sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PROBLEMAS DO MEIO AMBIENTE E DO CLIMA COMO EXCESSO DE CALOR E POLUIÇÃO JÁ ESTÃO ENFRAQUECENDO A PRÓPRIA ESTRUTURA DAS ÁRVORES

O crescente aquecimento global torna as árvores maiores porém mais frágeis destaca agora o site da revista Veja: esse fato também explica as quedas e tantos acidentes ocorrendo nesta época em nossas cidades e estradas por aqui em várias regiões do Brasil


Nem sempre o tamanho da árvore é sinal positivo


Embora tenham mais tempo para crescer, essas plantas têm produzido madeiras de menor qualidade", escreve a repórter Sabrina Brito, na abertura da matéria sobre esta pesquisa que foi feita na Europa Central e está sendo debatida por engenheiros florestais, botânicos e biólogos por todo o planeta. De forma geral, as árvores precisam e se beneficiam com altas temperaturas algo que as ajuda a se desenvolverem. Nesse sentido, com o aumento cada vez mais do aquecimento global essas plantas até têm tido um número maior de dias aproveitáveis e, assim, crescido mais. Apesar deste fator parecer algo positivo, um estudo das florestas feitos por uma equipe de pesquisadores da natureza numa região com muitas florestas no centro da Europa apontou outro efeito do clima cada vez mais mais quente: quando somado à poluição e às más práticas agrícolas, (desmatamento, queimadas, agrotóxicos) tudo isso junto tem tornado a própria madeira mais fraca, resultando em árvores que quebram com mais facilidade do que o normal, embora tenham mais tamanho.


Árvores andam crescendo mais mas...

...se mostram mais frágeis....

Por aqui também tem havido quedas e problemas...

...também devido aos efeitos da poluição ambiental


A gente viu no portal do National Geographic uma informação a mais: a análise do crescimento de árvores durante tantos anos de problemas nas condições ambientais pode ajudar os cientistas a entender melhor como florestas em geral podem responder às mudanças climáticas, também as plantas em torno das rodovias ou nas cidades. “Estudar árvores  é altamente valioso para prever melhor o impacto futuro das mudanças climáticas", argumenta Maxime Cailleret, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas de Florestas, em um estudo sobre a mortalidade de árvores. Gianluca Piovesan, da Universidade de Tuscia constatou que no alto das montanhas do Parque Nacional de Pollino grandes e antigos pinheiros têm sofrido anormalidades, como na parte central de árvores, faltando alguns anéis e a madeira virando poeira. 


 Problemas do clima e da poluição afetam também as árvores cada vez mais por todos os lugares


Caso a qualidade da madeira tivesse se mantido inalterada e acompanhado o crescimento das árvores pesquisadas na Europa Central, o aumento de tamanho poderia indicar uma maior quantidade de carbono sendo então sequestrada da atmosfera, uma vez que árvores usam esse elemento em seus ciclos metabólicos. O crescimento arbóreo então em tese seria benéfico para o planeta, auxiliando uma possível desaceleração do aquecimento global,  que é relacionado ao aumento da porcentagem de carbono na atmosfera. Mas a nova pesquisa também mostrada no site veja.com revela que nas quatro espécies investigadas, a densidade da madeira obteve uma piora de 8% a 12% e está mais frágil do que nunca. De acordo com os pesquisadores, a degradação é muito grande e até inesperada. Um dos culpados, segundo constataram é a maior quantidade de nitrogênio nos solos, proveniente tanto de fertilizantes agrícolas quanto dos gases emitidos por veículos, o aumento da poluição está tornando mais fraca a estrutura das plantasO nível de carbono sendo captado por essas árvores que crescem demais tem caido também e em proporções ainda maiores: cerca de 50%. Isso quer dizer: as plantas estão capturando muito menos COda atmosfera do que antes. Como esse gás é um acelerador do aquecimento do planeta, desequilibrando o clima e o meio ambiente, neste contexto, nem sempre o tamanho da árvore que cresce demais significa saúde da natureza por culpa dos homens e do atual modo de viver por aqui e em quase todo lugar do planeta.


Precisamos ir à luta protegendo as árvores nativas...

...que ajudam o clima, o ambiente e elas mesmas


Fontes: veja.abril.com - nationalgeographicbrasil.com
              folhaverdenews.blogspot.com 

9 comentários:

  1. "Chegará um dia em que falar de árvores será um crime", escreveu em um dos seus poemas o autor Bertold Brecht no século passado: ele profetizou tanto a falta de liberdade como também as dificuldades do que lutam pelo meio ambiente. A gente cita este lance para estimular você também a ir à luta por toda a ecologia da vida, também pelas árvores, sem mais sensíveis do que nós...

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  2. "Antigos Pinheiros parecem estar vivendo muito bem sua velhice, segundo o que pesquisadores relataram na semana passada na publicação Ecology. Exames mostram que algumas destas árvores tiveram um estirão de crescimento nas últimas décadas, quando anéis maiores surgiram em seu tronco, apesar de muitas outras na região do Mediterrâneo estarem vivendo um declínio de crescimento. A pesquisa mostra também que algumas árvores podem sobreviver por séculos, mesmo quando submetidas a mudanças climáticas extremas. Antigos pinheiros por exemplo, foram germinados em um período frio durante a época medieval e, em seguida, viveu temperaturas muito mais quentes, incluindo períodos de seca. Isso afeta as árvores, poluição, desmatamento, agrotóxicos, aquecimento global. Ao
    analisar esse crescimento durante tantos anos de mudanças nas condições ambientais pode ajudar os cientistas a entender melhor como florestas, em geral, podem responder às modernas mudanças climáticas, diz a equipe de estudo": comentário extraído de reportagem no site da National Geographic.

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  3. “Estudar árvores é altamente valioso também para prever melhor o impacto futuro das mudanças climáticas nos ecossistemas florestais": comentário de Maxime Cailleret, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas de Florestas, Neve e Paisagens, que estuda a mortalidade de árvores.

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  4. ..."Deparamos com o velho pinheiro de Heldreich em uma íngreme encosta rochosa no alto das montanhas do Parque Nacional de Pollino. Embora a árvore parecesse muito antiga, a equipe logo percebeu que determinar sua verdadeira idade não seria tão simples quanto datar seus anéis. A parte central da árvore, que conteria os anéis mais antigos, estava faltando. A parte interna do tronco era como poeira, nunca vimos nada parecido, havia pelo menos 20 centímetros de madeira faltando na estrutura central da árvore": comentário de Gianluca Piovesan, da Universidade de Tuscia, Itália.


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  5. "Se na Itália,a na Suíça ou na Europa Central as árvores estão sofrendo as mudanças climáticas e as agressões ambientais, imagine então por aqui seja no sudeste ou na Amazônia, em todas as regiões e biomas nesse país ruralista": comentário de Rafael Mendes Silva, produtor cultural e ecologista, que é do interior (região de Presidente Prudente) mas que atua hoje em São Paulo, capital.

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  6. "Áreas florestais têm sido profundamente exploradas pelos humanos neste período, uma vez que a terra foi transformada para a agricultura e as cidades cresceram. No entanto, áreas remotas, pelo menos algumas, foram poupadas, uma vez que o local é de difícil acesso. Embora o parque seja o lar de milhares de pinheiros de Heldreich, a maioria tem entre 500 e 600 anos. A equipe identificou apenas outros três que provavelmente terão mais de um milênio de idade. Nossa equipe
    observa que o recente aquecimento global também foi um revés para as antigas árvores": comentário extraído de reportagem feita pelo Natiobal Geographic sobre Pinheiros na Europa.

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  9. "A recuperação da ecologia cada vez mais perdida no Brasil começa com um planto em massa de árvores nativas": comentário de Fernanda Santos Albuquerque, engenheira ambiental, de Belo Horizonte (MG): ela nos manda material sobre a recuperação de árvores urbanas, a gente agradece e vamos divulgar, abraços e paz na luta da natureza.

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