segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A CULTURA DA VIDA E DA PAZ OU DA NÃO VIOLÊNCIA TEM SIDO DEFINIDA COMO ECOLOGIA HUMANA E É O MOVIMENTO SOCIAL MAIS IMPORTANTE HOJE PARA OS JOVENS URBANOS

Na sequência do debate de ontem sobre a história da ecologia a gente discute hoje um dos setores mais importantes do movimento diante da violência agora da realidade da vida aqui no país e no planeta



Aqui um resumo dum dos movimentos mais urgentes agora


"A construção da paz começa a partir de uma atitude pessoal mas depois pode se refletir como algo coletivo em diversos campos da vida, no meio ambiente, na sociedade, na saúde e na segurança na população", começa assim o texto especializado neste tema Infojovem. O certo é que a discussão sobre a ecologia humana ou a luta pela não violência se fortalece a partir da crescente visão da interdependência global e da responsabilidade universal pela construção de um novo mundo e coloca este ponto como sendo uma das principais ações ou movimento que pode criar a  paz entre as pessoas ou entre os países, no mundo.


 Gandhi pioneiro da cultura da vida e da paz

Jovens hoje indo à luta pela cultura da não violência


"A juventude hoje tem sido o maior alvo dos problemas sociais, políticos e ambientais que vem se acumulando lado a lado com o capitalismo que cada vez parece mais selvagem", escreve Marina Castro Silva, estudante de artes na Universidade da Bahia, que nos sugeriu ao blog Folha Verde News fazer o post de ontem sobre a história da ecologia e é uma ativista da cultura da paz em Salvador, ela se considera e atua por lá como filha de Gandhi. Ela nos enviou o material sobre "o surgimento da violência, do crime, das agressões e dos comportamentos destrutivos, situações nas quais os jovens são hoje em dia as maiores vítimas". Esta visão bate com os levantamentos e relatórios que são feitos ano a no no Brasil pelo Mapa da Violência. Parece mesmo que entre as grandes tarefas que a juventude tem atualmente uma das que devem ser mais prioritárias é transformar a realidade e os padrões de comportamento de todos ou de todas que tem promovido tanta guerra nas relações entre as pessoas, em cada país e no planeta.


Afoxé Filhos de Gandhi na Bahia, cultura da paz


A luta pela ecologia humana cresce aqui e em todo país


História - Enquanto movimento, a Cultura de Paz oficialmente pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) pode ser datado em 1999 e define como um esforço para prevenir e evitar ou mudar as situações que possam ameaçar a paz e a segurança, por exemplo, o desrespeito aos direitos humanos, a discriminação e a intolerância, a exclusão social, a pobreza extrema e a degradação ambiental, podendo nisso utilizar como principais ferramentas a conscientização da pessoa ou da população, a educação ambiental, a prevenção de problemas ou a gestão do meio ambiente para evitar o caos. De acordo com a Unesco, a Cultura de Paz “está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não-violenta de conflitos”: ela se fundamenta em princípios de tolerância, de respeito tanto aos direitos individuais ou humanos como os sociais, de solidariedade, de amor à vida, de visão ligada pluralismo, à diversidade e à liberdade. 


Mapa da Violência detecta jovens e crianças...

...como principais vítimas da realidade


Os processos e padrões da segurança pública, da guerra e da paz estão num processo de mudança. Nos 10 últimos anos tem crescido o número de grupos terroristas organizados e isto tem sido uma das varáveis para um outro tipo de guerra onde eles estão instalados. Hoje em vários lugares estão em operação mais de 14 guerras e conflitos armados em andamento, algo que contradiz a evolução do ser humano. Segundo relatórios da OMS (a Organização Mundial de Saúde, da ONU), a violência mata cerca de 2 milhões no mundo a cada ano e outros milhões de pessoas são mutiladas devido a estes ataques que também destroem o equilíbrio ambiental. Também os índices de assassinato e de violência doméstica têm crescido demais em várias partes do mundo. Os líderes da OMS, alertam para a necessidade de se investir em educação para desenvolver uma compreensão diferente da violência, a maioria das pessoas pensa que a violência é algo pessoal e não social ou até econômica e ignoram as conseqüências destes atos para a população  ou para o ser humano como um todo, "avançando" também o processo de destruição da natureza e da vida.  A proposta da Cultura de Paz busca alternativas e soluções para estas questões que afligem lideranças da humanidade, como no caso cientistas e ecologistas, não se foca na questão da violência, mas na paz como um estado pessoal e social de dignidade onde a segurança, o bem estar, a saúde e também a tranquilidade possam ser preservadas. Estes pontos são um dos grandes desafios do movimento coletivo da criação do futuro. 



Movimento cresce em todas as frentes da população



Segundo a Anistia Internacional a cada 23 minutos criança ou jovem negros assassinados na periferia das grandes cidades brasileiras



(Confira na seção de comentários do blog da gente mais informações, história e conteúdo sobre a Cultura da Paz, como o comentário de David Adams, que resume os 8 atalhos para a cultura da não violência: se informe e participe deste movimento aí no seu dia a dia, OK?)


 Grupos religiosos também estão indo à luta


Fontes: infojovem.org.br - ecodebate.com.br
              folhaverdenews.blogspot.com

12 comentários:

  1. "1. Educação para uma cultura de paz 2. Tolerância e solidariedade 3. Participação democrática 4. Fluxo de informações 5. Desarmamento 6. Direitos humanos 7. Desenvolvimento sustentável 8. Igualdade de gêneros: comentário extraído de texto de David Adams, a cultura de paz tem como base estes oito pilares segundo este pesquisador.

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  2. "Para construir uma sociedade mais humana, é fundamental, que cada um começa por si mesmo e faça sua parte por meio de uma mudança de atitudes, valores e comportamentos que visem à construção de um mundo mais justo e melhor de se viver. São alternativas para que cada um comece a construir a cultura de paz": comentário extraído de postagens do Movimento Internacional por uma Cultura de Paz e Não-violência

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  3. "O ano 2000 foi o ponto de partida para a grande mobilização, assim como foi o Ano Internacional para a Cultura de Paz. Foi neste momento que as Nações Unidas iniciou um movimento global para a cultura de paz criando uma “grande aliança” que unia todos os movimentos já existentes que já trabalhava em prol da cultura da vida. Este movimento vem crescendo com a Década Internacional para a Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo. (Resolução das Nações Unidas A /RES/53/25). Este movimento representa uma oportunidade de participação que abre portas para que todos juntos possam trabalhar as possibilidades de transformação de uma cultura orientada pela desconfiança, competição e uso abusivo do poder ou do consumismo em uma Cultura de Paz, diálogo e responsabilidade compartilhada": comentário extraído da pesquisa e texto neste tema no site Infojovem.



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  4. Cultura de Paz – Documentos Internacionais - Carta das Nações Unidas 1945 - Declaração de Beijing sobre os Direitos das Mulheres, 1995 Declaração de Durban – Relatório da Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, 2001 - Declaração de Haia: Programa do Século XXI pela Paz e a Justiça, 1999 -
    Declaração de Princípios sobre a Tolerância, 1995 - · Declaração de Sevilha sobre a Violência, 1986 - Declaração do Parlamento das Religiões do Mundo para uma Ética Global, 1993 - Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, 1999 - Declaração Sobre Paz na Mente dos Homens, Yamoussoukro, 1989 - Declaração Universal dos Direitos das Crianças, 1959 - Declaração Universal dos Direitos dos Animais, Bruxelas, 1978 - Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948 - Declaração Universal Sobre a Diversidade Cultural, 2001 - Estatuto de Roma sobre o Tribunal Penal Internacional, 1998 - Manifesto 2000 – Unesco, 2000 - Manifesto Russell-Einstein, 1955 - Relatório Dellors: Educação, um tesouro a descobrir, 1996 - Resolução ONU 58/11 – Década Internacional pela Cultura de Paz e Não-violência para as Crianças do Mundo, 2001 – 2010, 2000.

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  5. Algumas organizações, grupos, iniciativas e movimentos que atuam com a não violência, a cultura da paz, da vida ou a ecologia humana ´Algumas organizações e movimentos que trabalham com essa temática: Agência Cultura de Paz – A Cultura de Paz é uma Agência de Comunicação focada na disseminação de conceitos, informações e estímulos às boas práticas, à valorização do capital humano.

    AMISRAEL – O Mensageiro da Paz — É uma organização não governamental (ONG) com atuação internacional em prol da paz entre os povos e nações. Congrega pessoas de todos os países, raças, religiões e credos que se identificam com os ideais da AMISRAEL, dispostas a repudiar ao terrorismo e de promover incondicionalmente a paz. (Continua no próximo comentário)

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  6. Instituto Pólis – Convivência e Cultura de Paz – As rodas de Convivência e Cultura de Paz são vivências participativas e coletivas, que buscam identificar os principais desafios, experiências e poéticas dos grupos de jovens dos Pontos de Cultura. Através destas atividades serão identificados os conflitos e valores existentes, bem como formas e espaços de resolução através do diálogo e da convivência. Tem como objetivo ser um pólo formulador e irradiador de criação e de compartilhamento de conhecimentos, práticas e políticas públicas de convivência e Cultura de Paz. Visa a convivência plural entre diferentes culturas, incentivando a compreensão do outro e de si mesmo. (Continua)

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  7. Educadores para a Paz – É uma ONG de Porto Alegre que visa:
    contribuir para a prevenção e o combate à violência, através de programas e propostas metodológicas de educação para a paz e a não-violência; promover o desenvolvimento da educação para a paz através de programas de qualificação de educadores na área da educação para a paz e a não-violência; cooperar com as autoridades e entidades governamentais para a instituição de políticas educacionais voltadas para a construção de uma cultura de paz; desenvolver estudos e pesquisas, na perspectiva da construção de uma cultura de paz ativa, em intercâmbio com instituições acadêmicas e de desenvolvimento social; promover os valores da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos e de outros valores universais, através de programas de formação e integração comunitários, envolvendo crianças, jovens e adultos. (Continua no próximo comentário)

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  8. Gente que Faz Paz - O Programa Gente que Faz a Paz foi criado com o objetivo de capacitar voluntários e profissionais que atuam em projetos sociais, educacionais e ambientais para o comprometimento e promoção da Cultura de Paz. Gente que Faz a Paz é o resultado de diversas parcerias desenvolvidas entre a UNIPAZ (Universidade Internacional da Paz), a associação Palas Athena, a URI (Iniciativa das Religiões Unidas), o Viva Rio, o Afro Reggae e a UNESCO. Instituto Sou da Paz – O Instituto Sou da Paz é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que trabalha pela prevenção da violência no Brasil, procurando influenciar políticas públicas nessa área. A missão do Instituto Sou da Paz é contribuir para a efetivação no Brasil de políticas públicas de segurança e prevenção da violência que sejam eficazes e pautadas pelos valores da democracia, da justiça social e dos direitos humanos, por meio da mobilização da sociedade e do Estado e da implementação e difusão de práticas inovadoras nessa área. (Continua)

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  9. Movimento Cultura de Paz (BA) – O Movimento Cultura de Paz (MCPAZ) é uma rede de integração de coletivos, grupos, ong’s, movimentos, energias e seres na biorregião de Salvador alinhados com a cultura de paz, a formação integral do ser humano e a cura planetária. UNIPAZ – A Rede Internacional UNIPAZ é composta por diversas unidades e foi criada para disseminar uma Cultura de Paz, promovendo a inteireza do ser a partir do paradigma transdisciplinar e holístico. Objetiva construir pontes sobre todas as fronteiras, contribuindo para a formação de uma nova consciência. Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz é uma ONG, que tem como objetivo contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, ou seja, sociedades que conciliam o desenvolvimento humano, em todas as suas dimensões (econômica, cultural, social, etc.), associado à conservação ambiental, tendo democracia e justiça social como base. Tem como missão “Promover o desenvolvimento sustentável por meio de apoio a elaboração e implementação participativa de políticas públicas integradas; gerar e disseminar conhecimento e práticas nas áreas de clima, energia, águas e de serviços ambientais; e fortalecer organizações e iniciativas de sociedade civil em tais áreas”. (Continua a informação no próximo comentário)

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  10. Viva Rio – O Viva Rio é uma organização não-governamental, com sede no Rio de Janeiro, engajada no trabalho de campo, na pesquisa e na formulação de políticas públicas com o objetivo de promover a cultura de paz e o desenvolvimento social.
    Zero a Seis – Instituto Primeira Infância e Cultura de Paz – É uma Organização que tem por missão “produzir e disseminar conhecimento científico relacionado à primeira infância – do período gestacional aos 6 anos – como instrumento de promoção da cultura de paz: Agência Cultura de Paz – A Cultura de Paz é uma Agência de Comunicação focada na disseminação de conceitos, informações e estímulos às boas práticas, à valorização do capital humano. AMISRAEL – O Mensageiro da Paz — É uma organização não governamental (ONG) com atuação internacional em prol da paz entre os povos e nações. Congrega pessoas de todos os países, raças, religiões e credos que se identificam com estes ideais, voltados a repudiar ao terrorismo e de promover incondicionalmente a paz. Instituto Pólis – Convivência e Cultura de Paz – As rodas de Convivência e Cultura de Paz são vivências participativas e coletivas, que buscam identificar os principais desafios, experiências e poéticas dos grupos de jovens dos Pontos de Cultura. Através destas atividades serão identificados os conflitos e valores existentes, bem como formas e espaços de resolução através do diálogo e da convivência. Tem como objetivo ser um pólo formulador e irradiador de criação e de compartilhamento de conhecimentos, práticas e políticas públicas de convivência e Cultura de Paz. Visa a convivência plural entre diferentes culturas, incentivando a compreensão do outro e de si mesmo. Educadores para a Paz – É uma ONG de Porto Alegre que visa contribuir para a prevenção e o combate à violência, através de programas e propostas metodológicas de educação para a paz e a não-violência; promover o desenvolvimento da educação para a paz através de programas de qualificação de educadores na área da educação; cooperar com as autoridades e entidades governamentais para a instituição de políticas educacionais voltadas para a construção de uma cultura de paz; também
    desenvolver estudos e pesquisas, na perspectiva da construção de uma cultura de paz ativa, em intercâmbio com instituições acadêmicas e de desenvolvimento social; promover os valores da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos e de outros valores universais, através de programas de formação e integração comunitários, envolvendo crianças, jovens e adultos. Gente que Faz Paz - O Programa Gente que Faz a Paz foi criado com o objetivo de capacitar voluntários e profissionais que atuam em projetos sociais, educacionais e ambientais para o comprometimento e promoção da Cultura da vida. Gente que Faz a Paz é o resultado de diversas parcerias desenvolvidas entre a UNIPAZ (Universidade Internacional da Paz), a associação Palas Athena, a URI (Iniciativa das Religiões Unidas), o Viva Rio, o Afro Reggae e a UNESCO. (Continua a relação de entidades que atuam com este tema)

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  11. Instituto Sou da Paz – O Instituto Sou da Paz é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que trabalha pela prevenção da violência no Brasil, procurando influenciar políticas públicas nessa área. A missão do Instituto Sou da Paz é contribuir para a efetivação no Brasil de políticas públicas de segurança e prevenção da violência que sejam eficazes e pautadas pelos valores da democracia, da justiça social e dos direitos humanos, pela mobilização da sociedade e do Estado e da implementação e difusão de práticas inovadoras nessa área. Movimento Cultura de Paz (BA) – O Movimento Cultura de Paz (MCPAZ) é uma rede de integração de coletivos, grupos, entidades, movimentos, energias e seres na biorregião de Salvador alinhados com a cultura de paz, a formação integral do ser humano e a cura planetária. UNIPAZ – A Rede Internacional UNIPAZ é composta por diversas unidades e foi criada para disseminar uma ecologia humana, promovendo a inteireza do ser a partir do paradigma transdisciplinar e holístico. Objetiva construir pontes sobre todas as fronteiras, contribuindo para a formação de uma nova consciência. Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz é uma ONG, que tem como objetivo contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, ou seja, sociedades que conciliam o desenvolvimento humano, em todas as suas dimensões (econômica, cultural, social, etc), associado à conservação ambiental, tendo democracia e justiça social como base. Tem como missão “Promover o desenvolvimento sustentável por meio de apoio a elaboração e implementação participativa de políticas públicas integradas; gerar e disseminar conhecimento e práticas nas áreas de clima, energia, águas e de serviços ambientais; e fortalecer organizações e iniciativas de sociedade civil em tais áreas”. Viva Rio – O Viva Rio é uma organização não-governamental, com sede no Rio de Janeiro, engajada no trabalho de campo, na pesquisa e na formulação de políticas públicas com o objetivo de promover a cultura de paz e o desenvolvimento social. Zero a Seis – Instituto Primeira Infância e Cultura de Paz – É uma Organização que tem por missão “produzir e disseminar conhecimento científico relacionado à primeira infância – do período gestacional aos 6 anos – como instrumento de promoção da cultura de paz.

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  12. "Sinceramente, eu não sabia que há tanta gente em tantos lugares levando adiante estas iniciativas, fico feliz com a informação que nos dá mais ânimo para a luta": comentário de Marina Castro Silva, estudante da Universidade da Bahia e Filha de Gandhi em Salvador.

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