quarta-feira, 28 de novembro de 2018

BRASIL PODERÁ ATÉ SER PIONEIRO (OUTROS PAÍSES JÁ TENTARAM): REDUZIRÁ 144 MIL TONELADAS DE AÇÚCAR EM ALIMENTOS E EM REFRIGERANTES (A SAÚDE PÚBLICA AGRADECE MAS VAMOS VER SE ISSO VIRA REALIDADE)

Repórter de rádio do interior do Brasil foi o primeiro a enviar esta notícia aqui pro blog da gente: Cássio Freires, da Hertz AM/FM de Franca (SP) é jornalista que tem sido atento às questões de saúde da população assim como também é todo nosso movimento ecológico e científico ligado na cidadania, o que inclui, o respeito aos consumidores brasileiros


 Esta redução voluntária é um passo importante para a saúde no país


"É triste a quantidade de obesos no país, os cânceres e os limites de atendimento à população no setor de controle de doenças, assim a prevenção é importante, como esta redução", comentou o radialista Cássio Freires de Farias ao nos mandar o link desta informação diretamente do site do Ministério da Saúde. Pena que por enquanto seja só uma redução gradativa do açúcar este objeto de acordo entre o Governo Temer, a Anvisa e as associações produtoras ligadas à indústria dos alimentos: até agora, a proposta é reduzir até 33,8% do açúcar em refrigerantes, até 32,4% para bolos, e até 10,5% para os achocolatados. De toda forma, importante este acordo, importantíssimo,  sinaliza um avanço de saúde e de ecologia humana, tendo sido assinado por empresas responsáveis por 87% da produção nacional de alimentos industrializados, bebidas, refrigerantes. Um passo a mais é cidadãos e cidadãs, consumidores adotarem uma alimentação mais natural, sem tanto sal nem açúcar, com mais frutas, legumes, verduras, castanhas, menos carne e mais vegetais.

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2 em cada 3 adolescentes consomem açúcar em excesso


Em geral, alimentos e bebidas hoje não são saudáveis, pesquisa do G1 da Globo mostra que 2 em cada 3 adolescentes no Brasil consomem bebidas açucaradas, excesso de açúcar no dia a dia. Apesar dos percentuais muito expressivos divulgados pelo governo federal agora, a redução atinge de forma distinta cada marca e produtos bastante conhecidos do consumidor não vão precisar necessariamente reduzir a concentração do ingrediente, vai ficar nas base da boa vontade das empresas produtoras. Aqui no blog Folha Verde News a gente ilustra esta matéria com vídeo produzido nos Estados Unidos alertando sobre a questão das doenças causadas pelo açúcar (sugar blue) lá também, onde apesar de anos e de várias advertências de médicos e também de pesquisadores, o problema ainda não foi resolvido de forma sustentável e definitiva. Confira o vídeo ainda hoje por aqui na nossa webpágina, OK? 


Precisamos seguir em busca da alimentação mais natural e saudável


Segundo especialistas que analisaram o acordo que foi obtido pela Anvisa (Associação Nacional de Vigilância Sanitária) a medida é um avanço, mas é pontual, como também foi o tom de matéria no G1 da Globo e na BBC: " Na verdade, o Brasil é o quarto país que mais consome açúcar no mundo. Esta foi uma tentativa do governo de controlar, assim como ele tentou com o sal também. A redução equivale a 1,5% da ingestão total de açúcar para todos os consumidores, então, se a gente pensar ainda é poucomas é algo positivo sim", afirma o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio Libanês, ele comenta que "estas metas são um começo, a mudança não pode parar por aí". 

Alertas de cientistas e de ecologistas precisam mesmo ser ouvidos

E o consumidor precisa estar atento a cada mudança

Segundo a Agência Brasil, este termo de compromisso assinado em Brasília entre o governo federal e entidades representativas da indústria brasileira de alimentos, bebidas e refrigerantes prevê a redução voluntária, até 2022, de 144,6 mil toneladas de açúcar nos produtos fabricados no Brasil. Desta forma e com este acordo, o Brasil se torna um dos primeiros países do mundo a buscar uma mais que necessária diminuição. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), a redução voluntária será feita em 23 categorias de produtos em cinco grupos: bebidas adoçadas, biscoitos, bolos prontos e misturas para bolo, achocolatados em pó e produtos lácteos. 
Além da Abia, participaram da assinatura deste termo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados a (Abimapi), também a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos). Ao todo, fazem parte do acordo 68 indústrias, representando 87% do mercado de alimentos e bebidas no país. "Uma boa notícia ma a a gente que busca uma vida mais saudável espera que esse movimento não pare e continue avançando", comentou o biólogo Rubens Pereira que tem feito pesquisas sobre açúcar, sal e gordura. 


Excesso de açúcar causa a chamada sugar blue (confira hoje também comentários por aqui no blog da gente)

Esta não é a primeira vez que o governo e a indústria se unem com o intuito de tornar alimentos industrializados mais saudáveis. Outro acordo, iniciado em 2011, previa a retirada de 28,5 mil toneladas de sal dos alimentos até 2020. E até 2017, a redução alcançou 17,2 mil toneladas. Antes, outro acordo em vigor entre 2008 e 2010 retirou 310 mil toneladas de gordura trans dos alimentos industrializados. Na visão do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), William Dib, o novo acordo agora representa a capacidade de autorregulamentação da indústria: “Esse acordo é mesmo grande exemplo, assim como o de redução do sódio. É um programa fundamental para a saúde da nossa população, algo a ser seguido e ter continuidade”. A própria Anvisa será responsável por monitorar a redução a cada dois anos. A assinatura é “um passo importante na agenda da saudabilidade”, segundo o presidente da Abir, Alexandre Jobim: "Um acordo inédito no mundo, fruto dum entendimento dos setores privado e público, a bem da população". Cabe a nós da defesa dos consumidores, da cidadania, da ecologia humana e da saúde pública ir à luta para este começo de avanço se concretizar por aqui no país e até ajudar nossas exportações neste setor para outros países, o Brasil tem este potencial de liderar positivamente o planeta, precisamo continuar indo à luta por esta meta que integra o desenvolvimento de verdade e o nosso futuro sustentável. 

Importante a indústria respeitar o consumidor


Fontes: Agência Brasil –  G1 – BBC
              folhaverdenews.com.br


13 comentários:

  1. "O site maismaismedicina tem feito vários alertas de saúde, inclusive também sobre o perigo do excesso de açúcar que também gera a doença de nome bonito, Sugar Blues": comentário de Rubens Pereira, biólogo e vegetariano de São Paulo.

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  2. "Um artigo publicado em 12 de setembro de 2016 pelo JAMA Internal Medicine revelou que os dados da revisão de literatura sobre as consequências da ingestão de açúcar e de gordura para a saúde coronariana, divulgados pelo New England Journal of Medicine[2,3] em 1967, foram manipulados para atender aos interesses da indústria do açúcar, no caso, a sacarose, também conhecida como açúcar de mesa. Realizada por eminentes pesquisadores da época, e financiada pela Sugar Research Foundation, a revisão isenta o açúcar e implica a ingestão de gorduras na etiologia da doença coronariana. A publicação, cujo financiamento pela Sugar Research Foundation foi ocultado, teve grande repercussão, influenciando e orientando as diretrizes médicas e nutricionais durante meio século. A notícia sobre a manipulação dos dados da pesquisa provocou comoção na comunidade científica internacional": comentário sobre esta pauta de hoje de Laís Volp e Dra. Carla Vorsatz, editores do site MaisMaismedicina.



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  3. "Embora a indústria do açúcar, liderada pela Sugar Association nos Estados Unidos, ainda negue a existência de relação entre o consumo do açúcar refinado e o risco de doença coronariana, é fato que, se os dados da revisão da literatura publicada em 1967 tivessem sido apresentados de modo adequado, as recomendações teriam sido de reduzir a ingestão tanto de gordura quanto de açúcar, e não apenas da gordura saturada. Por influência dessa revisão, a gordura saturada foi compreendida como elemento central, retirando a ingestão de açúcar do rol de fatores de risco de doenças cardíacas e serviu de instrumento para o lobby da indústria do açúcar, além de ter orientado as diretrizes nutricionais da década de 80. Mas isso está mudando felizmente": comentários também da jornalista Laís Volp e da médica Carla Vorsatz, que fazem parte do site MaisMaisMedicina.




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  4. "Atualmente já se sabe que o consumo regular do açúcar pode causar doença coronariana, diabetes tipo 2, problemas neurológicos, doença renal crônica, problemas de aprendizagem e síndrome metabólica. Além disso seu uso está associado a esteatose hepática gordurosa não alcoólica. Em 4 de março de 2015 a OMS lançou o novo guia de recomendações de consumo de açúcar para adultos e crianças. A recomendação atual é de que o consumo diário não ultrapasse 10% das calorias ingeridas, em uma dieta saudável. Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25 g de açúcar por dia)": comentário extraído de texto da Organização Mundial de Saúde, da ONU.

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  5. "Entre os benefícios de um maior controle da ingestão diária de açúcares estão baixar o peso corporal; prevenção do sobrepeso e da obesidade, das doenças crônicas não-transmissíveis (em especial o diabetes); e a diminuição de cáries dentária. O açúcar presente naturalmente em frutas, verduras, legumes e leite fresco não deve ser computado nesta restrição. O consumo destes alimentos in natura deve ser promovido e estimulado, para toda a população, em todas as faixas etárias": comentário de especialista no site MaisMais Medicina.




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  6. "As relações entre as indústrias muitas vezes se pautam em uma ideologia que coloca o faturamento das corporações em primeiro lugar. Recentemente, um artigo publicado pelo American Journal of Preventive Medicine afirmou que, de 2011 a 2015, a Coca-Cola Company e a PepsiCo patrocinaram 95 organizações nacionais de saúde, incluindo diversas instituições médicas e de saúde pública, cujas missões específicas compreendem lutar contra a epidemia de obesidade. Durante o período do estudo, estas duas empresas de refrigerantes fizeram lobby contra 29 projetos de lei de saúde pública, visando reduzir o consumo de refrigerantes ou melhorar a alimentação da população. Até mesmo os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) receberam financiamento destas empresas": comentário extraído de notícia da BBC News.

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  7. "Muitas informações t~em sido divulgadas e nem sempre pela grande mídia, evidenciando a atuação das grandes corporações com o intuito de mascarar os efeitos deletérios do açúcar para a saúde, bem como a necessidade de redução ou até mesmo eliminação do seu consumo": comentário de Janaína Ribeiro de Matos, de Belo Horizonte (MG), advogada.





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  8. "Realmente é o gosto amargo do açúcar, ele é um produto de refinamento, é comparável às drogas tipo a heroína": comentário também da advogada, especializada em direitos do consumidor, Janaína Ribeiro de Matos, de BH.

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  9. "Os Governos devem tributar as bebidas contendo açúcar para lutar contra a epidemia mundial de obesidade e diabetes. Um aumento de 20% no preço poderia reduzir o consumo de bebidas com açúcar na mesma proporção": comentário extraído do relatório da organização, “Fiscal Policies for Diet and Prevention of Noncommunicable Diseases“.

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  10. "Em 1975, o jornalista William Dufty publicou o livro Sugar Blues, considerado um verdadeiro dossiê sobre o açúcar. Ao longo de 14 capítulos, com 78 referências, Dufty conta a saga do açúcar: como foi introduzido na cultura ocidental, as doenças às quais está relacionado, a classificação como caloria vazia e antialimento, o enquadramento como substância que causa dependência física e psíquica, além da enorme importância comercial que o açúcar adquiriu, e das questões econômicas que envolvem a produção e a distribuição dele. O livro tem linguagem contundente, discorre sobre o tema de forma bem fundamentada e teve uma muito grande influência sociocultural, marcando uma geração e lançando as bases do movimento pró-saúde observado atualmente": comentário também de noticiário na BBC News.

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  11. Consumir menos bebidas doces, com muitas calorias, é a melhor forma de combater o excesso de peso e de prevenir as doenças crônicas como o diabetes, embora a gordura e o sal dos alimentos processados também sejam prejudiciais, de acordo com o relatório. Além disso, apesar dos esforços das indústrias, a crescente conscientização sobre os malefícios do açúcar começa a gerar movimentos de sindicatos e associações, que visam conter o consumo desenfreado desta substância. Já há reivindicações para um aumento de 20%
    no valor de todas as bebidas com açúcar e propondo que o lucro seja utilizado para subsidiar o preço de frutas e vegetais, como parte de uma tentativa sustentável de melhorar a qualidade da alimentação no Reino Unido e por extensão na Europa em geral": comentário traduzido e extraísdo de texto do sindicato dos médicos do Reino Unido e da British Medical Association (BMA)

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  12. "Curti as informações, os comentários, o vídeo e também o cuidado com que foi feita essa matéria nesse blog que eu não conhecia e que agora vou procurar sempre olhar": comentário de Geraldo Gonçalves Santos, estudante da USP em São Paulo. (A gente agradece os elogios, vamos em busca da melhor informação e da ecologia, abraços e paz, Geraldo).

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  13. Acabo de ver no Jornal Hoje da Globo notícia sobre pesquisa a respeito da obesidade, considerada hoje uma epidemia, no caso do Brasil, de cada 5 pessoas, uma sofre obesidade e ela está relacionada também com o excesso de açúcar": comentário de Renato Barros, fisioterapeuta em Brasília (DF): "Só o fato da pessoa ser magra hoje é visto como saúde, mas nem sempre é assim, as coisas são mais complexas, de toda maneira, vejo como positivo este acordo voluntário".

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