sábado, 24 de novembro de 2018

MORTES CAUSADAS POR DESEQUILÍBRIOS DO MEIO AMBIENTE AFETAM HOJE QUASE 13 MILHÕES DE PESSOAS EM TODO O MUNDO POR ANO SEGUNDO O EL PAIS E A OMS

A Organização Mundial de Saúde da ONU calcula que 23% das mortes anuais se devem a ambientes poluídos ou pouco saudáveis, confira as informações da hora



Atual sociedade de consumo sem ecologia e com mais doenças



Problemas socioambientais aumentam doenças fatais


Desde Madrid, Espanha, a gente recebeu aqui no blog Folha Verde News matéria de Manuel Planelles realizada para o site El País com dados desta organização da ONU e ilustrada com uma das situações mais dramáticas deste problema de vários países (inclusive, Brasil): as imagens de Kevin Frayer mostram em Pequim cidadãos e cidadãs recorrendo ao uso de máscaras contra a poluição do ar. As más condições ambientais são responsáveis por 12,6 milhões de mortes por ano no planeta, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, a OMS da ONU: isso significa que cerca de 23% das mortes no mundo ocorrem por se "viver ou trabalhar em ambientes poucos saudáveis”. Os fatores de risco ambientais, como por exemplo ar, água ou solo poluídos, a exposição a produtos químicos como os agrotóxicos, a mudança climática e a radiação ultravioleta e até também a violência da realidade são fatores que contribuem para mais de 100 doenças ou traumatismos, afirma este  estudo com muitos dados. A alternativa principal para se evitar essa tragédia socioambiental é a prevenção de doenças por meio de um meio ambiente saudável. Cientistas então recomendam técnicas da Medicina Natural.




Pesquisadores se aliam a médicos em busca do equilíbrio ecológico (um importante fator de saúde)


Poluição do ar também pelos combustíveis, uma das causas de doenças fatais


Esta é a segunda edição deste relatório, que começou a coletar dados desde 2012. Um  estudo anterior foi realizado há quase uma década. Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da OMS, ressalta que nestes dez anos essa porcentagem de 23% de mortes por causas socioambientais não variou de forma objetiva, mas mudaram os tipos de doenças: "Atualmente, dois terços das mortes são por doenças crônicas, como as cardiovasculares, enfartes, câncer ou doenças respiratórias crônicas", afirma Neira. De concreto, segundo aponta o estudo, as mortes por doenças não transmissíveis que podem ser atribuídas à contaminação do ar (incluída até exposição à fumaça do fumante ao lado) aumentaram agora até a cifra de 8,2 milhões”.


Nesta última década, paralelamente, a OMS ressalta que “diminuiram as mortes devido a doenças infecciosas como diarreia e malária, que estavam vinculadas à má qualidade da água, do saneamento e da gestão do lixo". Por trás dessa redução está  uma melhoria do acesso à água potável e ao saneamento básico em alguns países (no Brasil, não), assim como a imunização, a focos de mosquito tratados com inseticidas e a medicamentos mais eficientes" (no Brasil, sim). A mudança no padrão das mortes causadas pelos problemas socioambientais propõe desafios: "As doenças crônicas são mais custosas para um país”, ressalta Drª Maria Neira comparadas com as infecciosas. “Elas têm um custo altíssimo para um país e para uma população".

Além do mais,o desmatamento causa doenças



(Confira na seção de comentários aqui no blog da gente mais dados sobre os componentes ambientais desta epidemia e recorde de vítimas fatais ou tipos de doenças ambientais que condenam muita gente, em especial, os mais sensíveis, crianças e idosos)


Enfim falta de ecologia doenças, com ecologia, vida sustentável, saúde e bem estar para a população


Fontes: brasil.elpais.com - OMS da ONU
              folhaverdenews.blogspot.com


9 comentários:

  1. "As doenças crônicas —como as cardiovasculares ou o câncer— se associam a “causas pessoais”, como o sedentarismo ou o fumo. O relatório também destaca que há componentes ambientais, como a má qualidade do ar, a exposição a produtos químicos e a queima de combustíveis fósseis nas casas. É preciso com urgência controlar esses fatores de risco à saúde e à vida de tantas pessoas em tantos lugares": comentário de Drª Maria Neira, do departamento de saúde pública e meio ambiente da OMS, da ONU.

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  2. "Os mais afetados pela má qualidade do ambiente são as crianças e as pessoas mais velhas. Os mais sensíveis às condições socioambientais. A maioria das medidas têm de ser aplicadas nas cidades. É preciso melhorar e planejar as cidades, onde se concentram muitos dos fatores de risco ambientais. Além disso, os especialistas recordam que, em 10 anos, se calcula-se que 70% da população viverá em cidades e então é preciso melhorar o transporte e os combustíveis para ter uma economia com menos dióxido de carbono": comentário do jornalista Manuel Planelles, no site El Pais sobre o relatório da OMS da ONU.

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  3. "Os mais afetados pela má qualidade do ambiente são as crianças e as pessoas mais velhas. A OMS sustenta que por ano poderiam ser evitadas 1,7 milhão de mortes de menores de cinco anos e 4,9 milhões de adultos entre 50 e 75 anos se a gestão do meio ambiente for melhorada. As infecções das vias respiratórias inferiores e as doenças diarreicas afetam sobretudo os menores de cinco anos, enquanto que as pessoas mais velhas são as mais afetadas pelas doenças não transmissíveis”: comentário extraído do texto do relatório da OMS sobre doenças ambientais.

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  4. "Por áreas geográficas, a que mais sofre com a má qualidade ambiental é o Sudeste Asiático, com 3,8 milhões de mortes anuais. Atrás dela está o Pacífico Ocidental (3,5 milhões) e a África (2,2 milhões). No Brasil mais de 1 milhão de vítimas fatais de poluição por ano. Nos últimos lugares estão o Mediterrâneo oriental (854.000) e os Estados Unidos (847.000). Na Europa, segundo a OMS, as más condições ambientais causam 1,4 milhão de mortes por ano.



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  5. "Pude ver o relatório da OMS sobre doenças ambientais. No texto realmente está que na Europa as más condições do ambiente geram 1,4 milhão de mortes por ano. Mas no Brasil, só a poluição do ar nas maiores cidades, 1 milhão de vítimas anuais, sem contar as outras doenças fatais geradas por poluição da água, por agrotóxicos, por epidemias, aí a quantidade de vítimas passa de 3 milhões de pessoas por ano, é um número significativo, enfim, ecologia é hoje um fator de saúde pública": comentário de Carlos Augusto Fernandes, médico neurologista, de São Paulo, corrigindo e completando uma informação da gente sobre este relatório, que ele leu no original.


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  8. "O estudo identifica uma centena de doenças ou traumatismos vinculados às condições ambientais negativas. À frente em relação à mortalidade relacionada ao meio ambiente, estão os acidentes vasculares cerebrais, que representam 2,5 milhões de mortes por ano. Atrás deles estão as cardiopatias isquêmicas, com 2,3 milhões. Em terceiro lugar estão os chamados traumatismos involuntários, por exemplo, mortes por acidente de trânsito, que respondem por 1,7 milhão de mortes anuais, número semelhante ao de vários tipos de câncer": comentário também do médico de SP, Carlos Augusto Fernandes, que traduziu e nos enviou parte do relatório da OMS que a gente não tinha. Agradecemos e a informação fica assim mais completa.

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  9. "Teno acompanhado estes problemas e sei que a maioria das medidas têm de ser aplicadas nas cidades. Li que é preciso melhorar e planejar as cidades, onde se concentram muitos dos fatores de risco ambientais. Além disso, os especialistas mostram em seus estudos que, em 10 anos,70% da população será urbana. É preciso melhorar o transporte e mudar os combustíveis para ter uma economia com menos dióxido de carbono, mais ecológica e com maior saúde para a população": comentário de José Oliva Mendes, engenheiro civil, de São José dos Campos (SP).

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