sábado, 9 de fevereiro de 2019

O PIOR É QUE ESTA BARRAGEM COM REJEITOS DE USINA NUCLEAR TAMBÉM ESTÁ AMEAÇADA DE ROMPIMENTO EM MINAS GERAIS SEGUNDO O MINISTÉRIO PÚBLICO

É mais urgente um plano de ação emergencial nesta barragem porque ela tem rejeitos radioativos em Caldas (também em Minas Gerais): ela foi a primeira mina do urânio explorado no Brasil e hoje está no mais perigoso abandono hoje, esta denúncia é o destaque tanto no site EcoDebate como nos bastidores das tragédias que se sucedem no país e precisam ser barradas em tempo (e atenção por aqui que ela está há menos de 150km de Franca na divisa com Minas: veja comentários) 



Uma das situações mais alarmantes de falta de segurança ambiental e de abandono na fiscalização no Brasil


É o que faltava: mais uma barragem precária e desta vez com rejeitos radioativos que são destinados a usinas nucleares, a estrutura pertence à mina de exploração de urânio que já foi desativada em 1995, mas confirmando agora uma vistoria feita em novembro de 2018, técnicos da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) voltam a relatar (nesta onda de tragédias ambientais no Brasil agora) que há grande risco de rompimento devido a processos de erosão interna. Foi diante destes dados que o Ministério Público Federal (MPF) está recomendando ao presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e ao presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) que (prazo máximo até o dia 30 de março) sejam adotadas todas as providências necessárias para a completa implementação do Plano de Ação Emergencial de Barragens (Paemb) relativo também à barragem de rejeitos da Unidade de Tratamento de Minérios (UTM), situada no município de Caldas, sul do estado mineiro, já abalado por duas maiores tragédias socioambientais de todos os tempos no Brasil. 
Mais do que urgente um plano de ação emergencial de barragens (Pemb) em Caldas, Minas Gerais


Lixo nuclear de extinta mina de urânio ocupa área de cem Maracanãs - Exploração terminou em 1995, mas terreno não foi descontaminado: é o que denunciava ainda em 2017 matéria do G1 da Globo e realmente desde então aumentaram os problemas na manutenção dos resíduos em Caldas também por sinal em Minas Gerais


Há mais  pontos de exploração de urânio no Brasil

O problema de rejeitos radioativos pode ter efeitos mais graves do que os de minérios de ferro


Essa barragem em Caldas contém material radioativo resultante da primeira mina de urânio explorada no Brasil e que agora está em situação mais precária ainda porque abandonada. Durou de 1982 a 1995 a exploração do urânio, quando o ciclo foi encerrado sob o argumento de que as atividades de extração passaram a ser economicamente inviáveis. Mesmo após o final desta mineração, remanesceram no local a cava da mina onde está material tipo lama com resíduos radioativos: foi uma fábrica de beneficiamento de minério agora desativada, dezenas de equipamentos e a barragem, com milhares de toneladas de rejeitos de urânio, tório e rádio estão abandonados. Mais recentemente as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) fizeram a constatação que um evento não usual havia ocorrido por ali na barragem da UTM-Caldas, o fato foi então comunicado ao Conselho Nacional de Energia Nuclear e ao Ibamauma turvação e redução do fluxo da água na saída do sistema extravasor da estrutura. Foram iniciadas ações para investigação das causas do ocorrido, mediante a coleta de amostras especiais e a intensificação das inspeções de campo e leitura da instrumentação da barragem. E então o relatório feito pela Universidade Federal de Ouro Preto pôde já então concluir algo que se confirma de vez agora: o sistema extravasor da barragem de rejeitos está comprometido e as infiltrações em suas paredes favorecem a erosão interna (fenômeno chamado pipping), o que mostra um processo que danifica toda a estrutura da barragem, isso é claro aumenta a probabilidade de ruptura, exigindo que se faça uma intervenção urgente no sistema que não tem segurança ambiental. 

 Dados da Universidade Federal de Ouro Preto são agora confirmados neste alerta do MPF


Há cerca de duas semanas: os representantes de Caldas então responderam ao MPF que realmente precisam ser implantadas com a maior urgência medidas como alteração do mecanismo do sistema extravasor da barragem bem como o Paemb, em relação ao que nenhuma ação concreta  Esta situação para o Ministério Público Federal, a relevância e complexidade dos fatos são extremamente preocupantes pela possibilidade de rompimento da estrutura, o que é de uma gravidade ainda maior comparando-se com sobras de mineração de ferro e outros materiais: os rejeitos são um material radioativo!


Assim como o que restou da mina de Caldas...

 ...em Caitité na Bahia a água está contaminada


(Confira na seção de comentários mais informações sobre este alerta e sobre as eventuais consequências de um rompimento da barragem da UTM-Caldas, fornecedora de urânio para usinas nucleares, veja também o vídeo que tem dados sobre efeitos para a saúde e o meio ambiente no caso de rejeitos radioativos)



Uma região que está abandonada e condenada...

 ...pelos resíduos radioativos que restaram por ali e podem escapar com um rombo da barragem em Caldas

A mina e barragem de material radioativo no abandono em Caldas, perto daqui no sul de MInas (veja comentários)


Fontes: EcoDebate -  inb.gov.br - G1
              Ministério Público Federal de Minas Gerais
              folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Temos informações, comentários e mensagens que logo mais estaremos postando por aqui nesta seção, venha conferir depois, OK? Participe deste edição e ajude a divulgar a gravidade deste problema, caso haja o rompimento da barragem em Caldas (MG) que é precária e está abandonada,

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  2. Para participar, você pode por aqui direto a sua informação ou se preferir ou precisar envie a sua mensagem pro e-mail da redação deste blog, mande para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, fotos, material de informação, denúncias, sugestões, mande seu conteúdo pro e-mail do editor deste nosso blog de ecologia e cidadania: padinhafranca603@gmail.com

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  4. "O Ministério Público Federal e a Universidade Federal de Ouro Preto precisam ser ouvidos urgentemente nos seus alertas, antes que aconteça um rompimento da barragem em Caldas com rejeitos radioativos, o que vai alcançar uma dimensão ainda maior na tragédia": é o comentário que já recebemos por e-mail, nos foi enviado por Maria da Graça, formada em Geologia pela USP.

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  5. "O lixo nuclear da extinta mina de urânio ocupa área de cem Maracanãs. A exploração para usinas nucleares terminou há mais de 20 anos mas toda esta gigantesca área ainda não foi descontaminada, os resíduos radioativos estão lá, em tudo, caso aconteça um rompimento da barragem abandonada será uma tragédia maior do que Mariana e Brumadinho juntos": comentário também da geóloga Maria da Graça Passos, que nos envia matéria do G1 da Globo, realizada quando se encerrou o ciclo de extração de urânio, "deixando este câncer ambiental nesta macrorregião de Minas".

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  6. "Com base em pesquisas enviadas ao MPF pela Universidade Federal de Ouro Preto, a Rádio Itatiaia fez uma série de notícias sobre perigo da mina de urânio com resíduos contendo radioatividade abandonada em Caldas de se romper a barragem e contaminar toda a cidade e região sul de Minas Gerais": comentário de Paulo Soares, estudante de Biologia na UFOP que nos enviou um resumo destas informações, que vamos postar em seguida por aqui.

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  7. "Foi verificado que existem três problemas nas dependências da minas em Caldas que extraia material para usinas nucleares
    Alguns dos tambores de estocagem de rejeito se encontram em péssimo estado de conservação e o índice de radiação no local é alto, motivo pelo qual foi desaconselhado a entrada nos galpões pelos técnicos da INB. Todo este material é radioativo e necessita de uma destinação adequada para que problemas futuros sejam evitados. A drenagem ácida é caracterizada pela formação de ácido sulfúrico em altas concentrações de metais pesados, baixo PH. Estes minerais causam grande impacto sobre o meio ambiente com efeito devastador. A cava da mina onde era anteriormente retirado o minério bruto para posterior processamento e extração do urânio possui uma área superficial de 2,0 km², com uma profundidade de 150 metros. Este local constitui a principal preocupação dos técnicos da INB e do CNEN, e consequentemente é o maior problema existente no local, em função da quantidade de rejeito depositado e material resultante do tratamento das águas ácidas. O material depositado na cava da mina, além de outros componentes, segundo os técnicos, é constituído de urânio, rádio e tório": informações com base no relatório de pesquisadores da UFOP para o MPF.

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  8. "Pesquisadores observaram durante visitas realizadas e contatos com os técnicos do CNEN e da INB que é de fundamental importância que haja uma intervenção por parte dos governos Estadual e Federal, no sentido de se procurar uma solução técnica para os problemas já citados. É notório que há um grande prejuízo para o meio ambiente, visto que os rejeitos gerados pelo material usado pela indústria nuclear causaram uma contaminação incomensurável do meio ambiente. O rombo da barragem criará uma tragédia em igual também para a população. É necessário que se realize uma pesquisa mais minuciosa sobre estas questões e se analise as sequelas desta contaminação que continua ainda, um problema ambiental grave e que afeta a saúde pública da população da região": este comentário foi extraído do relatório da UFOP e enviado a nós por Paulo Soares, estudante de Biologia, que teve acesso aos levantamentos.

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  9. "Minas Gerais tem 698 barragens, algumas delas no sul de Minas Gerais, como em Caldas, Poços de Caldas, Guaranésia, Nazareno, Fortaleza de MInas, São Tiago e Passos": comentário extraído de matéria sobre riscos de novas tragédias em Minas feita pela Rádio Itatiaia.

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  10. "Depois de 13 anos de extração de urânio, toneladas de lixo radioativo preocupam ambientalistas, o Ministério Público e moradores da região de Caldas no sul de Minas Gerais, tudo está abandonado há mais de 20 anos e há risco de romper a barragem. Há mais de duas décadas os rejeitos são mantidos no local. A área da mina é do tamanho de cem estádios do Maracanã": comentário extraído de matéria do G1 da Globo que mostrou um resumo da situação no Jornal Nacional antes ainda das tragédias de Mariana e de Brumadinho, hoje, é a barragem com maior risco potencial para o ambiente e para a saúde ou a vida da população desta região.

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