sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

ULTIMO DIA DA COP24 DA ONU NA POLÔNIA APROVA PROJETO DE ENERGIA SOLAR EM APOIO A COMUNIDADES ISOLADAS DA AMAZÔNIA

Um mutirão entre países participantes da Conferência do Clima da ONU em Katowice com entidades ambientais e doação de equipamentos do Ministério de Minas e Energia do Brasil está tornando possível ampliar para outras regiões um projeto piloto do WWF que existe desde 2016 no sul da Amazônia junto a reservas extrativistas



Rede de energia para acabar com o isolamento, ajudar a sobrevivência das comunidades e a defesa ambiental


Através de e-mail a gente recebeu aqui no blog Folha Verde News notícia da EFE sobre um encontro realizado ainda hoje, dia de encerramento da COP24 da ONU na Polônia. Michal Kurtyka, que é o presidente desta conferência da Organização das Nações Unidas, ao aprovar a iniciativa da WWF (fundo mundial da natureza) e seus parceiros, explicou que medidas assim ajudam os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS), as comunidades isoladas e o meio ambiente. O evento em que foi debatido este apoio de instalação de energia solar em 300 comunidades de povos da floresta, extrativistas, ribeirinhos e aldeias indígenas, foi oficializado junto a representantes de 60 países. "Unravelling the mistery towards green and universal energy acess for the last mile areas" foi o tema do evento para debater como dar acesso à rede de energia elétrica (no caso, solar) a estas comunidades isoladas, para melhorar as suas condições básicas de sobrevivência. Michal Kurtyka divulgou pesquisa que mostra que no planeta hoje ainda há 1 bilhão de pessoas sem acesso à energia. No Brasil, 1 milhão de pessoas, na Amazônia e em outras regiões do país. 


Uma das reservas extrativistas que já contam com...


...energia solar ao sul da Amazônia


O coordenador do projeto piloto do WWF no Brasil, André Nahur explicou que esta entidade não governamental atua na conservação da natureza brasileira, buscando estimular o uso racional dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável, a bem da economia e da ecologia, em várias regiões e biomas. Esta atuação integra a rede mundial do WWF, que hoje está em mais de 100 países, sendo apoiada em suas ações por cerca de 5 milhões de pessoas da sociedade civil, com doações e também serviços voluntários. Sobre o projeto piloto de energia solar no sul do Amazonas, que vem sendo realizado há 2 anos com bons resultados, ele se chama Resex Solar, está apoiando o dia a dia da população em reservas extrativistas, por exemplo, na produção de mandioca, na refrigeração do pescado, acesso à Internet e educação das crianças e adolescentes destas comunidades, como explicou a líder deste projeto piloto (que agora será ampliado), Alessandra Mathyas, argumentando que as placas de energia solar facilitam a vida das comunidades e até a defesa do meio ambiente nas aldeias isoladas que sobrevivem com pesca, extração de látex, agricultura de subsistência. A representante do  Ibama e do Instituto Chico Mendes, também presente neste último encontro da agenda doa COP24 da ONU hoje em Katowice na Polônia, no encerramento dos trabalhos, Mara Carvalho Nottinghan destacou que além de economizar o dinheiro gasto com geradores de energia com combustível poluente, a eletricidade obtida através de placas de energia solar ajudam até a controlar ou reduzir em alguns casos o desmatamento ilegal, sendo vital para a sobrevivência das comunidades locais. 


O uso da Internet e a educação...

...serão menos difíceis agora...

...em 300 comunidades isoladas no Brasil


O mutirão para criar um sistema de eletricidade para comunidades isoladas e sem acesso a rede de energia, através de 300 placas solares, além a ONU, do WWF e da colaboração de outras entidades ambientalistas, contará também com um apoio do Ministério de Minas e Energia do Brasil, que está fazendo a doação de equipamentos solares que não estão sendo utilizados mas estão em perfeitas condições para gerar eletricidade, no caso, são painéis, inversores e controladores, agilizando a ampliação deste programa. Foi uma boa notícia para comunidades isoladas que sofrem um sufoco na sua sobrevivência e vivem isoladas da rede de energia na Amazônia e no Cerrado. 



Com a energia se pode refrigerar os pescados...

...melhorando toda condição de vida nos Resex


“Quem não tem energia dorme às 6h ou 7h da noite, no calor, e dentro do mosquiteiro, para se proteger dos piuns e carapanãs”, comentou Antonia Lopes, de 22 anos, ela é uma das moradoras da Resex do Médio Purus, no sul do estado do Amazonas, Antônia fez um dos depoimentos de moradores no vídeo e na plataforma digital sobre o projeto Resex Solar – Reservas Extrativistas Produtoras de Energia Limpa, de autoria do WWF-Brasil e do ICMBio, com o apoio de diversas organizações, cujo lançamento se deu hoje durante o evento na COP24 da ONU, na Polônia. 

No último encontro hoje da Conferência da ONU na Polônia foi aprovado o sistema de energia solar em comunidades isoladas da Amazônia já sendo implantado pelo WWF

(Confira mais algumas informações por aqui na seção de comentários deste blog de ecologia e de cidadania, bem como mensagens e opiniões)

Placas solares trazem nova vida...

...a povos da floresta isolados da rede de energia


Fontes: EFE - ONU - UOL - WWF
                 folhaverdenews.com.br
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7 comentários:

  1. "O município de Lábrea registra os maiores índices de desmatamento de todo o estado do Amazonas e, nacionalmente, ocupa a 3ª posição neste triste ranking. Reverter este quadro só é possível por meio do fortalecimento das organizações sociais e do apoio à produção extrativista, ampliando a renda dos moradores locais e diminuindo a dependência dos recursos oriundos do desmatamento para madeira ilegal ou criação de gado": comentário de matéria no jornal e site Folha do Cerrado. sobre as comunidades isoladas e sem energia.

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  2. "Uma das formas para se chegar a este fortalecimento é por meio da combinação do uso de elétrica de fonte limpa, com redução do óleo diesel e gasolina, com o aumento da produção extrativista, o que resulta em mais renda e qualidade de vida para populações que vivem de forma isolada no sul do Amazonas. Este é o objetivo do Projeto Resex Produtoras de Energia Limpa, uma iniciativa do WWF-Brasil e do ICMBio que começou em 2016 e acaba de fazer a segunda leva de instalações de sistemas solares": comentário extraído do documento debatido hoje no último dia da COP24, a Conferência do Clima da ONU, na Polônia.

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  3. "Depois de ter capacitado moradores das duas reservas extrativistas da região em instalação de sistemas fotovoltaicos – com o apoio do Instituto Mamirauá - e implantado o primeiro sistema em uma escola na comunidade de Cassianã, acabando com o barulho e a poluição produzidos pelo gerador a diesel, o WWF-Brasil retornou às reservas extrativistas de Lábrea/AM para instalar quatro novos sistemas de energia solar": comentário de Alessandra Mathyas, líder deste projeto piloto do WWF que agora deverá ser ampliado.

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  4. "A decisão de instalar os sistemas elétricos com energia solar fotovoltaica para uso produtivo foi feita pelas próprias associações extrativistas, é necessário estender esta implantação a outras regiões e comunidades isoladas, além das Resex ao sul da Amazônia": comentário de André Nahur, coordenador do WWF - Brasil no setor de energia.

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  5. "Ituxi: energia para açaí, microscópio e bombeamento d’água
    Na Resex Ituxi, na comunidade Volta do Bucho (distante a cerca de 200 km da sede do município, ou no mínimo seis horas de barco rápido) foram instalados três sistemas: um para bombeamento de água de poço, um para refrigeração e outro para uso de equipamentos produtivos. A comunidade aposta no açaí como um importante potencial de renda para a região e, por isso, a primeira máquina a funcionar com energia solar foi uma despolpadeira": relatório do WWF-Brasil sobre a instalação de placa solar nesta comunidade que antes era isolada.

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  6. “Nós preparamos a sede da nossa associação com uma área específica onde vamos trabalhar com o açaí. Lá ficará a despolpadeira e o freezer”: comentário de Irismar Monteiro Duarte, um dos líderes da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Resex Ituxi, explicando que hoje o fruto só é usado para consumo próprio: “o açaí é muito perecível e não resiste até chegar à sede do município. A chance é mesmo uma rede elétrica solar".

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  7. "Já com o bombeamento elétrico de água, os moradores poderão, além de limpar açaí e mandioca para produção, dizer fim ao antigo hábito de ter que lavar roupa e louça no rio. Agora, com o sistema funcionando, os moradores já planejam concluir uma rede de distribuição da água para todas as casas e assim terem mais qualidade de vida": comentário também da líder do projeto piloto do WWF, Alessandra Mathias sobre a importância das placas solares de energia em comunidades da Amazônia e do Cerrado. Em Jurucuá, água agora chega limpa e direto para a caixa. Na Resex Médio Purus, onde há 97 comunidades e mais de 5500 moradores, foi instalado o segundo sistema solar do projeto. Foi para bombeamento de água de rio, na Comunidade Jurucuá (distante cerca de duas horas de barco rápido da sede de Lábrea). Com apoio da prefeitura, os moradores construíram uma casa de farinha flutuante, e foi nessa estrutura que foi instalado o sistema de bombeamento. “Havia moradores que não acreditavam que com energia do sol seria possível bombear a água do rio para até 50 metros de distância, para uma caixa d’água que está a seis metros de altura das casas. Quando todos ouvimos o som da água na caixa, foi uma emoção muito grande”, relata o gestor do ICMBio, responsável pela Resex Médio Purus, José Maria Ferreira de Oliveira.

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