sexta-feira, 23 de novembro de 2018

ESTÁ AVANÇANDO HOJE UM PRODUTO NATIVO E SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS DO PAÍS E ELE É TÃO MARAVILHOSO QUANTO AMEAÇADO

A Castanheira-do-Brasil grandiosa e ameaçada é fundamental pros povos da floresta mas o avanço do extrativismo agora duela com o desmatamento e a falta de gestão ambiental no país mas mesmo assim as castanhas e os nativos sobrevivem como mostra sinal disso as comunidades de Rondônia que acabam de validar agora um protocolo Ipê para a sua conservação entre outras iniciativas de valor como da ISA através por exemplo da sua campanha Sociobiodiversidade Produtiva no Xingu

A luta para manter vivo e expandir o mercado deste produto do mato


A castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa), também muito popular por aqui e em todo o planeta pelo seu fruto, a castanha do Pará, é uma árvore alta e bela, nativa da Amazônia que (ainda) pode ser encontrada em florestas às margens de rios tipo Amazonas, Negro ou Orinoco e Araguaia entre outros, mas hoje já está ameaçada de extinção conforme estudo feito pelo WWF.  Apesar de estar presente em todos os nove países amazônicos (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa) esta castanha atualmente só é abundante na Bolívia e no Suriname. No Brasil é considerada um produto natural vulnerável pela União Mundial para a Natureza (IUCN) aparecendo na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A principal causa para o risco de extinção é o desmatamento mas a gente pode incluir como um dos seus principais inimigos a falta de gestão ambiental governamental sustentável. Além do mais, castanhais são derrubados para a construção de estradas e barragens ou para assentamentos de reforma agrária ou invasões de garimpeiros e mais pastos para a criação de gado ou plantações do agronegócio. 

Centenas de comunidades de extrativistas sobrevivem das castanhas

A castanha do Pará é uma das marcas da natureza do Brasil


Mesmo com todos estes desafios,  castanha tem uma grande relevância socioeconômica para comunidades locais da Amazônia, especialmente nas Reservas Extrativistas (Resex). A necessidade de acompanhar seu crescimento, sua coleta e trabalhar pela proteção dessa espécie tão valiosa comercialmente e culturalmente fez com que a castanha-da-Amazônia fosse uma das espécies selecionadas como alvo de monitoramento no bioma, dentro do Projeto Monitoramento Biodiversidade em Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia, uma parceria do IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em novembro agora, 85 comunitários coletores de castanha estão participando da validação do protocolo complementar em quatro Resex de Rondônia: Lago do Cuniã, Rio Ouro Preto e uma reserva federal e outra estadual no Rio Cautário. A atividade foi organizada pelos consultores do IPÊ, Paulo Bonavigo e Camila Lemke juntamente com analistas do ICMBioAndrey, Albino Gomes,Celso Santos, também pela pesquisadora da Embrapa, Lúcia Waldt e pelos consultores do Pacto das Águas. Uma luta que vale a pena envolve a sobrevivência e o futuro dos produtos das florestas made in Brazil, cada vez com mais mercado também no exterior



Extrativistas de Rondônia que conseguiram avanço com apoio do Ipê

 A maravilhosa e ameaçada castanha da Amazônia

(Confira o vídeo sobre sementes do Xingu bem como mais informações sobre as castanhas do Brasil na seção de comentários aqui no blog Folha Verde News, detalhes sobre este protocolo obtido em Rondônia, sobre as propriedades deste grande produto da nossa natureza e como podemos defender melhor a sua vida, seu futuro, a bem das comunidades nativas da Amazônia e do desenvolvimento sustentável do Brasil)

A extração e mercado da castanha ajuda a manter a floresta em pé

Fontes: Ipê - WWF - Embrapa Acre - ISA
              folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. "O protocolo é uma ferramenta utilizada pelos monitores do projeto para coleta adequada de informações que são utilizadas para fins de conservação da castanha e sua cadeia de valor. A elaboração, aplicação e validação desse protocolo aconteceram ao longo de todo o ano, com a participação não só dos gestores do ICMBio como da comunidade e dos monitores de biodiversidade que participam do projeto. A proposta é que o protocolo seja um instrumento de apoio, que reflita realidade da população e que seja prático em sua aplicação para coleta dos dados, avançando a condição atual e o futuro dos povos extrativistas da floresta": comentário de Paulo Bonavigo, coordenador da entidade Ipê e fotógrafo, ecologista.

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  2. "IPÊ e ICMBio realizaram encontros para tratar do avanço. Em fevereiro, a “Oficina Integrada sobre Monitoramento e Cadeia de Valor da Castanha-da-Amazônia”, em Porto Velho, envolveu as Resex do Rio Ouro Preto, do Rio Cautário e Lago do Cuniã, que iniciaram junto ao Instituto de Pesquisa Ecológica um processo para adaptação do protocolo de monitoramento da castanha-da-Amazônia para suas realidades. Em julho, na “Oficina Técnica de Monitoramento da Conservação e Cadeia de Valor da Castanha”, também em Porto Velho, foram tomadas decisões para a expansão do protocolo para essas reservas, o que culminou na elaboração da versão mais geral do protocolo, que inclui também a cadeia de valor da castanha e que pretende atender qualquer UC ou comunidade interessada no monitoramento do produto": comentário extraído de matéria feita pelo site da Embrapa.

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  3. O Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade é financiado por USAID, Gordon and Betty Moore Foundation e Programa Arpa. Nas Resex que monitoram a castanha da Amazônia, a iniciativa conta com parceria local da Embrapa, do Pacto das Aguas, da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Ambiental- SEDAM e da Ação Ecológica Guaporé – ECOPORE


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  4. Logo mais, mais comentários e informações sobre as castanhas do Pará, sobre o extrativismo, sobre os desafios dos povos e das árvores das florestas: você pode por aqui direto a sua opinião ou mensagem mas se precisar envie o conteúdo pro nosso blog que a gente posta para você, mande então mensagem para navepad@netsite.com.br

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  5. Vídeos, como este do Xingu, material de informação, fotos, comentários, sugestão de pauta, críticas, reclamações seja o que for, você pode também enviar por e-mail diretamente pro nosso editor do blog padinhafranca603@gmail.com

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  6. "As castanheiras-do-Brasil normalmente atingem entre 30m e 50m de altura e de 1m a 2m de diâmetro. É uma das espécies mais altas da Amazônia. Há registros de castanheiras que alcançaram 50m de altura e mais de 5m de diâmetro. O seu
    tronco é reto e os galhos se concentram na parte mais alta da árvore. A casca é acinzentada, e as folhas, que ficam acima da copa das outras árvores, têm de 20cm a 35cm de comprimento. As castanheiras dependem de um ambiente intocado para sua reprodução. Suas flores só são polinizadas por alguns tipos de insetos, que são atraídos por orquídeas que vivem perto das árvores de castanha. Se as orquídeas ou os insetos são mortos, as castanheiras não dão frutos": comentário extraído de reportagem do Fundo Mundial da Natureza no Brasil (WWF).

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  7. "O fruto da castanha leva mais de um ano para amadurecer, é mais ou menos do tamanho de um coco e pode pesar 2kg. A casca é muito dura e abriga entre 8 e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas, saborosas e medicinais, contém propriedades nutritivas fora do comum, proteinas. Caso não sejam devoradas por roedores, micos ou humanos, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar. Muitas delas são plantadas por cutias, que roem os frutos até abrir a dura casca, comem algumas das sementes e enterram as outras para comer mais tarde. As sementes esquecidas pelas cutias brotarão da terra no ano seguinte para começar os 500 anos de vida de uma nova castanheira-do-Brasil": comentário sobre a história ecológica das castanhas da Amazônia, WWF.



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  8. "O impiortante depois de tanta informação sobre comunidades extrativistas e sobre as castanhas, é como podemos aperfeiçoar o cuidado destes produtos nativos do mato. Como a maior ameaça às castanheiras-do-Brasil é o desmatamento, para erradicar o risco de extinção dessa espécie precisamos cuidar de nossas florestas. Comprar apenas madeira certificada, apoiar a criação e a gestão de unidades de conservação e dar preferência a produtos sustentáveis do ponto de vista ecológico e social são formas de ajudar a conservar as castanheiras e muitas outras espécies de árvores ameaçadas, ajudando assim a criar um desenvolvimento sustentável no país": comentário de Fábio de Alcântara, engenheiro florestal que fez pesquisas sobre árvores brasileiras para a USP.





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  9. "Li ontem essa matéria e hoje logo cedo em vez de café da manhã comi logo umas 6 castanhas do Pará, nós brasileiros precisamos consumir mais os produtos da floresta para fortalecer a nossa economia ecológica, será muito bom prá saúde de todos e prá valorizar nossa natureza": comentário de Hugo Fernandes, médico neurologista, de São Paulo (SP).

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