sábado, 8 de dezembro de 2018

PLANO ANTI POLUIÇÃO SUPEROU TODAS AS EXPECTATIVAS A BEM DA SAÚDE DO MEIO AMBIENTE E DA POPULAÇÃO (MAS ISSO É EM MADRID)

Só no primeiro dia da implantação do plano antipoluição conhecido como Madrid Central o tráfego diminuiu até 32% em algumas das principais avenidas e ruas da capital espanhola

Todos sabem que é preciso mudar, mas como?


"Recordamos o que está em questão: tirar do centro da cidade veículos a gasolina anteriores a 2000 e a gasóleo, registados antes de 2006. Ao todo, a ação se dá em bairros que formam uma área total que ultrapassa os 470 hectares.
Os moradores têm até 2025 para trocar por um veículo não poluente. Mas multas só depois", informava nestes dias uma notícia da Euronews: "As ruas não são elásticas, não cabem mais carros", comentava moradora em depoimento numa rua de Madrid Central. Há moradores que acham que "todos saem ganhando, as ruas são também para os pedestres, para as pessoas. Porém, outros criticavam na mesma edição, porque precisavam do carro para trabalhar ou que "estas medidas estão sendo radicais e dificultando nossa vida". O objetivo do plano de Madrid é muito amplo: até 2020, reduzir em 23% as emissões de poluentes, por exemplo, o dióxido de azoto. "A saúde sai ganhando e isso é bom para todos", falavam em seus depoimentos os que eram a favor. "Quem realmente está sendo penalizado com este plano?", questionavam moradores contrários.



Como mudar e avançar é a questão


Na França, 700 manifestantes contra o aumento dos combustíveis foram presos em 4 semanas dum outro plano para diminuir a poluição do ar pelo diesel ou pela gasolina, uma reação popular muito grande, o Governo Macron explica que é uma forma de estimular o carro elétrico, que não polui, porém, com certeza, este aumento no preço do combustível está criando um efeito social secundário negativo, piorando a qualidade de vida das pessoas com menos recursos. 



20 pessoas morrem por dia de poluição somente em São Paulo



Algo é preciso ser feito, milhares de pessoas são vítimas a cada ano de doenças fatais nas maiores cidades de todo o planeta (por aqui no Brasil e na América do Sul também), realmente é necessário mudar e avançar os transportes, a economia, a estrutura energética e recuperar a ecologia. Mas os governos dos países ainda não encontraram como fazer isso. Urgente mudar e avançar a bem da saúde pública e do meio ambiente, mas com que tipo de medidas? Nesse ponto, o plano de Madrid parece um dos que mais conseguem um equilíbrio nesta situação complexa. 



O centro dos problemas da poluição do ar


Confira logo mais por aqui vídeo da BBC sobre os malefícios da poluição do ar à saúde das pessoas, bem como para um controle hoje urgente do aumento do CO2, dos gases de efeito estufa, causadores de desequilíbrios do clima e do meio ambiente.   



A alternativa das bikes é cada vez mais debatida


Por sua vez, no site dos ciclistas em São Paulo (uma das cidades mais poluídas do mundo), o vadebike.org, pesquisador especializado em poluição do ar, Willian Cruz, há anos vem dimensionando as consequências do uso excessivo dos carros, caminhões e ônibus com combustível poluente.



"Em São Paulo, o uso do carro já atingiu o limite. Congestionamentos em qualquer dia e qualquer horário, não há mais onde estacionar, quatro pessoas morrem por dia em acidentes de trânsito e vinte outras por complicações resultantes de doenças causadas pela poluição dos carros" (Willian Cruz).


As próprias autoridades que respondem pela poluição na Grande São Paulo, através da Cetesb, confirmam que 90% deste problema ambiental e de saúde é causado pelos carros ou pelos seus combustíveis. Pesquisas da USP já comprovaram: os paulistanos vivem em média 2 anos menos do que moradores de cidades menos poluídas. Mais ainda: 20 pessoas morrem por dia segundo já constatou o laboratório de poluição atmosférica da Universidade de São Paulo. É urgente, é preciso mudar o trânsito ou o tipo de combustíveis e avançar a qualidade de vida urbana. Mas como se fazer isso agora? Esta é uma questão da hora. 



Na China isso popularizou máscaras e carros elétricos


(Confira na seção de comentários deste nosso blog mais dados, informações, mensagens e opiniões nessa luta)




Toda grande cidade busca uma menor poluição



Fontes: Euronews - Vadebike - BBC
              folhaverdenews.com.br

5 comentários:

  1. Como mudar rapidamente os combustíveis ou a estrutura das cidades para reduzir os índices de poluição do ar? Este é um problema de meio ambiente, saúde pública e tecnologia atual.

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  2. "Cada vez mais pessoas criticam o uso excessivo dos carros nas cidades, ainda que continuem dirigindo. E há críticas tão fortes que por vezes acabam sendo classificadas como uma “demonização do automóvel”, uma espécie de revanchismo. Mas por que tanta gente culpa o carro pela situação caótica das cidades? Na cidade de São Paulo, 90% da poluição é causada pelos carros, dados da Cetesb. Os paulistanos vivem em média dois anos a menos por causa dessa poluição, que mata quase 20 pessoas por dia, segundo pesquisou o laboratório de poluição atmosférica da USP. E aí, qual é a saída?": comentário extraído do site vadebike.org

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  3. "É uma situação complexa e difícil de se mudar a curto prazo, na França, uma tentativa governamental para mudar de forma radical a situação, parece ter errado de foco e gerou um drama, umas revolta popular contra o aumento dos combustíveis e das dificuldades para o morador com menos recursos": comentário de Getúlio Morais, engenheiro de tráfego pela USP e que atua na região de São José dos Campos (SP).

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  4. "Há outros problemas além da poluição, o congestionamento é o mais óbvio deles. Crescendo a cada ano, os índices de congestionamento enervam os motoristas, já que o problema não é resolvido. A medição oficial fica bem aquém da apresentada pelo Maplink, por exemplo. Em alguns lugares de São Paulo, há congestionamento já dentro da garagem do edifício": comentário extraído de matéria do Jornal da USP.

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  5. "A poluição além do congestionamento causa problemas diretos de saúde (e fechar a janela do carro e ligar o ar condicionado não adianta porque, mesmo filtrando o material particulado, ainda penetram no veículo gases como dióxido de nitrogênio). Crescem os índices de doenças e de acidentes (quatro mortos por dia em São Paulo – sendo um deles pedestre, que não tem nada a ver com carros ou motos – e 30 mil mortes no Brasil ao ano só nas estradas), indiretos (stress e ansiedade), econômicos(com trabalhadores que poderiam estar produzindo, vendendo, prestando serviços em vez de estar ali, com negócios que deixam de ser fechados, com reuniões adiadas, produtos não entregues, etc.) e sociais (pessoas que passam menos tempo com a família, convivem menos com os amigos, vêem menos os vizinhos ou se importam cada vez menos com as pessoas). Transporte coletivo bom, combustível não poluente, outra organização social nas cidades, qual é a solução?!": comentário também do engenheiro civil Getúlio Morais, especializado em tráfego urbano.

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