quinta-feira, 29 de novembro de 2018

MAIS PERTO DE TRUMP E MAIS LONGE DO PLANETA E DA ONU? ALÉM DA POLÊMICA ESTA POSIÇÃO BRASILEIRA CAUSARÁ PREJUÍZOS OU DIFICULDADES AO PAÍS?

A decisão (influenciada pelo novo Presidente da República eleito neste ano) de não sediar mais a conferência mundial do clima está causando mal estar diplomático nos países e na ONU onde a posição está sendo interpretada como um sinal do que virá a ser o país no setor ambiental a partir de 2019: Jamil Chade (correspondente brasileiro em Genebra) e Juliana Gragnani desde Londres na BBC os jornalistas enfocam esta situação que a gente resume e debate aqui



As diferenças e semelhanças entre um e outro (presidente e país)...

...também diante do sufoco da questão do clima e do ambiente hoje




Enquanto aqui dentro do país demora a definição de quem será o novo ministro do Meio Ambiente no próximo governo, a decisão do Brasil de não sediar reunião sobre clima das Nações Unidas, a COP-25 entre 11 a 22 de novembro de 2019, deixou claro que o país se aproxima da linha política de Donald Trump e se distancia do bom relacionamento com a ONU, ao anunciar que não vai mais sediar a COP-25 ano que vem criando um mal-estar diplomático, causando embaraços operacionais à Organização das Nações Unidas que agora se apressa para definir um outro pais da América Latina para receber o evento importante também para o avanço do conceito de desenvolvimento e de gestão  sustentável dos países, para garantir o futuro. A repercussão deste recuo brasileiro é grande em toda a mídia mundial que já começa a mandar equipes de reportagem para a Polônia onde, já a partir de 2ª feira começa a COP-24, com a participação já garantida de 50 chefes de estado dispostos a colaborar com a ONU em busca de solução para os problemas do clima e do meio ambiente, que foram levantados por centenas de cientistas de mais de 100 países, o chamado IPCC. São problemas reais, factuais, assim como um outro anúncio (o de transferir de Tel Aviv para Jerusalém a embaixada brasileira em Israel, também imitando decisão de Trump e dos USA) também repercute, também em termos de mercado internacional, os países árabes alinhados com a luta Palestina são um dos maiores importadores de produtos made in Brazil. Caso nenhum país do nosso continente, daqui da América Latina e do Caribe possam receber a COP de 2019 que o Brasil desistiu de sediar, a ONU não deixará de realizar o importantíssimo evento e pode organizar a reunião internacional em sua sede para assuntos do clima, em Bonn. O Brasil na contramão do planeta? Acompanhe a seguir algumas reações documentadas pela BBC News. 


Centenas de cientistas de vários países e todos os continentes...

...estão alertando através do IPCC da ONU sobre clima e ambiente


Outra decisão brasileira, a escolha do próximo ministro de Relações Exteriores reforça a ideia de que a política externa seguirá os passos de Donald Trump, anunciado nesta semana para o cargo, o embaixador Ernesto Araújo tem sido um admirador e seguidor do presidente dos Estados Unidos. Mas será que o Brasil tem condições para bancar uma política externa ao estilo da adotada pelos States? Especialistas ouvidos pela BBC em geral acreditam que nosso país tem mais a perder do que a ganhar, faltam ao governo brasileiro o peso diplomático e o poder de barganha internacional dos USA: "Nós não temos como bancar posições assim. Os Estados Unidos ainda são uma potência política, econômica e militar, ao contrário do Brasil", comentou em Salvador por telefone Elga Lessa, professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal da Bahia. Também entrevistada pela emissora britânica de alcance internacional, Elaini Cristina Gonzaga da Silva, pesquisadora e professora do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, alerta que o Brasil poderá sofrer dificuldades e até retaliações: "Os países fazem uma espécie de cálculo para verificar o quanto perdem ou ganham se cortarem ou se só deteriorarem as relações uns com os outros, o cálculo leva em conta o lado comercial, o quanto um país depende de exportações para outro ou qual será o impacto se parar de importar de um outro, no chamado poder de barganha ou potencial financeiro". Ela ainda ressalta o poderio militar dos Estados Unidos, algo bem diferente da realidade brasileira nesse sentido. Elaini Silva reconhece porém que a questão diplomática hoje fala mais alto do que o poder militar, não há o uso da força nas relações internacionais normais. Para alguns analistas, é uma piada pensar que o Brasil tenha o mesmo poder ou liberdade de ação internacional que os Estados Unidos da América. "Os brasileiros hoje não têm o poder de se projetar militar e economicamente, só tem vontade para isso e limitações", argumenta Peter Kingstone, professor do Departamento de Desenvolvimento Internacional do King's College em Londres: "As medidas anunciadas pelo próximo governo do Brasil indicam que o novo presidente quer mudanças mas seus recuos, idas e vindas não deixam claro o que ele quer e vai fazer exatamente, a minha visão é a seguinte, quem é errático durante a campanha ou antes da posse normalmente também será assim durante a sua gestão governamental". Há ainda outra preocupação, algumas das posições brasileiras de agora poderão ter oposição dentro do próprio Itamaraty. Por sua vez, Oliver Stuenkel, que é cientista na área de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entende a posição brasileira sob o seguinte ângulo: "Hoje todos os países dependem de alguma maneira ou outra dos Estados Unidos. Se um país avaliar que uma ou outra posição do Brasil tem ou venha a ter impacto negativo para os seus interesses, o certo é que o custo de se afastar do Brasil é muito menor do que se afastar dos Estados Unidos". A matéria da BBC News cita idas e vindas de autoridades ligadas ao novo governo brasileiro (por exemplo, caso do Egito ou do comércio com a China etc). E Peter Kingstone, do King's College, dá ainda uma cutucada em sua entrevista para Juliana Gragnani: "Todos precisam falar com o Trump e negociar com os americanos, mesmo se não quiserem, já com o Brasil o patamar é diferente, este país poderá é pagar um preço mais alto conforme uma ou outra atitude". Ele cita uma possível retaliação dos países árabes, por exemplo, na questão comercial, na exportação da carne brasileira, fala que palestinos, muçulmanos, árabes consomem a carne tipo halal exportada do nosso país (preparada a partir duma técnica sagrada de abate, o halal, descrits até no Alcorão). E dados da Abitec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) já mostraram que 29% das vendas de carne bovina do Brasil em 2018 (algo em torno de bilhões de dólares se levada em conta também a venda de carnes de frango para o oriente), são exportações de carne tipo halal. Elas podem deixar de serem feitas, no caso de uma ruptura diplomática, política, comercial. Enfim, não se trata somente das questões ambientais e climáticas, é todo um complexo de relações internacionais que nestes dias na COP-24 será questionado na reunião internacional da ONU na Polônia. O Brasil estará sendo questionado em suas posições lá também. 

Além do mais questões políticas, econômicas, comerciais mas,,,


 ...a questão do clima e do ambiente têm que ficar em 1º plano hoje


(Confira na seção de comentários do blog da gente outras análises e considerações sobre a questão climática, diplomática, econômica, a BBC critica tanto o PT como o próximo governo do Brasil e a sua posição bilateral favorável aos Estados Unidos e não ao planeta como um todo, além de opiniões e mensagens e alguma atualização destas informações)


Já para 2040 cientistas prevêem incêndios florestais como agora na Califórnia ou secas, enchentes, furacões e desastres naturais em vários países


Fontes: BBC - Estado de São Paulo - Terra
              folhaverdenews.com.br


9 comentários:

  1. Presidente eleito no Brasil rejeitou sediar entre 11 e 22 de novembro de 2019 a reunião mundial do clima e do ambiente da ONU (COP-25), argumentando também ser contrário a um projeto que ele define como Corredor Ecológico Internacional, área de 136 milhões de hectares entre Andes, Amazônia e o oceano Atlântico, incluindo 8 países da região amazônica, onde vivem 30 milhões de pessoas e inclusive 385 povos indígenas. Esta reserva ecológica fere a soberania nacional do nosso país em relação à Amazônia? Esta é também uma questão a ser debatida hoje em dia.

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  2. "Buscar parcerias em blocos de vários países e menos bilateralismo": comentário de Juliana Gragnani, jornalista, em sua matéria que serviu de base ao nosso post de hoje, ela em suma diz que o Brasil está mais perto de Trump e dos States do que da ONU e do planeta.

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  3. "Não poder se portar como os Estados Unidos, no entanto, não significa que o Brasil não tenha como se projetar no cenário internacional. O país tem uma tradição de não focar em rupturas como agora da ONU e depende muito do sistema multilateral": comentário de Elga Lessa, da Universidade Federal da Bahia.

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  4. "O Brasil tem buscado, por meio de sua política externa, atuar em bloco com outros países, e não por meio de negociações bilaterais. Individualmente, o Brasil tem menos força do que em conjunto - foi isso que levou à criação do Mercosul. Não uma aproximação ideológica, mas por uma tentativa de otimizar os esforços e usar o bloco como uma plataforma de negociação com outros atores": comentário de Elaini Cristina Gonzaga da Silva, pesquisadora e professora do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, também entrevistada pela BBC News.

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  5. "É preciso entender o poder de negociação de cada país, é preciso pensar nas diferentes categorias de países: os desenvolvidos, que são o motor de desenvolvimento do sistema internacional, e os em desenvolvimento, que dependem e respondem às demandas dos desenvolvidos ou potências e potências emergentes - nomenclaturas que surgiram nos anos 1990. Nem todos têm as mesmas possibilidades de influenciar o sistema. O Brasil, "historicamente um país em desenvolvimento vem seguindo uma política externa condizente com sua posição nesse espectro. O Brasil não é os Estados Unidos mas também o Brasil não é o Paraguai": comentário também de Elaini Cristina Gonzaga da Silva, pesquisadora e professora do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP.

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  6. "O que o Brasil tem que fazer? O principal poder brasileiro é o "soft power", a habilidade de um país de influenciar a política externa por meios culturais ou ideológicos. A política externa do Brasil em seu melhor momento é quando o país trabalha em silêncio com outros países. Seu 'espaço de manobra' é o fato de que todo mundo gosta do Brasil": comentário de Peter Kingstone, do King's College em Londres, entrevistado pela BBC News.

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  7. "Agora, o Brasil se sairia bem se liderasse com a ONU um esforço regional - até, possivelmente, ao lado dos Estados Unidos - para ajudar a Venezuela em sua crise humanitária, pressionando o governo para uma saída democratizante, por exemplo": comentário também de Peter Kingstone, professor do Departamento de Desenvolvimento Internacional do King's College em Londres.

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  8. "Uma situação difícil pelo que dá para sentir das matérias de Jamil Chade e da BBC, este blog resumiu legal as informações e creio que a grande mídia deveria incentivar mais este debate, ajudando a definir melhor o próximo governo do Brasil também na área ambiental": comentário de Cleacir Alves, de Vitória (ES), ele é do Rio de Janeiro, expiloto e atua como professor de inglês atualmente.

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  9. P.D.Eco- GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, ESTAMOS EM UMA FABOLOSA TRANSFORMAÇÃO DAS MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO MUNDIAL, SOBRE A ECOLOGIA E O MEIO AMBIENTE< A NOSSA AMAZONAS FOI SUCATIADA PELO GOVERNO INTERIOR, DESTRUBUIDO TODAS NOSSAS RIQUESAS PARA OS ESTRANGEIROS, AGORA O NOVO GOVERNO, TEM PLENA CONSCIÊNCIA O BRASIL TEM PAPEL ESSENCIAL NESTE NOVO CENÁRIO MUNDIAL, TEMOS COMO OBJETIVOS POLITICOS E SOCIAIS, FOCADOS EM ENTRATÉGIAS E TÁTICAS PARA COOPERAR COM A PROTEÇÃO E SALVAMENTO DO PLANETA. O BRASIL COMO POSSUIDOR DO MAIOR LENCOL FREÁTICO, DA MAIOR RESERVA DEÁGUA DOCE ESIGNIFICATIVA PARCELA DAS FLORESTAS, QUE AINDA EXISTEM NO PLANETA, TEM A VOCAÇÃO NATURAL DE SER UM DOS LÍDERES MUNDIAIS NESSA EMPREITADA, E NÃO SER USADO OU IGNORADO... VAMOS SIM CONCLAMAR UMA POSSIÇÃO MUNDIAL PARA SER CONTEMPLADO COMO GUARDIÃO DA VIDA. E SER RESPEITADO COM TAL.

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