sábado, 19 de janeiro de 2019

JÁ NÃO SE FAZ MAIS UM WOODSTOCK DE VERDADE NESSA ERA SÓ DE CONSUMO E DE FALSAS CELEBRIDADES OU REBELDIA SEM LIBERDADE E COM A PSEUDOCULTURA ATUAL

Dois documentários da Netflix denunciam o evento Fyre Festival como golpe para falsos milionários em paraíso que virou inferno: é algo bem típico de hoje e muito mas muito diferente da autenticidade dos hippies dos anos 60 e do movimento da juventude para mudar o mundo e que continua hoje através da luta cultural também na música ou pela ecologia e contra a violência agora da realidade 



O milionário e promoter Billy McFarland está preso pelo golpe do falso megaevento o tal de Fyre Festival


Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News a gente resume as principais informações da reportagem de Michael Baggs no site da BBC, programa na rádio Newsbeat e também o conteúdo de dois documentários da Netflix sobre um golpe promovido por Billy McFarland (ele hoje está preso) feito com apoio de celebridades tipo as modelos Kendall Jenner, Bella Hadid, até a Alessandra Ambrósio e Hailey Baldwin, talvez pagas para fazer a divulgação dum festival de música fora do comum, anunciado como uma megafesta de alto padrão que seria realizada durante dois fins de semana em uma ilha paradisíaca nas Bahamas. Na verdade não rolou, tendo sido é um vexame mundial. Os pacotes, que custavam até 100 mil dólares, prometiam acomodações de luxo e o melhor da comida, da arte, da música e das "aventuras" na ilha caribenha. Entre as atrações musicais prometidas estavam os grupos Blink-182 e Major Lazer. Mas tudo na realidade foi um lixo, um crime, um golpe que mostra os erros e os limites da atualidade hoje em dia. Nada do que se anunciava via Instagran, Twitter e Facebook era verdadeiro, os participantes encontraram tendas de acampamento, com colchões colocados no chão encharcados pela chuva, refeições que se limitavam a sanduíches com duas fatias de queijo, alface e tomate. Suas malas foram jogadas em um estacionamento sem iluminação. Se a mídia criticou na época Woodstock, o grande festival do rock dos anos 60 por ter drogas mas também manifestações de liberdade e rebeldia cultural, este evento foi na verdade um subshopping de música e uma encenação de lazer de milionários para enganar trouxas da era digital. Este lamentável Fyre Festival serve de alerta para os jovens de hoje e é tema agora de dois documentários, um deles teve a sua estréia ontem no Netflix e o outro está para ser ainda programado. A gente aqui mostra este golpe como advertência da falsa vida cultural da atualidade que nada tem a ver com um movimento para mudar e avançar a vida.


Modelos pagas para promover o falso evento das celebridades que na realidade não rolou



O repórter Michael Baggs fez o seu trabalho extraordinário de denúncia deste golpe vergonhoso a partir do que na real aconteceu com Seth Crossno, blogueiro e podcaster, e seus três amigos que gastaram pelo menos 45 mil dólares cada um em ingressos, transporte e acomodações de luxo para irem  participar do evento que foi o maior lixo cultural da década: quando eles chegaram lá numa ilha das Bahamas, então descobriram que o local era praticamente só um canteiro de obras. "Ainda havia trabalhadores, caminhonetes e veículos de 18 rodas por toda parte", afirmou Seth Crossno também entrevistado no programa Newsbeat da Radio 1 da BBC. O único saldo positivo desta loucura e vergonha: na Netflix o documentário denúncia desde ontem é um dos maiores sucessos dos últimos tempos e o seu título diz tudo,  O Grande Evento Que Nunca Aconteceu. 


Muita gente entrou no golpe do Fyre Festival...

 ...Billy usou um famoso rapper dos States para lançar no mercado de megashows o golpe do falso festival



(Confira na seção de comentários deste nosso blog - que é cult de verdade - mais informações e detalhes sobre este golpe do falso Fyre Festival)



Jimi Hendrix em Woodstock este sim nos anos 60...

...foi um megaevento duma geração hippie e rebelde...


 ...sexo e drogas mas também liberdade e rock...
...mas agora foi só uma falsa loucura de consumo ou um crime como mostra a Netflix 

Aqui e na BBC e na Netflix Hendrix vivo


Fontes: BBC - Netflix -  folhaverdenews.com.br

8 comentários:

  1. Já temos uma série de outras informações, aguarde a nossa próxima edição de comentários, a seguir dois ou três detalhes a mais, que a gente extraiu da matéria de Michael Baggs na BBC ou do programa de rádio Newsbeat e do primeiro dos dois vídeos documentários que a Netflix está lançando, OK?

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  2. "Eu tuitei uma foto de um caderno de planejamento que encontramos no chão lá no local onde rolaria o Fyr Festival, era uma loucura. Havia uma lista de coisas que os organizadores queriam encomendar, como 6 mil balas Skittles e 9 mil pirulitos que brilham no escuro. Alguém pensou em planejar realmente um festival?": comentário de Seth Crossno, blogueiro e podcaster, entrevistado no site da BBC.

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  3. "O documentário Fyre: O Grande Evento que Nunca Aconteceu, do Netflix, foca no planejamento desastroso do festival - que foi organizado pelo empresário americano Billy McFarland. Um outro documentário foi lançado no início desta semana pelo serviço de streaming dos EUA Hulu sobre o mesmo tema. Na verdade, um golpe, um falso destival": comentário extraído do programa Newsbeatr na Rádio 1 da BBC.

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  4. Embora o Fyre Festival tenha sido promovido como um evento exclusivo para influenciadores ricos do Instagram, Seth Crossno diz "havia mais pessoas comuns no evento do que celebridades do Instagran e muita gente achou que todo mundo que estava lá era um influenciador rico, que tinha voado até lá para ter uma vida de luxo, mas o público estava é sendo esbofeteado pela realidade, o megaevento que na verdade nunca rolou": comentário também da matéria da BBC News.

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  5. "Sobre o antológico videoclip, gostaria de dizer que Jimi Hendrix toca o hino americano e só no instrumental passa a mensagem da sua época, sons da guerra do Vietnã e da violência daquele tempo": comentário de Humberto Mendes, de São Paulo, musicólogo pela Universidade Federal da Bahia.

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  6. "Oi, Humberto Mendes, a luta contra as armas e a violência hoje no Brasil, nos States, no mundo, deveria adotar estes sons de Jimi Hendrix que ele distorcia e enchia de ruídos para protestar pela paz, foi um músico e uma pessoa que precisa ser resgatado pela lucidez do seu trabalho, mesmo na loucura dos anos 60 e 70, lembrados aqui neste post hoje do blog da não violência": comentário do nosso editor do blog, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha.

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  7. "Eu espero que o dinheiro arrecadado com os documentários e a repercussão toda chegue primeiro ao povo local de Great Exuma, é justo reembolsá-los, eles trabalharam duro lá. E creio que possamos fazer algo para que as pessoas nas Bahamas sejam pagas e os que pagaram pelo festival que não aconteceu na verdade, sejam indenizadas": comentário de Seth Crossno, podcaster e editor de blog, entrevistado na BBC News.

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  8. "Seth Crossno escreve no seu blog sob o pseudônimo de William Needham Finley IV, ele tuitou a experiência em tempo real. Os vídeos tiveram milhões de visualizações, foram a base da minha reportagem crítica sobre o Fyre festival": comentário de Michael Baggs, jornalista.



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