segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

É UMA ONDA DE COMPORTAMENTO OU UM MOVIMENTO SOCIAL? A TENDÊNCIA QUE MAIS CRESCE HOJE NA JUVENTUDE E TAMBÉM NA POPULAÇÃO EM GERAL EM TODO MUNDO É A FUGA DA CARNE

Há 3 tipos de consumidores que buscam hoje uma nova alimentação melhor ou mais saudável e mais ecológica segundo pesquisa do El Pais e a revista Exame informou que o Brasil é o 4º país neste ranking atual da busca por  alimentos mais naturais e também orgânicos ou da dieta sem o consumo de carne



Também no Brasil as crianças também estão mudando


Apesar de ser uma corrente recente na Espanha, a tendência de reduzir o consumo de produtos de origem animal ou quando não de abandonar este tipo de alimentação isso já se mostra como uma realidade em alta. A matéria mostra que em lojas e restaurantes, na televisão e nas revistas, posts nas redes sociais como no Facebook e nas páginas do Instagram imagens coloridas com pratos à base de abacate, chia ou algum outro produto natural hoje  até apelidado superalimento. A reportagem revela os mais recentes dados da consultoria Lantern, que entrevistou 2.000 pessoas por telefone ao longo de um ano: 6,3% da população espanhola se declararam flexitariana, é que três milhões de pessoas lá hoje dão preferência a uma alimentação baseada em vegetais, mesmo sem renunciar aos produtos de origem animal. Mais ainda, 0,2% se declararam veganos, ou seja, evitam qualquer consumo que tenha origem ou implique na exploração animal (não apenas carne e laticínios, mas também roupas, cosméticos e tudo mais). Um número maior ainda, 1,3% dos entrevistados disseram ser vegetarianos (consomem laticínios, ovos, mel). Somando todos os graus desta tendência de comportamento e os 3 tipos de consumidores atuais, 7,8% da população com mais de 18 anos (lá mais de 3,6 milhões de pessoas) são classificadas agora na Espanha na categoria dos veggies, sendo esta geração os promotores de um mercado que movimentará 4,4 bilhões de euros (cerca de 18,5 bilhões de reais) em todo o mundo em 2020. Qual é o perfil desse grupo na Espanha? Feminino (dois terços), urbano (51,2% vivem em cidades com mais de 100 mil habitantes) e gente de todas as idades, especialmente pessoas entre 20 a 35 anos. É muito mais do que somente uma onda de comportamento. 



Vegetarianos ou veganos é todo um novo estilo de vida



No Brasil, os dados são menos detalhados que os da Espanha e foram levantados pelo Instituto Ibope, que realizou uma pesquisa em 102 municípios entre os dias 12 e 16 de abril de 2018. Cerca de 30 milhões de pessoas, ou 14% da população, são adeptas, em maior ou menor grau, a uma alimentação que exclui toda a carne do cardápio. O crescimento se deu principalmente nas regiões metropolitanas: em 2012%, 8% dos que vivem nessas áreas eram adeptos ao vegetarianismo e esse índice agora é de 16%, o maior em todos os tempos. 



16% da população de grandes cidades é vegetariana no Brasil (o maior índice de todos os tempos)
O jogador Sergio Aguero Ken é vegetariano



A comunidade científica defende que uma dieta vegetariana ou vegana, desde que equilibrada, é apropriada em todos os períodos da vida, inclusive na gravidez, lactação, infância e adolescência, assim como também para os atletas. Isto é endossado pela maior entidade de nutricionistas do mundo, que é a Academia de Nutrição e Dietética Americana. Dentro do leque de possibilidades e dos estágios de renúncia aos produtos de origem animal, existem três razões fundamentais para dar este salto: saúde, meio ambiente e respeito pelos animais. Segundo o relatório da Lantern, as proporções são divididas em 17%, 21% e 57%. O veganismo, especialmente ligado à ideologia da defesa dos animais, sustenta que sua essência não se reduz a uma dieta, mas representa um autêntico estilo de vida, uma filosofia que abrange todo tipo de produtos e todo um  âmbito social, cultural e político. No caso, política ou cultura da vida. 


Uma das outras razões para a mudança alimentar



(Confira na seção de comentários deste nosso blog de ecologia e de cidadania mais alguns dados que foram colhidos por uma pesquisa da Fapesp)



O boom desta tendência mexe com o mercado...
...e até cria novos segmentos e profissões


Fontes: El Pais n- G1 - Revista Exame - Fapesp
              folhaverdenews.com 


9 comentários:

  1. Não só grandes nomes da história da humanidade como Gandhi, líder da Não Violência, ou como Albert Einstein, o maior de todos os cientistas: agora cada vez no dia a dia da vida por aqui e em todos os países, talvez pelo aumento da informação com as redes sociais ou com a necessidade de mais saúde, cada vez mais pessoas estão mudando a sua alimentação, o que acaba por influir em toda a estrutura de vida.

    ResponderExcluir
  2. Alimentação saudável na adolescência foi o tema duma pesquisa feita pela Fapesp e aqui no blog da gente mostramos alguns dados relatos por Noêmia Lopes, confira a seguir, OK?




    ResponderExcluir
  3. "Dispostos em roda, estudantes adolescentes jogam uma espécie de “supertrunfo”. Mas em vez de comparar modelos de carros ou poderes de heróis, eles conversam sobre cartas com tabelas nutricionais de diferentes tipos de lanches, mais ou menos saudáveis: qual é o teor de açúcar, sal, gordura, fibras e vitaminas de cada alimento? O que cada uma dessas informações significa? Como a escolha do que consumimos afeta nossa saúde? A disputa faz parte de um conjunto de oficinas promovido mensalmente, já há alguns anos, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs). Os encontros ocorrem no anfiteatro e nas arenas da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, a cada mês, reúnem em média 92 convidados (88 alunos e quatro professores) de duas escolas da rede pública de ensino": comentário de Noêmia Lopes, da Agência Fapesp.

    ResponderExcluir
  4. “Buscamos mostrar aos jovens que uma dieta balanceada ajuda a prevenir o aparecimento de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade. E, mais do que isso, que a ciência e particularmente a química dos alimentos não estão apenas nos livros – elas estão vivas e tocam permanentemente nossas vidas”: comentário de Ronaldo Aloise Pilli, coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do OCRC.

    ResponderExcluir
  5. Na última edição, a palestrante foi Vanessa Bóbbo, que faz doutorado na Escola de Enfermagem da Unicamp: “Adolescentes costumam associar os cuidados com o corpo somente à aparência. Queremos chamar a atenção deles para o fato de que, desde cedo, as escolhas do cardápio também têm influência sobre algo muito mais importante – nossa saúde e qualidade de vida”.

    ResponderExcluir
  6. “Depois de falarmos rapidamente sobre a composição dos alimentos, algo que o estudante dessa faixa etária já conhece, conversamos sobre o quê, quanto e quando consumir, o papel da insulina no corpo humano, o que os rótulos revelam, a importância dos exercícios físicos, entre outros temas que devem ser levados para suas famílias. Todos precisamos de hábitos mais saudáveis. Quase todos têm um parente ou conhecido que é diabético, hipertenso ou obeso. Procuramos trazer essas experiências para o debate e dar dicas relacionadas a novos hábitos que podem levar qualquer um a ter mais saúde ou evitar doenças": comentário de Vanessa Bôbbo, da Unicamp.

    ResponderExcluir
  7. Logo mais, mais comentários, dados e informações ou mensagens, participe e deixe aqui a sua opinião, se preferir ou precisar mande seu conteúdo pro e-mail da redação deste nosso blog, através do navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  8. Vídeos, fotos, material de informação, você pode também enviar e contatar nosso editor de conteúdo deste blog, que por sinal é vegetariano, pelo e-mail padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  9. "A minha opção de vida é fugir da violência também contra os animais e creio que isso vem me dando mais equilíbrio e mais saúde": comentário de Orlando Matos, vegano, de Belo Horizonte, advogado.

    ResponderExcluir

Translation

translation