quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

NÃO É DINHEIRO QUE FALTA MAS GESTÃO GOVERNAMENTAL DO MEIO AMBIENTE: NORUEGUESES CRITICAM O BRASIL NESSE SENTIDO AO FAZEREM DOAÇÃO A NOSSO PAÍS

Noruega resolve doar 270 milhões de reais ao Brasil em projeto para estimular uma queda no desmatamento



Desmatamento na Amazônia cresceu 14% em 2018


O governo norueguês no momento da doação demonstra preocupação com índices mais recentes que apontam que a floresta ficou menos protegida ainda em 2018: para estimular uma virada nesta situação foram destinados 70 milhões de dólares para o Fundo Amazônia, projeto responsável por combater desmatamento e incentivar o uso sustentável de recursos da região amazônica. Pelas regras do fundo, a contribuição foi feita levando em conta os resultados em proteger a floresta em anos anteriores, entre agosto de 2016 a julho de 2017, nossa país havia conseguido reduzir em 12% a taxa de desmatamento na Amazônia. Mas agora já houve um aumento do desmate em cerca de 14%, isso pode levar a um corte da contribuição em 2019. Baseados em dados também do INPE e do IBGE cientistas noruegueses estão afirmando agora que o desmatamento no Brasil bateu o recorde deste problema nos números desta década, o que é a pior marca nos últimos tempos. 

Imazon mostra uma das causas do desmatamento



Em comunicado oficial, a Noruega demonstrou preocupação com os resultados mais recentes no combate ao desmatamento nos estados que integram a Amazônia Legal, os índices preliminares indicam aumento de 13,7% no desmatamento entre agosto de 2017 e julho de 2018, a pior marca dos últimos dez anos. 


Hoje vídeo aqui no blog: o valor da ecologia


"Os números só serão verificados no próximo ano, mas a estimativa preliminar de aumento do desmatamento já deveria ser motivo de preocupação para o Brasil tanto quanto é para a Noruega", diz a nota oficial. Outros dados mostram que neste ano o valor do apoio norueguês foi 67% maior do que a última contribuição feita em 2017. Na época, foram doados U$ 41,8 milhões (R$ 160,9 milhões em valores atuais). Já em 2016, quando o desmatamento aumentou, o fundo sofreu corte. O mais importante é que desde que a Noruega iniciou seu apoio ao Fundo Amazônia, a diminuição do desmatamento na região evitou que mais de 4,5 bilhões de toneladas de CO² fossem emitidos. Para se ter uma dimensão do que representa isso, o número equivale a quase 100 vezes a quantidade total de emissões de gases de efeito estufa registradas anualmente pelo país nórdico.

Mídia regional também cita o problema


(Confira a seguir mais informações sobre esta questão na seção de comentários deste nosso blog, dados de agências de notícias e da BBC, divulgados por Giovana Girardi agora no site Terra, mostram que as emissões de CO2 voltaram a subir em todo o planeta, alta em quase 3% a mais agora em 2018 do que em 2017)


Ecologistas na Noruega têm criticado...

...aumento de queimadas e desmatamento...

...em todas regiões da Amazônia Legal



Fontes:  AFP - Reuters - Terra - BBC
                folhaverdenews.com.br
            

6 comentários:

  1. "As emissões de CO2 voltaram a subir no mundo e batem recorde
    É o segundo aumento consecutivo depois de um período de três anos de estabilidade (de 2014 a 2016), que tinha dado esperanças de que o problema talvez começasse a ficar sob algum controle": comentário de Giovana Giradi, em sua matéria neste tema no site Terra.

    ResponderExcluir
  2. "As emissões globais de dióxido de carbono voltaram a crescer em 2018 e devem fechar o ano com alta de 2,7%, em comparação com o ano passado. É o que revelou nesta quarta-feira, 5, o novo relatório do Global Carbon Project, que está sendo divulgado na Conferência do Clima da ONU (COP 24), sendo realizada em Katowice, na Polônia": comentário ainda da jornalista Giovana Girardi, Terra.



    ResponderExcluir
  3. "Defasagem de corte de gases de efeito estufa está crescendo e os níveis globais de dióxido de carbono atingiram um record nestes últimos meses, em várias regiões da Terra": comentário extraído de documento do IPCC da ONU na COP24 agora em andamento na Polônia.






    ResponderExcluir
  4. "Em 2017 já tinha ocorrido uma alta de 1,6%. E neste ano subiu ainda mais o volume de CO2 na atmosfera. O crescimento em 2018 se deu por causa da queima de carvão no mundo, que voltou a crescer depois de um período de baixa, e ocorreu apesar de um crescimento de 15% em energia renovável. As dez maiores emissões no ano foram China, Estados Unidos, Índia, Rússia, Japão, Alemanha, Irã, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Canadá. O ranking considera as emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis e não a de desmatamento ou agricultura, por exemplo, categorias em que o Brasil mais colabora. Quando isso é levado em conta, nosso país aparece como o sétimo maior emissor de CO2": comentário baseado em ralatório da Rubicon Project.

    ResponderExcluir
  5. "Para limitar o aquecimento global à meta do Acordo de Paris de 1,5° C, as emissões de CO2 precisariam diminuir em 50% até 2030 e chegar à rede zero por volta de 2050. Estamos muito longe disso e muito mais precisa ser feito. Se os países se ativerem aos compromissos que já assumiram, estamos a caminho de ver 3°C de aquecimento nos próximos anos": comentário de Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia, instituição que lidera o levantamento mundial da questão do clima e do ambiente.

    ResponderExcluir
  6. "As emissões globais de todas as atividades humanas devem chegar a 41,5 bilhões de toneladas em 2018. A maior parte disso é proveniente da queima de combustíveis fósseis que, sozinha deve atingir 37,1 bilhões de toneladas. O resto é fornecido principalmente por ações de mudança de uso do solo, como o desmatamento e é nessa faixa onde o Brasil mais "se destaca" como poluidor ou emissor de CO2": comentário extraído de noticiário da BBC News na COP24 na Polônia.

    ResponderExcluir

Translation

translation