sábado, 12 de janeiro de 2019

AQUI UMA EXPLICAÇÃO DE CIENTISTAS PARA O RECORD DE CALOR QUE ESTAMOS TENDO TAMBÉM POR AQUI AGORA E EM TODO O PLANETA

O aquecimento dos oceanos está em ritmo mais rápido que o esperado pelos pesquisadores hoje entrevistados pelo site DW na Alemanha



Um dos grupos do estudo é da Universidade da Califórnia



Cientistas afirmam agora em 2019 que 2018 foi o ano mais quente dos últimos tempos já registrados nos mapas meteorológicos dos mares. O fenômeno está relacionado com o aquecimento global, ameaça muitas espécies, contribuindo também para o aumento do nível do mar, as tempestades mais intensas e os tsumanis que aconteceram recentemente: "O fato é que agora a temperatura dos oceanos está aumentando em ritmo mais rápido do que anteriormente era estimado, a dano duma grande quantidade de espécies marinhas e podendo resultar também na elevação do nível do mar, causando também enchentes e desastres ambientais", comentou  Zeke Hausfather, estudante de graduação do Grupo de Energia e Recursos da Universidade da Califórnia e coautor de uma das pesquisas enfocadas pela reportagem do Deutsche Welle. O estudo aqui no Brasil, além do nosso blog de ecologia e de cidadania, está também em sites como da Bandeirantes (rede de rádio e de TV). O portal Terra por sua vez revelou um estudo de cientistas americanos e chineses com várias das suas conclusões sendo divulgadas na revista Science: em resumo contrariam pesquisas anteriores que apontavam uma estagnação do aquecimento global nos últimos anos.


O descongelamento dos glaciares faz parte da pequisa...

...sobre o recorde de calor no mar e nos continentes



No contexto destes estudos, por exemplo, a barreira de corais na Austrália é um dos ecossistemas hoje ameaçados de destruição pelo aquecimento dos oceanos. Novas medições têm sido feitas com o auxílio de quase 4 mil robôs flutuantes distribuídos pelos oceanos demonstrando de novo agora um índice de aquecimento maior do que o calculado pelo último levantamento da ONU sobre o aquecimento global e caos do clima e do ambiente, feito em 2013. Os robôs flutuantes ficam à deriva nos oceanos, mergulhando periodicamente a uma profundidade de 2 mil metros e registrando a temperatura, salinidade, pH (acidez) e outras informações antes de retornar à superfície. Segundo falam os pesquisadores, os robôs forneceram "dados consistentes e amplos sobre o calor dos oceanos desde a metade dos anos 2000". Agora estes novos dados mostram também que o aquecimento nos oceanos ocorre no mesmo ritmo do aumento da temperatura global do ar na superfície e também na atmosfera da Terra. As conclusões se baseiam em quatro estudos, publicados entre 2014 e 2017. Fornecem estimativas mais precisas das tendências do calor oceânico, permitindo que cientistas atualizem pesquisas que vinham sendo feitas desde o passado e possam agora facilitar novas previsões para o futuro.


O excesso de calor destrói vários ecossistemas...

...contexto é estudado nos mares e em laboratórios




Em torno de 93% do excesso de calor - que é preso na atmosfera pelos gases causadores do efeito estufa provenientes de combustíveis fósseis - ele vai se acumulando nos oceanos. De modo geral, as temperaturas a 2 mil metros de profundidade aumentaram cerca de 0,1º C entre 1971 e 2010.  Esta chamada expansão termal significa que a água se expande à medida que esquenta e aí  deverá levar a num aumento do nível do mar de 30 centímetros, mais do que o aumento resultante do derretimento das geleiras e das camadas de gelo no planeta. (Porém, fizemos antes aqui matéria sobre o descongelamento dos glaciares pesquisa da NASA na Antártica que podem levar em 2 ou 3 décadas a um aumento que será muito, muito maior, em torno de 3 metros do nível do Oceano Atlântico, o que vai comprometer cidades litorâneas como Buenos Aires, Rio de Janeiro ou Recife). 


Até o fenômeno El Niño faz parte dos estudos sobre o calor


(Confira na seção de comentários aqui do nosso blog mais informações sobre estas novas pesquisas, bem como mensagens e opiniões, OK?)






Fontes:  Deutsche Welle - Terra - Band - Science
               folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. "Com 2018 sendo o quarto ano mais quente já registrado na história da superfície, será, muito provavelmente, o ano mais quente registrado nos oceanos, assim como já haviam sido amtes 2017 e 2016, o aumento será maior ainda em 2019 e nos anos seguintes": comentário de Zeke Hausfather, estudante de graduação do Grupo de Energia e Recursos da Universidade da Califórnia e coautor de uma das pesquisas tema hoje aqui no blog da gente.

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  2. "O aquecimento global existe e já tem grandes consequências. Não há nenhuma dúvida, é o que enfatizamos junto com todos os autores do estudo, acrescentando que, se nada for feito para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, a temperatura nos primeiros 2 mil metros de profundidade nos oceanos aumentará 0,78 º C até o fim do século": comentário de Lijing Cheng, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, principal autor do estudo, reforçando que 2018 foi o ano mais quente já registrado nos oceanos e observa que os recordes de temperatura nos mares vêm sendo quebrados quase anualmente desde 2000. A tendência é este problema do clima virar um caos.

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  3. "O aquecimento poderá levar a uma redução da quantidade de oxigênio presente nos oceanos e danificar recifes de corais e muitas espécies de peixes e de vidas. Além disso, mares mais quentes liberam mais umidade na atmosfera, o que pode contribuir para tempestades mais poderosas, como foram os casos dos recentes tsumanis": comentário extraído da matéria do site da Alemanha Deutsche Welle.

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  4. "A elevação da temperatura dos oceano também resulta num aumento do nível do mar ao contribuir para o derretimento de geleiras, como as que circundam a Antártida e a Groenlândia": comentário da matéria sendo divulgada na revista científica Science.

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  5. "Eu sei que a Deutsche Welle é uma emissora internacional da Alemanha, também um site, e que produz um jornalismo muito respeitado, independente em 30 idiomas, algo mundial, assim, fico convencido pela informação postada hoje aqui neste blog": comentário de Walter Ramos, engenheiro eletrônico, de São Paulo que nos envia um estudo sobre a relação entre o calor e o aumento da poluição do ar na capital paulista. A gente agradece e vamos sim divulgar, paz aí, Walter Ramos.



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  8. "Considero uma informação preciosa feita na matéria pelo jovem cientista Zeke Hausfather de que o aquecimento dos oceanos é um indicador importante das mudanças climáticas, já havendo provas robustas de que ocorre de modo mais rápido agora do que antes": comentário também de Walter Ramos, que é engenheiro eletrônico em São Paulo.

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