sábado, 2 de fevereiro de 2019

NEM TODO O DINHEIRO DA VALE NÃO VAI TIRAR NUNCA O SOFRIMENTO DO POVO DE BRUMADINHO E ENGENHEIRO CIVIL EXPLICA A TRAGÉDIA COM INFORMAÇÕES MUITO BEM CLARAS AQUI NO BLOG A ECOLOGIA

A natureza e o povo pagam pelo megacrime ambiental da Vale e Wellington Ferro de Souza explica o que aconteceu de fato em Brumadinho por conta duma tecnologia defasada e lobby da mineração no Brasil: confira aqui no blog da gente as informações do texto hoje deste engenheiro civil


 Os fatos da tragédia ambiental e humana poderiam ser evitados com tecnologia e gestão governamental


"Nos  deparamos, atônicos com o desastre da barragem de Brumadinho. A realidade nos fez lembrar, o livro de ficção do escritor Gabriel Garcia Marquez, com o sugestivo nome de Crônica de uma Morte Anunciada . A população brasileira acompanhando os noticiários da televisão, quase não acreditava nas cenas que mais pareciam um filme sobre catástrofes. É sempre bom lembrar que tanto a barragem de Brumadinho como a de Mariana são barragens do tipo a montante , elas são defasadas e condenadas onde há uma boa pratica da engenharia, basta ver  no levantamento mundial do Portal do Geólogo os  inúmeros acidentes ocorridos, quando a mineradora ou o pás opta por esta estrutura mais barata e sem segurança ambiental. As barragens de rejeitos de minério causaram grandes perdas humanas, quando ocorreram a sua ruptura. Podemos citar alguns casos históricos onde existiu uma grande quantidade de mortos. Vamos relacionar aqui os principais por ordem cronológica":


1965     El Cobre            Chile        mais de 200 mortos
1966      Mir Mine       Bulgaria                    488 mortos
1985        Stava             Italy                        269 mortos
2008         Taoshi           China                     254 mortos



 A tragédia de Brumadinho 3 anos pós Mariana marca negativamente a história do Brasil na atualidade




Continua o texto do engenheiro civil Wellington Ferro de Souza: "Por estes quatro desastres citados acima é de compreender a condenação do uso de barragens de rejeitos . As mineradoras podem e devem procurar processos que não usem barragens deste tipo. O Banco Mundial (quando é para aprovar financiamentos para mineração) exige o controle da segurança das barragens de rejeitos. O Chile por exemplo nosso vizinho proíbe o uso de barragem a montante. O povo brasileiro viu o quanto o governo é omisso, tanto pela falta de fiscalização como pelas leis arcaicas. O governo com o seu inchaço e sua omissão age com a lentidão de um paquiderme nunca percebendo os claros problemas técnicos de nossa indústria de mineração, agora nas brumas desta escuridão tecnológica. Cabe a todos nós exercermos já a nossa cidadania e cobrar de nossos senadores e deputados federais leis que tragam segurança também às populações que moram perto das barragens de rejeitos. E estas cobranças podem ser feitas através de e-mail, aos nossos governantes dentro da atual era digital. E afinal a pergunta que eu faço e: quanto vale a vida de um brasileiro?" 


Aqui a imagem de gente do povo de Brumadinho depois da tragédia da barragem que foi um megacrime ambiental

Também ecologista Gisele Bündchen tinha razão quando pediu orações pelo Brasil diante do que rola por aqui



(Confira no site da Agência Nacional da Água, citado entre as fontes deste post de hoje sobre a tragédia de Brumadinho mais informações, por exemplo, o monitoramento da situação do agora poluído Rio Paraopebas, poluição já chegando a hidrelétricas de Furnas e ao Rio São Francisco: confira também na seção de comentários por aqui nesta webpágina mais fatos, mensagens e opiniões, também contato do articulista desta edição, OK?)



Qual será o futuro do povo de Brumadinho e do Brasil?




Fontes: O Portal do Geólogo - wwww3.ana.gov.br - g1

               folhaverdenews.com.br

            

8 comentários:

  1. Caso você queira contatar Wellington Ferro de Souza - Engenheiro Civil - e-mail timferro12@gmail.com e telefone celular (16) 993057017. Ele procura sempre também destacar o valor no país da Federação Nacional dos Engenheiros.

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  2. Logo mais por aqui mais dados, informações, opiniões, você pode por aqui sua mensagem ou se precisar ou preferir envie para o e-mail da redação deste blog que postamos então para vocÇe participar desta edição: navepad@netsite.com.br

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  3. Vídos, como este histórico postado aqui no blog e captado pela inútil câmera de segurança da Vale em Brumadinho, assim como fotos, informações, notícias, denúncias, críticas ou também sugestões você pode enviar também diretamente para o e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  4. "O texto preciso, as fotos expressivas, o vídeo da hora, foi bom ter dado uma olhada neste blog hoje, sete dias depois do que ocorreu de novo em Minas Gerais": comentário de Tereza Santos, que prepara pesquisa sociológica na UFRJ.

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  5. "Mais cara, mineração a seco é alternativa a barragens, apontam especialistas pós Brumadinho. No Norte do país, onde fica o complexo de Carajás, no Pará, 80% da produção já é com processamento a seco e Minas Gerais tem 32% da produção sem uso de água": comentário de Marta Cavallini, em matéria hoje no G1 da Globo.


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  6. "A Usina de processamento de S11D, no sudeste do Pará, usa a mineração a seco": comentário de Ricardo Telles, fotógrafo do G1 para imagem que ilustra a matéria.

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  7. "O rompimento das barragens de Mariana e de Brumadinho, em Minas Gerais, com o colapso das estruturas de rejeitos úmidos de minério de ferro, trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de encontrar alternativas para a atividade da mineração no país. O processamento de minério a seco vem sendo implantando gradativamente pela Vale, mas especialistas apontam que o método é bem mais caro". Este é o lead que vjo na matéria que vocês estão indicando. O sistema a seco é mais avançado, ambientalmente mais seguro, porém mais caro, esse é o problema, os mineradores em geral até hoje no Brasil sempre quiseram ganhar bilhões investindo tostões no ambiente e na comunidade": comentário de Álvaro Mendes, de Belo Horizonte, que foi visitar o local na Grande BH e fez algumas fotos que nos enviou, a gente agradece e vamos divulgar.

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  8. "O desastre de Brumadinho deixou ao menos 110 mortos e 238 pessoas estão desaparecidas. Acredito que o número de vítimas é o dobro do que já está sendo anunciado": comentário também do jornalista free-lancer Álvaro Mendes, de BH, Minas Gerais.

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