sexta-feira, 5 de outubro de 2018

EM BUSCA DA NÃO VIOLÊNCIA PRÊMIO NOBEL DA PAZ AGORA EM 2018 ESTIMULA A LUTA CONTRA FORMAS VIOLENTAS NA REALIDADE DE AGORA OU CONTRA AS TENDÊNCIAS DE COMPORTAMENTO DESUMANO NAS GUERRAS

O Nobel de 2018 para Nadia Murad e Denis Mukwege tem um sentido bem positivo pro avanço da não violência no dia a dia da vida também aqui no país e em todo o planeta sofrendo hoje uma onda de várias formas de agressões que contrariam a essência do ser humano: um prêmio que sinaliza a urgência de mudar e de avançar a realidade



Os dois laureados com o Nobel da Paz...

...ambos lutam contra a violência da vida


O Diário de Notícias online em Portugal, o DN, faz um resumo interessante do Prêmio Nobel da Paz de 2018 que foi atribuído a um médico congolês e à um sobrevivente Yazidi pelos esforços para acabar com a violência sexual como uma arma de guerra, como uma forma de estimular a não violência natural dos homens e das mulheres, que nasceram com o dom da inteligência para buscar a ecologia humana, porém, cada vez mais na atualidade fatos e a cultura de consumo levam à tendência de contradizer este conteúdo positivo do ser humano. Este é o sentido maior desta premiação, segundo analisa aqui no nosso blog Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. Resumimos a seguir os principais dados e informações sobre o Nobel da Paz 2018 que premiou Denis Mukwege e Nadia Murad, confira a seguir mais sobre este acontecimento a bem da cultura da vida. 



Dirigentes do comitê do Nobel da Paz na Noruega



O médico Denis Mukwege tem dedicado sua vida à defesa de vítimas de violência sexual em situação de guerra no Congo. A Yazidi Nadia Murad foi uma das milhares de vítimas de violência sexual, conseguiu fugir e contar a sua história e a de muitos outros que não tiveram a mesma sorte. Agora, ambos foram premiados com o Nobel da Paz e como informou o Comitê Norueguês desta importante premiação mundial, "a escolha dos dois se deve aos esforços de ambos, cada uma à sua maneira, para acabar com a violência sexual que é uma prática usada como uma arma de guerra. Os dois laureados vêm lutando contra este crime de guerra, que mostra bem o grau de violência da realidade atualmente". 


Watch the moment the 2018 Nobel Peace Prize is announced. Presented by Berit Reiss-Andersen, Chair of the Norwegian Nobel Committee.



 O  médico Nobel da Paz  dedica sua vida no Congo a esta causa diante da violência da guerra




O médico congolês Denis Mukwege passou grande parte da sua vida adulta a ajudar milhares de vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Ele é um símbolo importante e unificador, tanto nacional como internacionalmente, da luta para acabar com esta forma de violência na guerra e nos conflitos armados. O seu princípio básico: a justiça é um assunto de todos. Homens e mulheres, oficiais e soldados, autoridades locais, nacionais e internacionais, todos partilham a responsabilidade de denunciar e combater esse tipo de crime de guerra que numa palavra é desumano. "A importância dos esforços duradouros, dedicados e abnegados do Dr. Mukwege nesse campo não pode ser esquecida. Condenou repetidamente a impunidade por violações em massa e criticou o governo congolês e de outros países por não fazerem o suficiente para impedir o uso da violência sexual contra as mulheres como estratégia e arma de guerra", anunciou a presidente do Comité do Prêmio Nobel, Berit Reiss-Andersen. Em 2014, Mukwege já havia recebido o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu. Nesta ocasião, este médico ginecologista escreveu: "Os corpos destas mulheres vítimas se tornaram campos de batalha". 



The physician Denis Mukwege, awarded the Nobel Peace Prize, has spent large parts of his adult life helping the victims of sexual violence in the Democratic Republic of Congo. Dr. Mukwege and his staff have treated thousands of patients who have fallen victim to such assaults.

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 Nadia Murad sobreviveu para mudar a história
   
  
Também Nadia Murad já havia ganhado em 2016 este prêmio do Parlamento Europeu, lado a lado com uma outra ativista da mesma causa, Lamiya Aji Bashar. Elas fazem parte dum grupo de 3 mil jovens e mulheres Yazidis, vítimas deste tipo de violação, bem como de outros abusos por conta do Estado Islâmico no Iraque. Os abusos sexuais foram sistemáticos e fizeram parte de uma estratégia militar como uma arma na luta contra a minoria dos Yazidis, estratégia que foi também usada para dizimar outros inimigos religiosos.


Nadia Murad, awarded the 2018 Nobel Peace Prize, is the witness who tells of the abuses perpetrated against herself and others. She has shown uncommon courage in recounting her own sufferings and speaking up on behalf of other victims.


"Em agosto de 2014, o Estado Islâmico lançou um ataque brutal e sistemático contra as aldeias do distrito de Sinjar, com o objetivo de exterminar a população Yazidi, sendo que na aldeia de Nadia Murad, várias centenas de pessoas foram massacradas. As mulheres mais jovens, incluindo crianças menores de idade, foram raptadas e mantidas como escravas sexuais. Enquanto cativa do EI, Nadia Murad foi repetidamente submetida a violações e outros abusos. Os seus agressores ameaçaram executá-la se ela não se convertesse a esta versão de ódio e de desumanidade, que não tem a ver com os verdadeiros fundamentos do Islã. Isso é o que foi dito, em suma, pela presidente do Comité, Berit Reiss-Andersen, durante o anúncio dos vencedores do Nobel da Paz. Ao fim de três meses, Murad conseguiu fugir e contou ao mundo o horror que viveu e testemunhou. Em 2016 foi nomeada embaixadora da boa vontade para a dignidade dos sobreviventes de tráfico humano das Nações Unidas.



Em várias regiões do planeta manifestações pela não violência e pela paz aumentam contra a onda de agressões

Até por aqui existe a guerra entre a violência e a paz


(Confira na seção de comentários deste blog mais alguns detalhes que explicam o Nobel da Paz deste ano)

O Estado Islâmico (EI)  é apenas um dos focos da violência na realidade hoje em dia

Fontes: DN - Diario de Noticias Portugal - Reuters
              folhaverdenews.blogspot.com


4 comentários:

  1. Mukwege e Murad também atuam via a organização não-governamental Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês).

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  2. Ao longo da história, o Prémio Nobel da Paz foi atribuído a personalidades como Martin Luther King, Nelson Mandela, Mikhail Gorbachev, Madre Teresa de Calcutá ou Willy Brandt.
    Em alguns casos, as decisões do Comité Norueguês do Nobel criaram controvérsia. Por exemplo, ao distinguir o norte-americano Henry Kissinger e o vietnamita Le Duc Tho, em 1973, por terem negociado um armistício na guerra do Vietname; em 1994, ao laurear Yasser Arafat, Shimon Peres e Yitzhak Rabin pelos esforços em alcançar a paz no Oriente Médio; em 2009, por distinguir Barack Obama quando o presidente norte-americano estava no início do primeiro mandato; ou em retrospetiva por não tirar o prêmio à líder birmanesa Aung San Suu Kyi, tendo em conta a perseguição ao povo Rohingya. Mas mesmo com tantas polêmicas, com certeza é muito grande e expressivo o valor do Prêmio Nobel da Paz, outorgado todo ano na Noruega.

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  3. "Por vontade de Alfred Nobel, o Nobel da Paz existe desde 1901, mas nem sempre foi atribuído. Nos anos das guerras mundiais, por exemplo, mas também nos anos 20, por três vezes, ou nos anos 60, por duas ocasiões. A última vez que o Comité Norueguês do Nobel deixou o papel em branco foi em 1972. Das 98 vezes que tinha sido atribuído, o Nobel da Paz distinguiu 104 pessoas e 24 organizações. O Comité Internacional da Cruz Vermelha é o recordista, tendo recebido esta premiação três vezes (1917, 1944 e 1963). O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados foi distinguido duas vezes, em 1954 e 1981": comentário extraído da matéria especial feita pelo DN, Diário de Notícias online de Portugal.

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  4. "A premiação da Paz é o único Prêmio Nobel anunciado em Oslo. Cabe ao Comité Norueguês, constituído por cinco elementos, tomar a decisão. A seleção é feita em primeira instância após receberem nomeações por parte de antigos Prémios Nobel da Paz, deputados, ministros, chefes de Estado, professores universitários e líderes da não violência de todo o mundo": comentário também no especial do DN, base de nossa matéria hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania.

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