terça-feira, 23 de outubro de 2018

JOVEM RAPPER USA MÚSICA E POESIA NOS ESTADOS UNIDOS PARA COMBATER O BULLYING OU A INTOLERÂNCIA E TABUS QUE LEVAM À VIOLÊNCIA HOJE EM DIA

Robdarius Brown aos 18 anos já tem a sua luta cultural reconhecida e apoiada pela ONU nos States e já começa a ser ouvido também por aqui e por todo o planeta como uma voz da ecologia humana


Roben X tem a ONU como aliada da sua luta cultural


Brown nasceu com albinismo oculocutâneo, uma condição genética rara e não contagiosa que, mais comumente, resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos e assim Robdarius Brown, o Roben X, conhece a solidão. Ele nasceu há 18 anos, filho de pais amorosos, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos. Sua família nunca o tratou de forma diferente. A realidade da vida porém não foi tão gentil. O problema deste garoto é comum também por aqui no Brasil em famílias de imigrantes italianos ou espanhóis ou de origem afrobrasileira. O albinismo tem sido visto como tabu ou provocado bullying tal como aconteceu com este jovem músico do Tennessee.


 Em algumas comunidades albinos sofrem mais riscos de morte e de vida


Brown nasceu com albinismo que resulta na falta de pigmentação no cabelo, na pele e nos olhos. Ele conta que o sol machuca seus olhos, dificultando a visão; que a sua pele muito branca o incomoda, ele até nem faz proteção para o sol mas um dia de praia o queima; ele vive com medo de câncer de pele. Sofreu muito  bullying durante muito tempo e se sentiu triste durante maior parte de sua infância devido a isso. Brown foi entrevistado por uma emissora de TV em sua cidade natal sobre seu amor pela música e sobre os ataques de bullying que sofria por conta de seu albinismo. Ele queria compartilhar sua história com o mundo. Acabou de se formar no Ensino Médio e agora está mais tranquilo, encontrou seu espaço, é um artista de telento, modelo e ativista sobre albinismo e contra todo tipo de  bullying: "O que me fez falar pelos jovens e por pessoas com albinismo foi tentar dar a eles alguém para se mirar caso precisassem de uma direção ou ajuda. Eu queria mesmo fazer a diferença, porque sei como é estar sozinho ou sentir que você é a única pessoa no mundo ou na sala, mesmo quando está cercado por uma multidão”, desabafou Roben X. 

 
Roben X usa a música e a poesia contra a violência


Agora já há até modelos albinos para quebrar os tabus

Na natureza até entre animais há os albinos

A música é parte essencial na vida de Brown. Quando era mais novo, ouvir música era uma forma de aliviar a dor. Ele diz que ter se  desenvolvido  em música e se tornado um rapper o ajudou a ganhar autoconfiança e, por sua vez, fazer o bem e conquistar amigos. “Eu me conectei com canções que me ajudaram durante minhas dificuldades que outras pessoas também têm por razões diferentes das minhas". 



 Confira estas informações

 O albinismo acaba por unir raças e etnias


Brown frequentemente visita escolas para dar palestras motivacionais contra bullying para jovens estudantes. Durante estes encontros, também tenta informar pessoas sobre o albinismo. Confira a seguir aqui mesmo no blog da gente mais detalhes sobre a luta musical de Roben X e sobre a questão do albinismo ou do bullying, aqui, comentários sobre uma das mais agressivas formas de violência social hoje em dia, seja nos States, por aqui ou em qualquer lugar do mundo. 

Roben X  cantando não se sente mais sozinho na sala e no mundo
Hermeto Pascoal, um albino brasileiro sucesso no som instrumental


 Fontes: nacoesunidas.org.br
              whynotsee.com
              folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. “Enquanto eu estava falando em uma das escolas, uma jovem me perguntou se eu me identificava como branco ou negro. Disse simplesmente: ‘chocolate branco’. Sinto que isto não deveria importar. Me identifico como afro-americano, mas todos somos parte da mesma raça, a raça humana”: comentário com um toque de humor de Riben X no site whynotsee.

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  2. "Compartilho muitos dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos neste ano. Como o Artigo 19, que fala sobre todos terem liberdade para se expressar. Eu concordo firmemente com isso, embora tenha havido vezes neste país em que isso foi jogado pela janela, mas não muda o fato de que concordo”: comentário de Robben X em matéria do site da ONU.

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  3. Em 2015, Brown já havia mostrado seu comprometimento com os valores da Declaração Universal ao se tornar um defensor do albinismo para a ONU. Ele foi parte de uma campanha de conscientização sobre direitos de pessoas com albinismo pelo mundo. Para Brown, a mudança começa com a pessoa mesmo. “Para mudar sua comunidade e para mudar seus colegas, você precisa ter aquela energia que irá mostrar para as pessoas que: ‘ok, esta pessoa está tentando sair da lama, está tentando ir além’”, diz. “Eventualmente, pessoas irão se juntar à sua causa porque veem que você é apaixonado. Você pode criar esta imagem para elas”.



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  4. "Bullying, preconceito, tabu e olhares atentos, os desafios diários de um albino são muitos e constantes": comentário de
    Marcelo Grein, curitibano de 33 anos, compartilha com o Viver Bem do site Gazeta do Povo como é sua vida com albinismo, suas rotinas e desafios, que não são poucos.



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  5. "O dia 13 de junho é lembrado como o Dia Internacional da Conscientização do Albinismo, data oficializada pelas Nações Unidas": comentário de Júlio Oliveira que é albino, diz "eu me sentia um ET até tomar esta consciência maias ampla". Ela atua em São Paulo, na construção civil enquanto estuda ainda Engenharia.

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  6. Logo mais, mais comentários e informações, você pode por aqui sua mensagem ou se preferir, enviá-la para a redação do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  8. "Os sinais do albinismo variam entre as pessoas, conforme me explicou Camila Scharf, médica dermatologista, devido aos diferentes tipos da condição, que variam conforme o grau da mutação. O albinismo é considerado uma alteração genética que leva ao prejuízo na produção da melanina – e como a substância está presente na pele, olhos e cabelos, essas estruturas podem sofrer alterações entre os albinos. Mas são parte da natureza e da minha vida": comentário de Marcelo Grein, 33 anos, de Curitiba, Paraná, que faz um trabalho tipo o de Roben X no jornalismo de Viver Bem, Gazeta do Povo.

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