quarta-feira, 31 de outubro de 2018

ÚLTIMA ECOLOGIA DO BRASIL É VITAL PARA NOSSA POPULAÇÃO E TAMBÉM PARA TODO O PLANETA: O ÚNICO LADO POSITIVO DESTA TRAGÉDIA É QUE A NOSSA LUTA AMBIENTAL BRASILEIRA TERÁ APOIO INTERNACIONAL

O Brasil e a América Latina perderam mais de 80% e no total a Terra perdeu 60% de sua natureza somente nas últimas 4 décadas: além da extinção de muitas espécies selvagens e nativas o novo relatório da WWF (destacado também pelo G1 em nosso país) alerta que a perda da biodiversidade influi na saúde pública, em toda a economia e em toda a realidade atual da vida



Perda envolve também águas que são essenciais para a agricultura, a economia e para toda a ecologia


A pesquisa do Fundo Mundial da Natureza também está mostrando  por exemplo que 90% das aves têm plástico no estômago. Todo o levantamento foi baseado no estudo de 16.700 populações de 4 mil espécies em todas as regiões do planeta e este relatório é um alerta sobre o próprio futuro da vida e da própria humanidade, que não sobreviverá sem os recursos naturais. Este documento que está sendo divulgado.pelo pelo WWF indica que o estilo de vida ou o sistema de civilização também agora na sociedade global e de consumo dos humanos tem impactado diretamente os ecossistemas e a vida selvagem do planeta. No caso do Brasil, da América Latina e do Caribe, os números são ainda mais alarmantes, 89% da última ecologia por aqui foi ampla e profundamente destruída durante pouco mais de 4 décadas, confira o vídeo em nosso blog que dá mais detalhes desta informação


Relatório 2018 trágico para muitas espécies brasileiras



"Numa história de muitos anos de destruição e num momento em que o Brasil prioriza mais as metas ruralistas e até planeja extinguir o ministério do Meio Ambiente (a ser absorvido pelo ministério da Agricultura, segundo antecipa o novo Presidente da República), os dados deste relatório ganham mais importância", comenta por aqui no blog da gente nosso editor o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Em meio a esta tragédia de destruição de todo o equilíbrio da natureza, existe um único lado positivo, haverá com certeza pressão do mercado e de entidades no âmbito internacional para que haja mudanças e avanços aqui na realidade brasileira, onde os interesses do agronegócio diretamente ligado às empresas multinacionais de agrotóxicos também, podem pretender submeter a nossa última ecologia à política, comprometendo ainda mais os recursos naturais brasileiros". O repórter Padinha, ao fechar a edição deste levantamento científico Relatório Planeta Vivo, argumenta ainda que "sem a água, que precisa do equilíbrio ecológico, não haverá agricultura nem pecuária de sucesso no Brasil, urgente mudar radicalmente o enfoque governamental e se criar uma gestão ambiental que leva nosso país ao desenvolvimento sustentável, colocando nossos produtos agrícolas com destaque em todos os mercados e o Brasil na liderança mundial da atualidade, onde a natureza é um fator decisivo hoje em dia". 


Não somente o desmatamento, é toda uma estrutura...
...que compromete a biodiversidade e a nossa vida



As populações de vertebrados silvestres, como mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios, sofreram como efeito desta realidade antiecológica nas últimas quatro décadas uma redução de 60%, esta perda somente no período entre 1970 e 2014, os números no próximo Relatório Planeta Vivo poderão ser mais dramáticos ainda, afirmou o diretor do WWF, Marco Lambertini. Neste levantamento de 2018, baseado no acompanhamento de mais de 16.700 populações de 4 mil espécies, utilizando câmeras, análise de pegadas, programas de investigação e de  ciências participativas, a constatação já é duma tragédia ambiental. Um dos indicadores mostra que o impacto crescente do lixo plástico também nos oceanos interfere na qualidade de vida de várias espécies, entre elas, as aves marinhas. Na década de 1960, apenas 5% das aves tinham fragmentos de plástico no estômago. Hoje, o índice é de 90%. 

90% dos peixes têm plástico no estômago hoje




"Preservar a natureza não é apenas proteger os tigres, pandas, baleias e animais que apreciamos. É muito mais: não haverá um futuro saudável e próspero para os homens em um planeta com o clima desestabilizado, os oceanos sujos, os solos degradados e as matas vazias e as águas secando, um planeta despojado de sua biodiversidade", declarou ainda o diretor da WWF, Marco Lambertini, destacado até no jornalismo da Globo. O Brasil aliás é o principal destaque no relatório. A floresta amazônica se reduz cada vez mais, do mesmo modo que o Cerrado, diante do avanço da atual estrutura agricultura e da pecuária.





(Mais dados do Relatório Planeta Vivo em biomas brasileiros e o alcance desta tragédia ambiental você pode conferir aqui na seção de comentários do nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, OK?)


Dados no bioma Cerrado são alarmantes


Fontes: WWF - G1 da Globo - BBC - Reuters

              folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. "Por ano, no Brasil, uma área equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol de área verde desaparecem do mapa por causa do desmatamento. Já as áereas de pastagens abandonadas em todo o país por quem cria gado equivalem a duas vezes o estado de São Paulo - 50 milhões de hectares": mostram os dados do estudo do Fundo Mundial da Natureza, feito em todas as regiões do planeta, por aqui também.

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  2. "Se chegarmos a 25% do desmatamento da Amazônia – e já estamos em 20% – a gente já vai atingir o chamado ponto sem retorno, a gente não vai conseguir recuperar o equilíbrio da floresta amazônica. Estamos perto deste limite": comentário de Gabriela Yamaguchi, diretora da WWF Brasil em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

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  3. "Em nível mundial, apenas 25% dos solos estão livres da marca do homem e dos erros ou limites deste modelo de civilização. Em 2050, isto cairá para apenas 10%": comentário extraído da avaliação dos pesquisadores de vários países envolvidos no Relatório 2018 Planeta Vivo.

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  4. "Sem florestas, os animais, como o desaparecido Tatu-Bola, no Cerrado no Brasil, correm o risco de extinção. Mas, os cuidados com a preservação indicam que é possível reverter quadros, como o da nova população de Onças Pintadas, que teve a população recuperada em 30% nos limites da Mata Atlântica graças a iniciativas de ecologistas": comentário extraído também do texto do Relatório Planeta Vivo do WWF.



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  5. "Eu queria cumprimentar aqui a qualidade das fotos de Onças Pintadas que foram citadas no relatório do WWF e flagradas em habitat natural pelo Mario Nelson Cleto, numa série que ele chama Onçafari, só que é um safari que luta pela vida desta espécie": comentário de Maria Paula Almeida, do Rio de Janeiro, que acompanhou ao vivo na PUC uma palestra sobre o levantamento do WWF.

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  6. "O declínio da fauna afeta todo o planeta, com regiões especialmente prejudicadas, como os Trópicos. Na área do Caribe e América do Sul, os dados apontam um quadro "aterrador": uma perda de 89% em 44 anos": comentário extraído do texto original do Relatório Planeta Vivo.

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  7. "Um conteúdo importantíssimo tem esse levantamento do WWF agora mas eu só não concordo com o seu nome, deveria ser Relatório do Planeta Morto": comentário também da geógrafa Maria Paula Almeida, Rio de Janeiro.

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  8. "A América do Norte e Groenlândia sofreram as menores reduções da fauna, com 23%. Europa, Norte da África e Oriente Médio apresentaram um declive de 31%. O problema maior está no Brasil e em nosso continente": comentário de âncora do jornal da Globo News, detalhando o Relatório 2018 da WWF.

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  9. "Os economistas avaliam os "serviços devolvidos pela natureza" (água, polinização, estabilidade dos solos e etc.) em US$ 1,25 trilhão anuais. A cada ano, o dia em que o mundo já consumiu todos os recursos que o planeta pode renovar anualmente chega mais cedo. Em 2018 foi em 1º de agosto.
    "O futuro das espécies não parece chamar a atenção suficiente dos líderes e governos mundiais", alerta documento do WWF, que defende "elevar o nível de alerta" e provocar um amplo movimento, como se fez pelo clima. "Que todo o mundo compreenda que o status quo não é uma opção. Somos a primeira geração que tem uma visão clara do valor da natureza e do nosso impacto nela. Poderemos também ser a última capaz de inverter esta tendência", advertiu a WWF, que pede uma ação antes de 2020, "um momento decisivo na história, se trata duma porta sem precedentes se fechará rápido".

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