site El Pais da Espanha está debatendo uma  avaliação feita pelo Banco Mundial em vários países (e também no Brasil) sobre a questão dos empregos, da automação, da inovação e especialmente na falta de investimentos sociais e nos futuros trabalhadores


 Este relatório WDR 2019 precisa ser debatido


Automação e inovação são dois desafios mas não são os únicos: a maior parte dos países precisa urgente de melhor condições de saúde, educação, proteção social e acesso às novas tecnologias para preparar os jovens à realidade atual e ampliar os empregos do futuro. A tecnologia não está apenas mudando a maneira como trabalhamos, mas as condições laborais como um todo. Muitos empregos de hoje não existirão no futuro e a maioria das crianças que atualmente estudam no ensino fundamental trabalharão em áreas que ainda nem sequer foram criadas, urgente de acordo com especialistas é se criar uma nova estrutura no setor, segundo o novo Relatório do Desenvolvimento Global, que tem por título A Natureza Mutável do Trabalho, o programa WDR 2019 do Banco Mundial.


Brasil precisa enfrentar a situação mutável do trabalho hoje em dia


Para mudar a atual estrutura e evitar um caos no mercado de trabalho, é preciso que os governos ofereçam alguns benefícios (condições de saúde, educação, acesso a novas tecnologias, proteção social), no entanto, isso custa caro e exige novas fontes de receita (mais impostos?). Outra questão debatida é a natureza cada vez mais digital e global dos negócios que criam inúmeras oportunidades para a evasão fiscal e aí o dinheiro que não entra para o governo é o que falta para a nova geração dos trabalhadores, Pelo que indica o relatório, não serão fáceis os próximos anos, como se pode ver na leitura completa dos sete capítulos. Há porém uma ou outra boa notícia em alguns países, inclusive os da América Latina e Caribe (não no Brasil), iniciativas inspiradoras, seja pelo sucesso obtido, seja pelas lições geradas ou pelo potencial de mudar a situação. O relatório menciona, por exemplo, o programa Chile, Cresce Contigo, que integra os novos trabalhadores a serviços de saúde, educação, bem-estar e proteção social. Até o primeiro contato da criança com o projeto ocorre ainda no útero, durante a primeira consulta pré-natal da mãe.


Ousadia, inovação e o lado social são básicos



WDR 2019 destaca o novo conceito de Capital Humano






Para a força de trabalho em todo país hoje se adaptar às tecnologias do futuro, necessita melhor saúde, educação, acesso à proteção social e novas tecnologias, repete várias vezes este Relatório de Desenvolvimento Global. “O Capital Humano consiste no conhecimento, nas habilidades e na saúde que as pessoas acumulam ao longo da vida,  se capacitando assim para realizar seu potencial como membros produtivos da sociedade”, define o WDR 2019. O documento enfatiza a importância desse conceito para o mercado de trabalho do futuro próximo, “que será marcado pela batalha entre automação e inovação”. Ou seja, para que os trabalhadores demitidos pela automação tenham acesso aos empregos gerados pela inovação (pesquisa, design, gerenciamento de equipes, entre outros), precisarão ter melhor saúde e educação. Do contrário, a produtividade dos cidadãos e a dos seus países ficará totalmente prejudicada. A formação de Capital Humano começa quando a pessoa ainda está na barriga da mãe; daí a importância de assegurar nutrição de qualidade desde cedo. Continua quando se dá à criança acesso a creches, cuidados preventivos e de assistência médica, odontológica, saneamento básico e outros benefícios básicos. Cada dólar investido em programas de qualidade na primeira infância gera um retorno entre 6 e 7 dólares. Esta recomendação está sendo feita para 157 países (onde a situação do mercado de trabalho foi avaliada por uma equipe de especialistas do Banco Mundial), sendo que o Brasil está em meio aquele tipo de país que menos investe no Capital Humano. Esta questão que é fundamental para uma economia mais humanizada hoje e mais adaptada às condições da realidade atual tem que ser levada em conta pelas autoridades governamentais para os trabalhadores, principalmente os da nova geração, superarem os desafios de agora e o país suplantar a crise econômica, avançando a condição humana de vida do povo e a própria cidadania brasileira. 


Mercado de trabalho em mutação

(Confira na seção de comentários deste nosso blog mais detalhes sobre estas informações e questionamentos que são essenciais hoje em dia e que não conta ainda com políticas públicas no Brasil capazes de mudar e de avançar o mercado de trabalho e a condição de vida da população)


O Senac é um programa exceção no Brasil


Fontes: brasil.elpais.com
             folhaverdenews.blogspot.com


7 comentários:

  1. Para explicar melhor os dados do relatório WDR, existe o Projeto Capital Humano, que busca incentivar os governos a investir mais intensivamente na formação dos trabalhadores do futuro. A iniciativa tem três componentes: 1) O Índice de Capital Humano, que avalia 157 países; 2) um programa de medição e pesquisa para inspirar ação política; e 3) um programa de apoio a estratégias nacionais para acelerar o investimento em capital humano. Este tema está também no vídeo postado hoje aqui em nossa webpágina, confira.

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  2. "O Índice de Capital Humano dá a cada país uma pontuação que varia entre 0 e 1, mostrando o quanto falta para a população obter educação completa e saúde total. São levados em conta indicadores como sobrevivência, aprendizado e saúde, que têm fortes ligações com a produtividade. Em um país que tenha pontuação de 0,60, a produtividade (como futuro trabalhador) de uma criança nascida hoje será 40% menor do que o possível caso ela tivesse educação e saúde de qualidade": comentário extraído do debate no jornal e site El Pais sobre o novo relatório a respeito de mercado de trabalho do Banco Mundial.

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  3. Logo mais aqui nesta seção mais informações e também mensagens sobre este tema d economia, condição de vida e cidadania: você pode por aqui sua opinião ou informação ou se preferir ou precisar, mande sua mensagem pro e-mail da redação do blog que a gente posta para você, mande então para navepad@netsite.com.br

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  5. "Acompanhei na FGV uma palestra explicando que conteúdos como trabalho em equipe, liderança, empatia e resolução de conflitos não entram no cálculo do Índice de Capital Humano, mas serão fundamentais para o trabalhador do futuro. Desde 2001, a oferta de emprego em ocupações com habilidades assim aumentou de 19% para 23% nas economias emergentes e de 33% para 41% nas economias desenvolvidas, o Brasil não está no meio deste caminho ainda": comentário de Wagner Santos, estudante de Economia na Unesp, que nos envia material sobre investimentos sociais nos trabalhadores do futuro. A gente agradece e vamos sim divulgar seu texto.

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  6. “Capital humano consiste no conhecimento, nas habilidades e na saúde que as pessoas acumulam ao longo da vida, capacitando-as a realizar seu potencial como membros produtivos da sociedade”: comentário do relatório WDR 2019: o documento enfatiza a importância desse conceito para o mercado de trabalho do futuro, “que será marcado pela batalha entre automação e inovação”.

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  7. "Para que os trabalhadores demitidos pela automação tenham acesso aos empregos gerados pela inovação (pesquisa, design, gerenciamento de equipes etc.), precisarão ter melhor saúde e educação. Do contrário, a produtividade dos cidadãos e seus países ficará prejudicada": comentário também de Wagner Santos, estudante de Economia na Unesp, no material que nos enviou sobre Capital Humano.

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