terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

JUSTIÇA X VALE: A INFORMAÇÃO É QUE ESTA MEGA MINERADORA AINDA BEM ESTÁ PROIBIDA AGORA DE OPERAR EM OITO DAS BARRAGENS DE RISCO E INCLUSIVE NA SUA MAIOR MINA EM MINAS GERAIS

Está paralisada também a maior barragem da Vale em Minas Gerais (a Laranjeiras na mina de Brucutu), o vídeo ontem aqui no blog mostrava como a publicidade tentava mostrar a mineradora como sendo sustentável, mas não enganaram nem o Tribunal de Justiça nem o Ministério Público: hoje no vídeo uma atualização das informações e no texto a ação que corre em Minas Gerais em sigilo judicial depois da tragédia de Brumadinho que causou por enquanto 150 mortos com ainda 182 vítimas desaparecidas conforme o comunicado desta 4ª feira da Defesa Civil


A mina de Brucutu tem o mesmo potencial...

...da tristemente trágica Brumadinho

Relação tensa entre a Vale e moradores de Brumadinho ainda ontem à noite sob tendas: confira em comentários

A equipe aqui do blog da ecologia e da cidadania recebeu por e-mail a matéria de Beatriz Jucá para o site da Espanha (UE) El Pais, feito com apoio também de Washington Alves, Reuters: após o rombo de Brumadinho há 11 dias, uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais já determinou que se faça a paralisação temporária de atividades que possam pôr em risco de oito barragens da mineradora Vale em Minas Gerais. Esta informação foi também confirmada por notícia na Folha de São Paulo e no G1.  8 empreendimentos tiveram as suas atividades reduzidas ou paralisadas, entre eles, a barragem de Laranjeiras, que abastece o maior projeto desta megaempresa no estado mineiro: a mina do Brucutu em São Gonçalo do Rio Abaixo, nas proximidades de Belo Horizonte. O caso corre sob sigilo, por isso nem o Ministério Público estadual —que moveu a ação— dá detalhes sobre os motivos da decisão. A Vale, cuja meta de produção de minério no ano passado foi de 390 milhões de toneladas, estima um impacto aproximado de 30 milhões de toneladas por ano com a decisão e já afirmou que recorrerá judicialmente. Porém, desta vez vai prevalecer o bom senso com esta ação preventiva evitando uma outra grande tragédia tipo Mariana e Brumadinho no Brasil, a bem da ecologia, da saúde pública e da própria vida da população em torno destes empreendimentos que não contém segurança ambiental. 


A mina de Brucutu em São Gonçalo do Rio Abaixo... 


...já está paralisada para evitar outra vez outra tragédia


A decisão foi proferida pela 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte e determinou que a Vale se abstenha de lançar rejeitos ou praticar quaisquer atividades potencialmente capazes de aumentar os riscos destas barragens Laranjeiras, Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III. Delas, as três últimas têm o método de alteamento à montante, o mesmo das barragens que romperam em Brumadinho agora e em Marina, em 2015. A mineradora confirma ter tomado ciência da decisão e explica, em nota que está sendo divulgada que as três barragens à montante já estavam inoperantes e abrangidas pelo plano de descomissionamento, que é em suma a retirada de rejeitos, processo que foi acelerado. "As estruturas das outras seis barragens são convencionais", alegou a mineradora, que está argumentando que "as estruturas convencionais têm o propósito exclusivo de contenção de sedimentos e não de disposição de rejeitos, à exceção da barragem de Laranjeiras. Todas as barragens foram licenciadas e assim a Vale  diz não existir fundamento ou avaliação de risco que possam justificar a decisão para suspender a operação de qualquer dessas oito barragens". Mas o que o site El Pais apurou e a gente aqui do Folha Verde News divulga hoje é que  assim como a barragem da Mina do Córrego Feijão (que tragicamente rompeu em Brumadinho) a de Laranjeiras tem oficialmente um baixo risco de rompimento porém um alto potencial de dano em caso de um rompimento. Mas há um detalhe preocupante, não não foi divulgada expressamente e forma pública, a paralisação das oito mineradores, inclusive da Minas de Brucutu, em off o que se sabe é que há uma disputa grande nos bastidores entre Ministério Público e Justiça com a Vale. Esperamos que se concretize esta medida de bom senso, a bem até da economia brasileira a médio prazo e já imediatamente, a favor da ecologia do meio ambiente, da saúde e da vida da população em Minas Gerais.  


Anunciadas como sem risco e até sustentáveis...
...minerações da Vale em Minas Gerais não têm segurança ambiental





(Confira na seção de comentários deste nosso blog outros detalhes e mais informações, atualizações e mensagens, bem como opiniões, confira e participe deste movimento pela ecologia e pela cidadania, OK?) 



Este cumprimento já virou uma queda de braço...

...além de charges críticas em todo o mundo



Fontes: El Pais - G1 - Folha de São Paulo - Reuters
               folhaverdenews.com.br



11 comentários:

  1. Aguarde, logo em seguida a edição de comentários aqui nesta seção, aguarde e venha conferir, participe, você pode por aqui a sua opinião ou informação, se preferir, envie para o e-mail da redação do blog que postamos para você, mande então para navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  2. Vídeo, material de informação, fotos, notícias, críticas ou sugestões você pode também enviar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  3. Aqui está a primeira mensagem que recebemos em nossa redação: "Quero ver até onde vai esta queda de braço, espero que desta vez prevaleçam o bom senso e a segurança do ambiente e da vida da população": Mário Lopes, empresário de turismo em Belo Horizonte, Minas Gerais.

    ResponderExcluir
  4. "Ainda ontem teve uma grande reunião debaixo duma tenda no Parque das Cachoeiras entre uns 400 moradores de Brumadinho e representantes da Vale, o clima foi tenso e a empresa não parece querer assumir toda a responsabilidade como reivindica a comunidade dos atingidos pela tragédia ambiental": comentário de Lúcio Santos, repórter de emissora AM da região metropolitana de BH, que acompanhou ao vivo a revolta dos moradores.

    ResponderExcluir
  5. "Esta tentativa frustrada de acordo ou de melhor entendimento entre a Vale e a comunidade de Brumadinho mostra as sequelas da falta de gestão socioambiental da mineradora": comentário também do repórter Lúcio Santos, durante reunião ontem à noite.

    ResponderExcluir
  6. "A decisão judicial vigorando no momento determina que a Vale se abstenha de praticar ações que coloquem em risco oito barragens consideradas em situação precária, dentre as quais a de Laranjeiras, na mina de Brucutu. Mas em outras minas, como em Sabará, o povo está temendo outros desastres": comentário de Lúcia Sales Pereira, advogada de Belo Horizonte que nos envia material da Defensoria Pública se posicionando diante da defesa dos interesses das vítimas de Brumadinho. A gente agradece as informações, depois, vamos divulgar.

    ResponderExcluir
  7. "O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineradoras) informa que o diretor-presidente Jerson Kelman entregou pedido de demissão e, em breve, o Conselho Diretor do Instituto irá avaliar sua substituição": comentário extraído da nota oficial que não dá mais detalhes sobre os motivos do pedido de demissão. (Jerson Kelman também foi diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) por cerca de quatro anos e diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2005 e 2008. Esta situação é mais uma sequela do desastre em Brumadinho).

    ResponderExcluir
  8. "Só 43% dos fiscais ambientais do Brasil atuam na função e agravam déficit na vigilância": comentário que resume uma outra matéria no site El Pais, um dos mais acessados na Europa e no mundo hoje em dia.

    ResponderExcluir
  9. "Mais uma vez os brasileiros se deparam com um acidente causado por uma mineradora, a Vale, afetando de maneira imperdoável o meio ambiente e condenando dezenas de pessoas à morte e a perdas irreparáveis. Os resultados, bem sabemos na prática desde a tragédia de Mariana, impactam não só os envolvidos diretamente, como trazem perdas à biodiversidade e poluições múltiplas que prejudicam a saúde e a qualidade de vida de milhares de pessoas. A cena se repete porque o descaso se repetiu, e a ameaça não se restringe a esse evento, mas a outros em diversos locais onde megaempreendimentos foram realizados por esta e outras empresas, que precisam olhar com mais rigor para as consequências de suas atividades no que tange à integridade socioambiental. O desastre que nos custa vidas, entretanto, não necessariamente ensina como deveria. Não aprendemos com os eventos duramente vivenciados, e tudo pode piorar com a perspectiva anunciada de flexibilização dos licenciamentos ambientais em benefícios de empresas por meio de acordo com governos nas esferas estadual e federal, que exploram recursos naturais em todo nosso país": trecho de texto publicado na Folha de São Paulo e editorial no site de temas ecológicos ipe.org.br

    ResponderExcluir
  10. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  11. "Os bombeiros que trabalham nas buscas pelas vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) encontraram mais oito corpos soterrados pela lama, elevando para 150 o número de mortes confirmadas nesta quarta-feira. 182 pessoas estão desaparecidas, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais que também 134 corpos foram identificados": comentário a partir de notícia no site Brasil 247, fazendo atualmente campanha de valor para a cidadania, Jornalistas pela Democracia.

    ResponderExcluir

Translation

translation