quinta-feira, 25 de outubro de 2018

JÁ FOI CRIADA UMA ALTERNATIVA DE EMERGÊNCIA PELO IPCC NO MUNDO E NO BRASIL AS METAS PARA CONTER O CAOS DO CLIMA E DO AMBIENTE ESTÃO AINDA DEFASADAS

Novo relatório do IPCC da ONU (grupo avançado de cientistas de vários países para conter as mudanças climáticas) ele já fez agora uma avaliação negativa sobre metas do clima e do meio ambiente que precisam ser reequilibrados, sendo que em nosso país a situação já é dramática, alertam matérias da revista Veja e da Agência Brasil que estão dimensionando o desafio como monstro  (aliás, esse tem sido o principal tema do nosso blog em 2018 que vai à luta por uma gestão ambiental no país)


Para exemplificar o que rola no Brasil todo no Distrito Federal houve um aumento de quase 2 graus centígrados na temperatura média nas últimas décadas


“O melhor já é péssimo” define reportagem de Jennifer Ann Thomas na revista Veja desta semana, enquanto que na Agência Brasil Débora Brito mostra em detalhes as dificuldades crescentes na área ambiental neste país ruralista.  O mais novo relatório do IPCC da ONU (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) já fala em grande dificuldade para o planeta cumprir a meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus centígrados até o fim deste século, como estabeleceu o Acordo de Paris, assinado há algum tempo por quase 200 países, durante a Conferência das Partes para o Clima. De 2015 até agora o que realmente foi feito? Essa é a questão nº 1 da atualidade. 


 Há um consenso entre cientistas de todos os países que o reflorestamento e a revalorização das matas nativas é o caminho mais rápido para uma recuperação da ecologia perdida no país e no planeta

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Em nível global, o documento de 16 de outubro do IPCC mostra que há uma tendência de aumento das temperaturas acima da medida e as consequências serão extremas se os países não acelerarem providências para cumprir acordos internacionais de redução das emissões de carbono e de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, o que inclui mudar e avançar a estrutura energética também por aqui no Brasil, submisso demais ao petróleo, aos combustíveis fósseis e sofrendo a crônica falta de gestão ambiental, deveria estar bem mais acelerada a implantação de formas de energia limpa como a Solar e a Eólica. “Uma das coisas é que, para se chegar a a um aumento no máximo de 1,5°C, o nível de emissões negativas é extremamente elevado, como reflorestar uma extensão territorial do tamanho dos Estados Unidos. O desafio de não ultrapassar 1,5°C é muito difícil de ser alcançado no estágio da tecnologia hoje e da forma como o desenvolvimento econômico está ocorrendo no âmbito internacional, controlar isto é o horizonte que tem que ser levado em conta”, comenta Alfredo Sirkis, coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.


O próprio clima no Brasil já faz um alerta máximo
 

Não só no Brasil já se sente no dia a dia um aumento monstro da temperatura

O pesquisador Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, acrescenta que com os resultados do novo relatório do IPCC já é possível afirmar que o ganho que alguns setores têm, como a indústria do petróleo e do carvão, não compensarão os prejuízos e os custos que a humanidade terá que arcar com os efeitos do aquecimento global:  “O que está no relatório é um alerta enorme, se não acelerarmos a ação de reequilíbrio do clima, os impactos para todas as regiões do mundo irão ser extremamente severos para as pessoas, os ecossistemas e para a economia de países, cidades e regiões. Seja em nível local ou global, a mensagem é essa: ou a gente acelera a ação climática ou o preço de fazer menos que o necessário ou não fazer nada será altíssimo”.

Urgente energias limpas e toda uma nova estrutura energética

Comparado a outras medidas de mitigação do aumento da temperatura, o reflorestamento é apontado como o mais eficaz para produzir emissões negativas em grande escala, afirmam em consenso os cientistas. No caso do Brasil, o país é privilegiado por ter grandes áreas com potencial para desenvolver diferentes iniciativas de redução das emissões, como a agricultura de carbono, que recupera pastagens que que pode promover plantio direto com desenvolvimento econômico: “São coisas que o Brasil teria uma condição favorável, por outro lado nós para isso temos que melhorar a eficiência energética dos nossos veículos, utilizar mais os biocombustíveis e começar a eletrificar a nossa frota de transporte”, argumenta Alfredo Sirkis, ecologista e coordenador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. 

 Os elétricos já estão no automobilismo com a Green Team e precisam invadir urgentemente as nossas rodovias e as nossas cidades

“Em geral, os ambientalistas apontam o reflorestamento como a medida mais eficaz para redução líquida de emissões”, informa Marcelo Camargo em uma notícia na Agência Brasil.  Na Revista Veja, o subtítulo da matéria sobre este assunto urgente vai ao ponto: “O clima pede socorro e alguns dos cientistas mais notáveis via o IPCC da ONU sugerem frear o aquecimento global para evitar uma catástrofe em toda a Terra como nunca visto". 


A poluição do ar hoje mata por ano cerca de 6 milhões de pessoas em todo o planeta



(Confira mais dados, informações e opiniões especializadas sobre fatos ou iniciativas no planeta e no Brasil em nossa seção de comentários mais tarde aqui no blog a ecologia e da cidadania, OK? A pauta é: o que está sendo feito para evitar o caos do clima e do ambiente?) 

O alerta máximo dos cientistas do IPCC será ouvido pelos governos?


Fontes: IPCC da Organização das Nações Unidas/Veja/Agência Brasil
               folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. Aguarde logo mais a edição de comentários que vão dar mais dados e maiores informações sobre a luta contra o caos do clima e do ambiente...

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  2. "O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas entregou à Presidência da República sugestões de medidas para que o Brasil cumpra as metas assumidas no Acordo de Paris. O próximo passo é uma reunião com representantes de sete ministérios para levantar o que pode ser feito no âmbito de cada pasta. Além disso, o governo encomendou estudo ao Fórum com medidas a serem tomadas para que o país consiga zerar as emissões líquidas de gases até 2060. A curto prazo não se fala em investimento maior em reflorestamento, algo que é um consenso entre os cientistas do IPCC para se diminuir os riscos de caos climático e ambiental": comentário extraído da matéria da Agência Brasil, feita por Débora Brito.

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  3. "Ambientalistas em geral acreditam que este novo relatório do IPCC pode dar um norte científico para os países ajustarem suas metas e impulsionar a adoção de medidas mais estratégicas e urgentes. Há expectativa de alinhamento também em torno da próxima Conferência das Partes (COP 24), que será realizada em dezembro próximo, na Polônia": comentário da matéria neste tema na BBC.

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  4. “A COP da Polônia (conferência marcada para dezembro de 2018) vai ser importante para definir alguns critérios e o mapa do caminho para o cumprimento do Acordo de Paris. A expectativa em torno dessa reunião é que fique mais claro para os países o que eles têm de fazer, qual vai ser a contabilidade, as regras para monitoramento das diversas metas que foram apresentadas e tentar unificá-las para um acompanhamento global”: COMENTÁRIO DE André Guimarães, diretor executivo do Instituo de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).



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  5. "Os efeitos do aquecimento global já podem ser vistos e sentidos em diferentes aspectos em todas as regiões do país. Um dos aspectos mais marcantes é o aumento do calor em períodos do ano que costumavam ter temperaturas mais amenas, como foi percebido na chegada da primavera em setembro. Na capital do país, por exemplo, os diagnósticos e projeções de meteorologistas sobre a variabilidade climática na região Centro-Oeste apontam que a temperatura segue em uma tendência crescente desde a década de 60. Estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sobre os índices de monitoramento e detecção da mudança climática para o Distrito Federal e entorno, mostra que a temperatura mínima média entre os anos de 1961 e 2012 apresentou aumentou de 1,85ºC ao longo da série histórica. Já a variação da temperatura máxima registrada foi 0,85% no período estudado até 2012": comentário extraído do noticiário da Agência Brasil.


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  6. "Levantamento do Inmet estima que no período de 2011-2040, os aumentos de temperatura variarão desde 1°C a cerca de 3°C. Para o final do século 21, o aumento de emissão de gás carbônico equivalente pode levar o aquecimento do clima variar de 2ºC a cerca de 6ºC na região": comentário de Marcos Passos, geógrafo pela Unesp.

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  7. "A temperatura média anual do Brasil registrada por pesquisadores estrangeiros entre 1980 e 2010 foi de 21°C. Se os níveis atuais de emissão de carbono não forem reduzidos, a projeção é que a temperatura média suba para 22 graus a partir de 2020, podendo chegar a 24 graus no fim do século, a partir de 2080, quando então já será meio caótico para as plantações, os animais, a natureza, as águas e as próprias pessoas": comentário também de Marcos Passos, Geógrafo pela Unesp de Araraquara (SP).

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  8. "A estimativa do Climate Impact Lab, formado por um grupo de cientistas, economistas e analistas de dados de uma consultoria de pesquisa e políticas públicas, em parceira com as universidades de Chicago, Rutgers e da Califórnia indica projeções que variam de acordo com a região, mas, de uma forma geral, apontam para elevação em quase todos os países da temperatura acima das metas do Acordo de Paris": comentário em matéria sobre novo relatório do IPCC no site das Nações Unidas.

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  9. “Temos que parar com essa perspectiva de que mudanças climáticas é algo de futuro. O impacto sobre o nosso dia a dia já é muito grande nas gerações presentes, e as gerações futuras vão pagar um preço altíssimo, com um clima muito mais hostil”: comentário de Carlos Rittl, do Observatório do Clima.

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