terça-feira, 13 de novembro de 2018

CIENTISTA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO ALERTA SOBRE DANOS AO BRASIL CASO O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SEJA FRAGILIZADO OU "VENHA A SER APENAS UM ÓRGÃO DE FACHADA"

Para o professor Enrico Bernard que dirige o Laboratório de Ciência Aplicada À Conservação da Biodiversidade da UFPE este é um momento decisivo para se revalorizar o MMA e não acabar com ele (o que causaria um grande dano ao país) e sim dar estrutura ao setor que é vital para o desenvolvimento sustentável brasileiro



Pesquisa da UFPE mostra pressão do agronegócio sobre espécies ameaçadas de extinção no Brasil


O pesquisador da Federal de Pernambuco foi entrevistado por Daniela Bragança, do site O ECO, para falar sobre o trabalho da pesquisadora Fernanda Silva de Barros que, sob a ótica técnica, critica o Agronegócio em relação a animais em extinção na natureza brasileira (em resumo, a pesquisa mostra que a pecuária e a soja entre outras atividades impactam 2 em cada 3 espécies de vertebrados ameaçados de desaparecimento no Brasil agora). Em seguida, mais detalhes deste estudo que em breve estará sendo publicado nas principais revistas científicas do planeta e divulgaremos por aqui também neste blog. Agora, a gente aqui no blog da ecologia e da cidadania abre discussão primeiramente sobre algumas declarações do diretor do laboratório da UFPE que supervisiona este estudo: ao falar sobre ele para a mídia, o professor Enrico Bernard deixou escapar alguns comentários de preocupação com toda a estrutura do Meio Ambiente no Brasil, ele falou perguntado por repórteres como da Agência Brasil no calor destes tempos de discussão sobre qual será o destino do Ministério do Meio Ambiente a partir de 2019, considerando a tendência do novo governo eleito de dar mais peso para a bancada ruralista do Congresso Nacional, ela que será decisiva na hora de se escolher o novo ministro da pasta ambiental brasileira.



 Fala um cientista especializado



Um cientista especializado em meio ambiente -  Ligado ao Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco, Enrico Bernard é graduado em Ciências Biológicas pela FFCLRP USP (1995), sendo mestre em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1998) e Doutor em Biologia pela York University, Canadá (2002). Responsável pelo Laboratório de Ciência Aplicada à Conservação da Biodiversidade e Professor de Biologia da Conservação no Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, hoje ele é orientador credenciado junto ao PPG em Biologia Anima, tendo sido gerente de projetos ambientais em organizações não-governamentais (2003-2009), atuantes, entre outras atividades no setor na Amazônia e também em Minas Gerais. Editor de publicações científicas, possui grande experiência nas áreas de Zoologia e Ecologia, com ênfase em Conservação de Biodiversidade, atuando especialmente na conservação de ecossistemas tropicais, mantém relacionamento com pesquisadores do exterior também, além de atuar na implementação de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade. Enfim, um cidadão qualificado numa das áreas mais sensíveis e importantes sob o ponto de vista da recuperação do equilíbrio ambiental essencial a todo o país e mais ainda ao Brasil na atualidade. 



Suçuarana, uma das espécies mais ameaçadas de desaparecimento

Das espécies ameaçadas quase a metade sofre pressão do agronegócio


"A média de pressões aumenta sobre as espécies", explica Enrico Bernard: "Das 464 espécies, 168 sofrem com apenas uma pressão. Só que 58% das 464 tiveram duas ou mais pressões simultâneas e há exatamente uma tendência de que as espécies de grupos mais ameaçados, como mamíferos e aves, experimentem mais pressões e ameaças”. Ele cita para exemplificar os casos da Suçuarana ou onça-parda (puma concolor), do Macaco-Prego sapajus cay – espécie que ocorre no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul –, e do Macaco Guigó-de-coimbra-filho (callicebus coimbrai) apresentam, cada uma, 10 pressões ou ameaças cada uma destas espécies. O estudo da pesquisadora Fernanda Silva de Barros, que ele orienta, é uma pesquisa do Laboratório de. Ciência Aplicada à Conservação da Biodiversidade da Universidade Federal de Pernambuco, revelando que o agronegócio impacta 2 em cada 3 espécies de vertebrados ameaçados de extinção no Brasil. A pesquisa reuniu os dados de 464 espécies de vertebrados que estão na Lista Vermelha dos ameaçados de extinção do ICMBio e localizou 1036 registros de pressões e ameaças. Dos 1036 registrados, 452 são diretamente decorrentes do agronegócio, o que torna este setor o que mais ameaça espécies de vertebrados no país, muito mais por sinal do que as mudanças climáticas. Esta é uma situação que precisa realmente ser modificada. 


A recuperação do equilíbrio da ecologia...

...ajudará todos os recursos naturais e até a economia ou a saúde 



Para Enrico Bernard, esta pesquisa que resumimos a grosso modo aqui no blog da gente, evidencia que a ideia (já abandonada) de se  juntar o Meio Ambiente com a Agricultura, que felizmente foi descartada pelo novo Presidente da República, não daria certo:"Seria unir em um único órgão tanto o responsável pela proteção de espécies ameaçadas como o setor que mais pressiona ou ameaça essas espécies". Mesmo com o anunciado abandono da ideia de fusão dos ministérios antagônicos, o cientista Bernard está cauteloso. “Nós que acompanhamos essa questão no dia a dia sabemos que não precisa fundir órgãos para acabar com a ação do Ministério do Meio Ambiente, há como matá-lo por inanição ou ir lentamente desmontando os quadros, estrangulando ainda mais o orçamento, ao mesmo tempo que se mantém algo assim como um MMA de fachada, mas sem a capacidade operacional capaz de executar todas as funções que ele deve e precisa executar. Então, isso também deveria estar sendo considerado e discutido amplamente pela mídia e pela própria população, a bem do Brasil". 

Cientistas e pesquisadores também preocupados com o MMA 



Fontes: oeco.org.br – Agência Brasil
              folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Por estes dias, o novo Presidente do Brasil a partir de 2019 escolherá o ministro para o Meio Ambiente e a estrutura deste órgão, vital para a busca da sustentabilidade e a solução de muitos problemas brasileiros. Neste sentido, o blog da gente, ligado ao movimento ecológico, científico, da cidadania e da não violência, debate este tema, mostrando a posição de um respeitado e atuante cientista da UFPE.

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  5. "Não me lembro se foi em em Pernambuco ou na Universidade da Bahia, acompanhei uma palestra sobre o trabalho do cientista Enrico Bernard, também sobre a Conservação da Biodiversidade, fique muito bem impressionada, é o tipo de brasileiro que pode ajudar o Brasil": comentário de Isabel Moraes, que é Zootécnica e atua na região de Piracicaba (SP) com uma equipe da USP.

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  6. "Acabo de ver no site Uol que o Presidente Bolsonaro em Brasília afirmou que possivelmente até amanhã anunciará o novo ministro do Meio Ambiente, comentando que já tem dois nomes sendo analisados e pode surgir hoje um terceiro. Ele citou ainda que a ideia básica é agilizar o setor. Poxa, ele poderia ler essa matéria de hoje, aqui": comentário também da Zootecnista Isabel Moraes, neste momento em São Paulo.

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  7. "O pesquisador em Pernambuco Enrico Bernard é mais uma prova da qualidade e da quantidades de talentos brasileiros na ciência e também no setor ambiental, mas pelo que tenho visto na mídia não é esta a perspectiva da equipe de transição governamental que parece não dar muito valor ao Meio Ambiente, espero que eu esteja enganado nesta visão e entre hoje ou amanhã me surpreenda": comentário de Antônio Castro, documentarista que está colhendo imagens sobre as cachoeiras em Minas Gerais, onde constatou: "O que se percebe é que as águas estão escasseando, um péssimo sinal".

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