sábado, 10 de novembro de 2018

ARTISTA BRASILEIRA SE CONSAGRA NA FRANÇA COM SUAS PINTURAS CONTEMPORÂNEAS TENDO SIDO DESTAQUE AGORA NA RFI SOBRE A SUA NOVA EXPOSIÇÃO DE CONTEÚDO ECOLÓGICO

Dalva Duarte é do Maranhão e vive atualmente radicada na França: nas pinturas mais recentes que está expondo em seu ateliê, ela denuncia o desmatamento da Amazônia em telas gigantes, ampliando a atenção sobre a arte brasileira  e também sobre a luta da ecologia em nosso país hoje, algo cada vez mais urgente



Aqui, a Dalva Duarte na RFI


A gente recebeu por e-mail aqui no blog da ecologia Folha Verde News reportagem de Maria Paula Carvalho, nestes dias, é sobre um talento de arte contemporânea vindo do Brasil: você pode conferir parte desta entrevista no vídeo da RFI aqui em nossa webpágina hoje. Este talento é Dalva Duarte, que deixou Carolina, no Maranhão, na década de 80 e vem perseguindo um sonho há mais de 40 anos: depois de estudar na Escola de Belas Artes de Paris, divulgar seus trabalhos no exterior, defendendo ao mesmo tempo a cultura brasileira e a nossa natureza por onde for e expor. Desde então, a artista viaja o mundo fazendo exposições de suas pinturas a óleo. Depois de passar por muitos países, ela se instalou definitivamente no sul da França, onde encontrou um refúgio para a sua inspiração. Confira mais a seguir.



 Ela cria uma visão da vida contemporânea


Uma das suas obras murais sobre a Amazônia

“Eu ia dos Estados Unidos para a França, voltando para a minha pátria de adoção e estava procurando um espaço grande porque eu já estava pintando os 24 Caprichos de Paganini, que é meu trabalho agora de 92 metros, pintado dos dois lados em grandes telas”.


Aqui algumas criações da hora de Dalva Duarte












Uma das artes sobre a floresta amazônica


“Um amigo me convidou para conhecer a Ardèche (região Auverne-Rhône-Alpes) e fiquei apaixonada à primeira vista. Encontrei uma antiga fábrica de fio de seda em Saint Priest, cercada por montanhas, rios, cachoeiras. Então passei alguns anos transformando essa ruína em um ateliê de mil metros quadrados e uma galeria de 600 metros quadrados onde eu faço exposições, um espaço cultural aqui". 


Aqui o ateliê e espaço cultural dela em Saint Priest

Dalva Duarte, do Maranhão para a França e o mundo 

Após quase 60 anos dedicados à pintura, Dalva Duarte resolveu retratar a sua própria terra.  Seu trabalho mais recente mede 14m de comprimento por 3,5m de altura e faz um alerta sobre a destruição da maior floresta tropical do mundo e o descaso com os povos indígenas brasileiros, informa da rádio e televisão francesa: Dalva conta que a inspiração veio da letra da música “Era uma floresta na altura do Equador”, interpretada nos anos 80 pelo cantor Xangai. Xangai Lopes é considerado no Brasil um cantor das coisas do sertão e sempre está divulgando canções nativas e originais. Numa próxima edição do blog da gente vamos divulgar algum dos seus videoclips de muito valor cult. 

A floresta que Dalva Duarte avistava antes voando...

...sobre a Amazônia, ela vê cada vez mais agredida


“Eu gostaria de fazer uma exposição para passar essa emoção que é a Amazônia e a destruição que está acontecendo agora. Desde que Xangai, em 1980, deu esse grito de alarme, continuam destruindo e é preciso um movimento dos artistas para despertar nas pessoas essa necessidade de defender a Amazônia” (Dalva Duarte, direto da França, expondo em Saint Priest).



Olhar de ternura humana


Para realizar essa obra de grande dimensão, a artista conta que precisou improvisar pincéis de 3 m de comprimento com pedaços de bambu. O trabalho composto por três telas de grandes dimensões unidas retrata a floresta, os índios e a destruição desse patrimônio natural do Brasil: "Eu mostro uma transformação que vem ocorrendo nos povos indígenas, uma mutação”. Ela alerta: “Nós temos que preservar este pulmão do mundo. É preciso dar esse grito para parar de cortar a Amazônia. Parar de comercializar a madeira. Tem gente ficando rica cortando as árvores, vendendo madeira, destruindo o bioma e isso é um crime”. "Existe uma urgência em mudar, não só com discursos em simpósios, mas os nossos dirigentes políticos também precisam agir, colocar normas para que o planeta que nós vamos deixar para as próximas gerações seja mais sadio”, diz com esperança esperar que nossa geração de agora consiga implantar um desenvolvimento de verdade, sustentável, capaz de equilibrar os interesses da economia com os da ecologia, fazendo a vida mais feliz desde já e criando um futuro melhor para todos: "A gente cumprimenta aqui Dalva Duarte pelo seu extraordinário trabalho de criação e também pelo ativismo ecológico, a arte com a ternura do olhar humano e a magia da natureza". comenta o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, editor do blog da ecologia, da cidadania, da ciência e da não violência Folha Verde News: "A arte desta brasileira precisa ser mais conhecida pela nossa população, divulgada pela mídia daqui e exposta em locais públicos do Brasil, como por exemplo no MASP em São Paulo ao lado da produção de gente como Di Cavalcanti, Portinari, Lasar Segal e dos novos talentos da pintura brasileira contemporânea". 
Uma arte que expressa muito tudo

Fontes: br.rfi.fr - folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. Logo mais, editaremos aqui nesta seção comentários, mensagens, opiniões, aguarde e venha conferir, OK?

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  3. Vídeos, fotos, material de informação, sugestão de matérias, críticas, você também pode mandar diretamente pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Caramba, surpreendente e de alta qualidade o material de Dalva Duarte de quem nunca ouvi falar, espero que esta matéria neste blog chame a atenção de mais gente sobre o trabalho deste talento do Maranhão e do mundo": comentário de José Paulo de Almeida, estudante de Comunicação na USP em São Paulo.

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  5. "Vejo por aí em minhas viagens, em galerias e em exposições, muita coisa louca, algumas até repugnantes ou violentas, outras comercialescas, umas criações bem críticas que valem a pena, tudo sob o nome de arte contemporânea, a maior parte, expressões da mediocridade que toma conta do Brasil e do mundo, ao contrário, sinto alegria ao ver a trajetória da vida e do trabalho desta artista do Maranhão": comentário de Geraldo Neto, executivo de multinacional que viaja por todo o país: "Parabéns para Dalva Duarte".

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  6. "Penso mais ou menos como aquele personagem cético de Juan Luc Goddard, quando falam em arte, penso logo num cheque. Hoje é tudo consumo e tenho saudade das criações de Anita Malfati e outros artistas modernistas, de repente, no interior do país ou em casos como este desta artista brasileira que está na França, a sensação é de algo realmente criativo e diferente dum anúncio comercial": comentário de Júlia Souza Minardi, que atua com a distribuição de produtos orgânicos no Rio de Janeiro e diz fazer "videos caseiros".

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  7. "Tem tanta noticia ruim ou violenta ou triste na grande mídia do país, deveriam pesquisar e divulgar trabalhos como este": comentário também de Júlia Souza Minardi.

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  8. "Arte contemporânea pode ser um comercial de TV, uma mesa com um design, um grafite na rua, uma charge criticando corrupção, vale tudo mas emoção mesmo pura só nos dá quando é algo mais elevado na comunicação, me parece ser o caso desta artista que vocês estão mostrando no blog hoje": comentário de Carlos Neves, estudante da Unesp de Bauru, que se dedica a fazer hoje quadrinhos e desenhos com lápis.

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  9. "Vejo assim, na civilização da imagem, com tudo digital e online etc e tal, deveria ser mais valorizada e estimulada a pintura que realmente tem algo a mais": comentário de Modesto Bianchi Rosa, de Araçatuba (SP) que atua no mercado de exportação de laranjas e de café, entre outros produtos: "É diferente você ver uma imagem que uma pessoa consegue criar com menos recursos ou menos tecnologia mas com arte".

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