quinta-feira, 1 de novembro de 2018

FRENTE PARLAMENTAR AMBIENTALISTA E MERCADO INTERNACIONAL PODERÃO BARRAR FUSÃO DOS MINISTÉRIOS DA AGRICULTURA COM O DO MEIO AMBIENTE

Cresce um movimento para obstruir esta possível fusão de ministérios tão diferentes e até antagônicos: a pressão não é só política lá no Congresso Nacional mas também no exterior e no mercado de carne e soja que exige condições sustentáveis para continuar comprando estes produtos (há até um indício lá fora de eventual boicote a alguns  produtos made in Brazil que tenham suspeição de alguma falta de controle sanitário ou ambiental)



Um dos riscos da fusão é um aumento ainda maior do desmatamento que hoje não é mais necessário, já há terras mais que suficientes para o avanço da agricultura e da pecuária no Brasil

ATENÇÃO - BOLSONARO RECUA! Valeu a pressão dos cientistas, dos ecologistras e do mercado...O Presidente eleito disse que, "pelo que tudo indica, serão dois ministérios distintos", é o que informam os repórteres Pedro Ladislau Leite e Mateus Fagundes, do site Terra agora. A ecologia venceu ao menos essa parada, graças a Deus e a bem do Brasil e da vida.



Os cientistas e ecologistas destacam que a atuação do Ministério do Meio Ambiente vai bastante além da agropecuária: dos quase 1.800 processos de licenciamento ambiental no Ibama, atualmente no MMA, apenas 29 deles têm relação com agricultura, argumentou também  o deputado federal Alessandro Molon, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, na entrevista em que ele considerou "péssima a alternativa de fusão entre estes dois órgãos públicos": a gente recebeu aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News estas informações por e-mail, contendo a reportagem de Tiago Miranda e Ana Chalub, da Agência Câmara de Notícias, sendo que esta polêmica também com destaque e com mais detalhes no site de assuntos socioambientais EcoDebate que também consultamos: e a seguir vamos resumir aqui este impasse, abrindo o nosso webespaço para este debate que é importante demais, também mostrando os argumentos de quem é a favor desta fusão.  Ao extinguir o MMA, que então se transformaria apenas numa secretaria nacional dentro do órgão voltado para as questões do agronegócio e dos interesses ruralistas, este fato é visto tecnicamente como retrocesso, segundo o movimento ecológico, científico e de cidadania, além de por em risco o padrão técnico e ambiental no país, não ajudará a recuperação da economia brasileira em crise, uma vez que atualmente a ecologia, ao mesmo nível da atividade econômica, é considerada por consenso em todos os países como um fator de desenvolvimento sustentável. 

Não se trata só da fusão mas de todo um desmonte dos órgãos de fiscalização e de controle ambiental

"Não se pode nem defender a fusão como forma de enxugar a máquina do Governo, mesmo porque o Meio Ambiente é um ministério com uma das  estruturas mais enxutas no país e com os menores investimentos, assim como o ministério da Cultura: não tem sentido esta fusão, a não ser o objetivo de neutralizar o controle socioambiental sobre os negócios ruralistas", comentou por telefone com o blog da gente Mário Tavares, economista, que analisou a questão da fusão sob o ponto de vista prático: "Ela não tem sentido técnico". 

Alessandro Molon lidera a Frente Parlamentar Ambientalista contrária à fusão administrativa do Meio Ambiente com Agricultura

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Alessandro Molon (PSB, do Rio de Janeiro), defendeu a obstrução de eventual projeto ou medida provisória do Governo Jair Bolsonaro que planeja juntar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).  “Se o novo governo insistir nessa péssima ideia, isso será objeto também de uma disputa política. Vamos obstruir, apresentar emendas e trazer a sociedade, a opinião pública aqui para dentro do Congresso para se manifestar em nome do Brasil, que não queremos que se acabe com o já despojado Ministério do Meio Ambiente, uma conquista da nação”, afirmou Alessandro Molon. 

Agronegócio e ruralistas já vem arquitetando este tipo de ações desde o Governo Temer que chega ao fim

Assessores de Jair Bolsonaro (agora e na campanha eleitoral também) já anunciaram a fusão mas não como ela será feita, como será possível. O futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM, do Rio Grande do Sul), já no trabalho de transição reafirmou que o presidente eleito já decidiu manter a fusão dos ministérios. No caso do super ministério da Economia, tem um certo conteúdo de enxugamento da máquina e redução do número de ministérios ou de gastos governamentais, mas também tem alguns problemas técnicos a serem explicados ou superados. No caso do Meio Ambiente, talvez em razão da reação contrária do mercado comprador da carne e da soja do Brasil na Europa (temendo pelo padrão ou controle de qualidade de produtos sem haver a liberdade para os órgãos ambientais), na semana passada, Jair 
 Bolsonaro havia dito que talvez não acontecesse a fusão: “Está havendo um ruído nessa área, e eu estou aberto para o diálogo, pode ser que a gente não encampe essa proposta realmente”. Mas agora a ideia, porém, foi retomada pelos seus assessores. Ao mesmo tempo, já há uma iniciativa de boicote a alimentos brasileiros (não só na UE) que venham a ser produzidos abaixo do padrão sustentável, exigido hoje em dia pelo mercado. 



Uma série de debates e pesquisas tem buscado avançar e não fragilizar a estrutura técnica do ministério do Meio Ambiente


(Confira a seguir na seção de comentários aqui do nosso blog opiniões contra ou a favor da fusão bastante polêmica entre o MMA e o Mapa, ministérios com conteúdos e objetivos bem diversos entre si, quase contrastantes: enquanto o atual ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, emitiu nota à imprensa que é contrário à fusão, o deputado federal Evair Vieira de Melo (PP, do Espírito Santo) que  integra a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, tentou justificar no site EcoDebate a fusão das pastas "para desburocratizar e agilizar ações")


A proteção da Água e todos recursos da ecologia é vital para a agricultura e até para a recuperação da economia brasileira


Fontes: Agência Câmara de Notícias - EcoDebate - Agência Brasil
              folhaverdenews.blogspot.com


8 comentários:

  1. "Acredito que a junção das pastas mostra um desconhecimento do futuro governo quanto ao trabalho do Ministério do Meio Ambiente. Não tem noção nenhuma da extensão territorial que hoje está sob a guarda do ministério, com a responsabilidade de proteger a fauna e a flora, toda a biodiversidade”: comentário de Nilto Tatto (deputado federal, PT - SP) que faz parte da direção da Frente e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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  2. "O receio, na visão de técnicos é que as demandas ambientais fiquem em segundo plano. O Ministério da Agricultura é pautado principalmente pelo agronegócio. Eles querem produzir e acumular capital o mais rápido possível, já o controle ambiental e sanitário tem um outro rumo": comentário de Mário Tavares, economista, que atua no Distrito Federal.

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  3. Os atuais ministros das duas pastas também criticaram a eventual fusão. Em nota assinada pelo ministro Edson Duarte, o Ministério do Meio Ambiente disse que a medida poderia resultar “em danos para as duas agendas”. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a ação vai ajudar a contestar o discurso feito com esforço nos últimos anos "de que o agronegócio brasileiro é sustentável".

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  4. Defesa da Fusão - Já o 1º vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), justificou a fusão das pastas para "desburocratizar e agilizar ações. São dois dinossauros, que estão aí na máquina pública brasileira, que não conseguem mais dialogar com a velocidade e com as necessidades que o Brasil da produção precisa e merece, da preservação, da conservação ou da recuperação. Não se trata só do interesse ruralista"...

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  5. "O deputado federal Evair Vieira de Melo (PP - ES) que é a favor da fusão do ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura criticou o processo de licenciamento ambiental que, para ele, é muito rigoroso para concessão, mas brando nas sanções": comentário extraído de notícia da Agência Brasil.

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  6. Logo mais, aqui nesta seção, mais comentários e informações dentro desta polêmica: você pode por direto aqui a sua opinião ou se preferir, mandar sua visão por e-mail para a redação deste blog que postamos p/vc: mande então seu e-mail para navepad@netsite.com.br

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  7. Vídeos, fotos, material de informação, sugestão de pauta ou crítica, mande seu conteúdo se quiser diretamente pro e-mail do nosso editor do blog padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Me parece claro que esta fusão é mais política e tem o sentido de desvalorizar a questão ambiental ou de proteger ainda mais o agronegócio": comentário de Anabella Santos, técnica agrícola, que trabalha na região de São José dos Campos com agricultura orgânica.

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