quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

INDÚSTRIA PETROLÍFERA ACUSADA HOJE DE PREJUDICAR A ECOLOGIA E A SOBREVIVÊNCIA DOS PESCADORES NA BAÍA DE GUANABARA

Líderes de pescadores protestam contra vazamento de 60 mil litros de petróleo no Rio Estrela que desemboca na baía agora mais poluída e sem peixes e sem caranguejo: "Estão destruindo a nossa natureza e as nossas vidas" 

Mais um vazamento, águas mais poluídas

Não é apenas a beleza da paisagem nem só o turismo que estão sendo prejudicados, pescadores do Rio de Janeiro protestaram hoje em frente ao Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro contra mais um vazamento de óleo na Baía de Guanabara: o último ocorreu dia 9 e até agora não foram tomadas as providências nem resgatados os direitos da comunidade carioca de pescadores. Mesmo ignorados pela grande mídia (talvez pela força do lobby do petróleo) eles resolveram ir à rua protestar, impossibilitados de pescar nas águas poluídas, eles cobram das autoridades o reparo dos danos do mar e do trabalho deles que vivem da pesca. 

Movimento ecológico e de cidadania precisa apoiar pescadores do Rio


O pescador Jorge Soares lembrou que essa não é a primeira vez em que há vazamento de óleo na Baía de Guanabara e ele denunciou que ainda em 2000 um duto da Petrobras se rompeu e liberou 1,3 milhão de litros nas águas da baía. Até hoje, segundo o pescador, ninguém foi indenizado: “Estamos cansados de esperar. Do ano de 2000 para cá, autoridades não se movem para nada. Eles estão acabando com a Baía, com a natureza, com o mar é o nosso patrimônio e tudo o que fizeram foi mandar suspender a pesca. Nós vamos viver de quê?”. 

Em 10 dias o que as autoridades fizeram?

Pescadores questionam, vamos viver de quê?

Depois do crime ambiental (1,3 milhão de litros nas águas há já 18 anos ainda impune) agora no início do mês cerca de 60 mil litros de óleo foram de novo despejados desta vez no Rio Estrela, que desemboca na Baía de Guanabara. Segundo a Transpetro, uma subsidiária da Petrobras que atua por lá no transporte e na logística de combustível, lá e em todo o país, "o escapamento se deu após uma tentativa de furto de óleo".
"A poluição das águas não prejudica apenas a pesca e tudo mas também a caça de caranguejos, minha sobrevivência",  explicou a caranguejeira Dalva dos Santos: “A gente não pode pegar o caranguejo porque eles acabaram. Lá está cheio de lama e de óleo e não tem como a gente pegar para comer nem para vender”.  A Agência Brasil calculou que o vazamento prejudica pelo menos 20 mil pescadores, número de trabalhadores registrados na Federação de Pescadores do Rio de Janeiro (Feperj). "É mais gente, tem famílias que pescam e não são registrados ainda, é mais gente", segundo a advogada que representa os pescadores, Elza Maimoni, ela comentou que o acidente afetou todas as comunidades pesqueiras do Rio Estrela, entre os municípios de Magé e de Duque de Caxias, região do Porto da Chacrinha, Praia de Mauá, Paquetá, e Tubiacanga. Ecologistas pedem resgate dos direitos ou o pagamento imediato dos pescadores que foram mais uma vez prejudicados, além de um avanço no sistema de segurança ambiental, "ao invés de proteger e de recuperar estas águas preciosas para a natureza, a cidade e os pescadores, estas empresas estão destruindo a Baía de Guanabara, com o lucro gigantesco, deveriam investir na despoluição do nosso mar", argumentou Álvaro Borges, que mora desde criança junto à Lagoa Rodrigo Freitas. Ele quer descobrir uma forma de ajudar os pescadores a ampliar os protestos ainda antes do Natal. 



Baía de Guanabar é patrimônio da natureza e do povo carioca e não da indústria do petróleo


(Confira na seção de comentários deste blog da ecologia e da cidadania mais detalhes sobre este vazamento, sobre a poluição da Baía de Guanabara, sobre a luta dos pescadores e dos ecologistas  do Rio de Janeiro)



Rio Estrela continua desembocando a poluição


Ecologistas pedem pelos pescadores e pela recuperação ambiental da Baía de Guanabara

Fontes: Agência Brasil - IstoÉ - JB
              folhaverdenews.com.br

7 comentários:

  1. "Sobre o vazamento do ano 2000, a Justiça determinou que a Petrobras pagasse indenização por 10 anos, no valor de um salário mínimo por mês para cada pescador, no entanto, a estatal recorreu da decisão. Em segunda instância a decisão foi mantida, mas houve um recurso para o Supremo Tribunal Federal, que anulou a decisão e determinou que o pagamento fosse feito por apenas dois meses": comentou Elza Maimoni, a advogada que está tentando defender os pescador do Rio.

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  2. ERRO DE DIGITAÇÃO - No comentário anterior por equívoco houve erro de digitação, a íntegra do texto é "Sobre o vazamento do ano 2000, a Justiça determinou que a Petrobras pagasse indenização por 10 anos, no valor de um salário mínimo por mês para cada pescador, no entanto, a estatal recorreu da decisão. Em segunda instância a decisão foi mantida, mas houve um recurso para o Supremo Tribunal Federal, que anulou a decisão e determinou que o pagamento fosse feito por apenas dois meses": comentou Elza Maimoni, a advogada que está tentando defender os pescadores do Rio Estrela no Rio de Janeiro.

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  3. "A Petrobras só aceitou pagar janeiro e fevereiro de 2000 a cada um dos pescadores. Só que nós estamos em dezembro de 2018 e até hoje ninguém recebeu nem mesmo essa indenização essa indenização mínima": comentário também da advogada Elza Maimoni em flash na Agência Brasil hoje sobre um outro vazamento (há 18 anos) que ainda não pagou os direitos dos pescadores prejudicados na comunidade do Rio Estrela, no Rio de Janeiro.

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  4. "Em nota, a Petrobras explicou que sobre o vazamento de 2000 a Justiça acolheu o pedido de indenização de R$ 96 milhões, equivalente a 45 dias de trabalho para cada um dos 12.180 pescadores. Segundo a empresa, as indenizações ainda não foram pagas até agora “pois ainda estavam em discussão os critérios para pagamento, objeto de recursos tanto da Petrobras, quanto da própria Feperj, Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro": comentário extraído de matéria do site JB.

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  5. "A Transpetro informou que está mapeando as áreas afetadas pelo vazamento no Rio Estrela nestes dias, em conjunto com as organizações sociais e representantes legais dos pescadores e catadores de caranguejo. A companhia mantém diálogo constante com a comunidade local para avaliar quais ações devem ser tomadas para reduzir os impactos da tentativa de furto de combustível que causou o vazamento”: nota divulgada pela empresa no site IstoÉ que registrou o protesto dos pescadores nesta quinta feira no Rio de Janeiro.

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  6. "Empresas como a Petrobrás ou a Transpetro que têm grande lucratividade deveriam ter uma gestão socioambiental na Baía de Guanabara, zelando pelos milhares de pescadores e também pela despoluição das águas": comentário de Jonas da Silva Santos, lojista e ligado a causas da cidadania e da ecologia no Rio de Janeiro, "que está muito mudado, devido à violência, à corrupção das autoridades públicas e também à poluição, també, do lixo".

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  7. "A mídia não deveria se curvar ao lobby do petróleo e enfocar a situação dos pescadores": comentário também do comerciante carioca Jonas da Silva Santos.

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