segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

POLUIÇÃO DO AR JÁ TEM PADRÃO DA OMS MAS AINDA NÃO CONTA COM A GESTÃO AMBIENTAL QUE POSSA REDUZIR O PROBLEMA QUE É TAMBÉM DE SAÚDE PÚBLICA EM NOSSO PAÍS

O Conama atualizou os padrões de qualidade do ar de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde da ONU para monitorar mas ainda não há políticas públicas com investimentos e práticas para reduzir as emissões de poluentes no Brasil 



Já há todos dados sobre a poluição do ar...

...mas falta a gestão ambiental para reduzi-la


Ísis Nóbile Diniz fez um levantamento sobre esta questão no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate e a própria Agência Brasil também está noticiando agora uma atualização nos padrões para medir e monitorar os índices de poluição do ar, porém ainda não há indícios de avanços e de soluções nesse setor, a área governamental já tem dados mais atualizados sobre o problema, porém  segundo o IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) a gestão ambiental pública ainda deixa a desejar. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) pelo menos já atualizou os padrões de qualidade do ar (PQAr) segundo recomendações da OMS, algo que ela vem alertando há mais de 13 anos. Esta nova resolução avança ao considerar o material particulado fino, responsável por agravar diversas doenças, agora finalmente incluído na lista de poluentes que precisam ser  monitorados no país urgente e obrigatoriamente. Também foi exigido guia de monitoramento e todo o plano de controle das emissões. Contudo, faltou a determinação de um cronograma para que o Brasil implante uma gestão capaz de melhorar na prática o ar que a nossa população respira, o que é também fonte de doenças e de prejuízos para a economia, não só para a ecologia.  

OMS da ONU recomenda reduzir emissões...

...de todas as fontes e tipos de poluição do ar


“Embora seja importante a atualização de padrão, entendo  que, para não se transformar este dado em letra morta, é necessário um aperfeiçoamento de instrumentos de gestão da qualidade do ar que precisam levar tanto à ampliação da cobertura da rede de monitoramento em operação no país, como à redução das emissões de poluentes atmosféricos de veículos e de fontes industriais, que ainda não é efetiva e mais ainda em algumas áreas de nenhum atendimento aos padrões”, explica André Luis Ferreira, diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), a organização sem fins lucrativos que produz dados técnicos para qualificar políticas públicas no setor ambiental. 


Já existe padrão e tecnologia para controlar e reduzir...
...a poluição do ar que causa também várias doenças

Um guia de monitoramento deve ser criado para definir métodos atualizados e equiparar informações de cada estado. A apresentação dele pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com os órgãos estaduais, está prevista para ser efetivada em novembro de 2019. A adoção de padrões de qualidade do ar mais restritivos será só então determinada com base nas análises do Relatório Anual de Qualidade do Ar e Controle de Emissões Atmosféricas. A nova resolução estabelece uma progressão na melhoria da qualidade do ar, porém, o plano falha, permite que os novos padrões de qualidade do ar não venham nem a ser adotados caso os relatórios estaduais apontem pela falta de condições para isso. Ou seja, na maior parte das cidades e das regiões o país pode continuar com os padrões defasados e a atual poluição do ar crescente, fazendo aumentar ainda mais em geral os problemas neste setor vital do meio ambiente e da saúde pública. 

Urgente uma gestão para nova realidade ambiental


(Como os poluentes afetam a nossa saúde? Confira na seção de comentários aqui no  nosso blog de ecologia e de cidadania mais informações sobre a qualidade do ar no Brasil hoje, OK?)





Fontes: EcoDebate - Agência Brasil - BBC

               folhaverdenews.com.br



12 comentários:

  1. Já temos aqui com a gente na redação do blog mais dados e informações sobre a Plataforma da Qualidade do Ar do IEMA de 2019, logo mais estaremos postando aqui nesta seção, aguarde e venha conferir depois.

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  2. Enquanto você aguarda, já pode conferir aqui os dois primeiros comentários, OK? Um é de internauta da região de Bel Horizonte e outro sobre um levantamento, sob o ponto de vista de saúde humana e ambiental, feito pela BBC.

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  3. "O que ainda precisamos para respirar ar limpo nas cidades? Esta pergunta qu está no site EcoDebate tem tudo a ver com a realidade aqui. Em Sao Jose da Lapa, grande BH existem 2 grandes unidades de produção de cal, calcareos e afins. Muitos filtros de poeiras são instalados e ate chegam a ser fiscalizados, de dia mas à noite abrem estes filtros soltam toda poeira pela cidade, numa grande poluição, como parar com este sistema, se o prefeito corrupto aceita essa situação?": comentário de Altair Pereira, de Belo Horizonte, que dimensiona bem a questão em quase todo o país.

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  4. Logo mais, além da plataforma do IEMA estaremos comentando aqui informações de pesquisa da BBC sobre os problemas de saúde causados pela poluição do ar, aguarde nossa edição.

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  5. "Agora, no Brasil os padrões são estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 491/2018, que revogou e substituiu a Resolução nº 3/1990. Segundo o próprio MMA, o padrão de qualidade do ar é um dos instrumentos de gestão da qualidade do ar para que o ambiente e a saúde da população sejam preservados em relação aos riscos de danos causados pela poluição atmosférica": comentário extraído de matéria da Agência Brasil de hoje.

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  6. "Dos 27 estados do Brasil, apenas o Distrito Federal e oito realizam o monitoramento da qualidade do ar: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Embora o estado com melhor cobertura do monitoramento seja São Paulo, em geral, a cobertura da rede é insuficiente no país, sendo mais crítica nas regiões Nordeste e Centro-Oeste; e no Norte, onde não há nenhum monitoramento. Esses e outros dados sobre a poluição do ar no Brasil estão compilados na Plataforma de Qualidade do Ar": comentário feito por técnico do IEMA, Instuto de Energia e Meio Ambiente.

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  7. “A baixa cobertura de estações de monitoramento significa que na maior parte do país a população não sabe sobre a qualidade do ar que está respirando”: comentário da meteorologista Beatriz Oyama, analista de qualidade do ar do IEMA.

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  8. "Entre os poluentes atualmente medidos no Brasil, os únicos que não apresentam uma tendência clara de queda são o material particulado fino e o ozônio, apresentando-se persistentemente acima dos padrões de qualidade do ar em vigor. O material particulado mais fino (MP2,5) é emitido principalmente pela queima de combustíveis nas indústrias e nos veículos, essa segunda fonte se torna ainda mais relevantes nos centros mais urbanizados. Também é formado na atmosfera a partir de reações químicas com outros gases e poluentes. Já o ozônio é formado durante o dia, a partir da reação entre poluentes originados de processos incompletos de queima (combustíveis, queimadas). Ambos são nocivos à saúde do ambiente e da população": comentá que extraímos da matéria de hoje no site EcoDebate.



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  9. Como a poluição no ar afeta a nossa saúde? A seguir, um resumo das informações que foram levantadas em matéria na BBC, confira.


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  10. "Existe um tipo de poluição do ar muito perigosa e que passa despercebida para muita gente, porque, ao contrário da fumaça, é invisível. Ela se trata de partículas microscópicas conhecidas como PM2,5, emitidas pelos escapamentos e pneus dos carros. Cada partícula tem menos de um micrômetro de diâmetro, 20 vezes menor do que um grão de areia. Elas são tão pequenas que podem chegar aos pulmões, entrar na corrente sanguínea e causar doenças respiratórias e cardíacas": comentário extraído da BBC News: "Este tipo de poluentes além do mais atingem o cérebro por meio dos nervos que ligam o órgão ao nariz".

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  11. "Há indícios ainda sendo analisados de que, uma vez no tecido cerebral, as PM2,5 sejam capazes de interromper a conexão entre os neurônios e levar à demência. A maioria das pessoas está exposta a esse tipo de poluição no mundo. Só uma em cada dez vive em locais em que se respeita os limites da Organização Mundial da Saúde para a qualidade do ar": comentário sobre poluição atmosférica também feita por especialistas na BBC News.

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  12. "Em regiões de São Paulo e de outras capitais da América Latina, por exemplo, as médias ultrapassam 20 microgramas, algo muito acima do recomendado pela OMS para este tipo de poluição do ar": comentário que faz parte da série da BBC #SoICanBreathe, dedicada a problemas causados pela poluição do ar. Vale conferir e divulgar.

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